Blog Edmar Lyra

O blog da política de Pernambuco

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Postado por Edmar Lyra às 21:32 pm do dia 17 de setembro de 2018

Dilma Rousseff pede votos para Silvio Costa

A ex-presidente Dilma Rousseff pediu votos para o deputado federal Silvio Costa na disputa pelo Senado. Ela enalteceu a lealdade do vice-líder do seu governo e disse que é importante para os pernambucanos terem Silvio Costa no Senado Federal.

Confira o vídeo:

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Postado por Edmar Lyra às 14:41 pm do dia 31 de agosto de 2018

Em resposta a Bruno Araújo e Mendonça Filho, Silvio Costa diz que está pronto para o debate na politica e na Justiça

Por Silvio Costa*

Ratifico que Paulo Câmara, Jarbas Vasconcelos, Mendonça Filho e Bruno Araújo têm responsabilidade pela prisão do presidente Lula. Aliás, todos que votaram a favor do impeachment da presidente Dilma, têm responsabilidade, sim. Por um motivo muito simples: se a presidente Dilma não tivesse sofrido o golpe, ela ainda estaria exercendo a presidência e o ex-presidente Lula seria ministro de Estado. Eles sabem que o ex-presidente havia sido convidado para ser ministro. Sugiro a todos, que me ameaçam com uma representação, que leiam a Constituição da República.

Relembro a todos o caso da nomeação do ministro do governo Temer, Moreira Franco (MDB).

Aliás, Bruno Araújo e Mendonça Filho não podem esconder do povo de Pernambuco que foram ministros de Temer e sempre fizeram oposição radical ao presidente Lula e a presidente Dilma. Estou pronto para o debate, na política e na justiça.

Lembro que no dia do impeachment, quando votei “não”, avisei que, no futuro, aqueles que estavam votando “sim” iriam se arrepender e teriam vergonha do seu voto.

Deram o golpe para retirar direitos do trabalhador!

*Silvio Costa é deputado federal e candidato a senador pela coligação Pernambuco que Você Quer (Pros/PDT/Avante)

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 15 de maio de 2018

Coluna do blog desta terça-feira

Silvio Costa pode ser o antídoto da oposição em outubro

Pernambuco é um estado com eleitorado lulista, que durante as sete eleições presidenciais deu ao candidato petista vitórias em 1989, 2002, 2006 e 2010, e em 2014 garantiu a Dilma Rousseff uma expressiva vitória no segundo turno depois de ter feito Marina Silva a mais votada no primeiro turno. Pesquisas apontam que o eleitor pernambucano além de ser um dos mais simpáticos a candidatura de Lula em 2018, também é um dos que mais condenam a existência do impeachment de Dilma Rousseff ocorrido em 2016.

Foi baseado em pesquisas qualitativas que o PSB inteligentemente se reaproximou de Lula e do PT. O partido hegemônico em Pernambuco, que venceu as últimas três eleições para o governo, não quis que Marília Arraes surfasse na onda de Miguel Arraes e sobretudo na onda de Lula, e por isso está praticamente sacramentada a aliança entre PT e PSB com grandes chances de Humberto Costa ser indicado ao Senado na chapa de Paulo Câmara.

Num ambiente em que a oposição deverá lançar Armando Monteiro para o governo e Mendonça Filho, ex-ministro de Michel Temer, para o Senado, fica extremamente necessária a indicação de alguém que possa fazer um contraponto a essa reaproximação de PT e PSB e que possa desvencilhar o palanque oposicionista da pecha de palanque de Temer, mesmo diga-se de passagem, Armando Monteiro tendo votado contra o impeachment de Dilma Rousseff e ter sido ministro da ex-presidente afastada.

Não há nome melhor para a segunda vaga de senador na chapa de oposição do que Silvio Costa, que foi defensor até às últimas consequências de Dilma Rousseff, e que já teve a oportunidade de ter sido deputado federal por três mandatos e ascender em Brasília como um dos parlamentares mais influentes do Congresso Nacional. Silvio teria a legitimidade de neutralizar a tese do PSB de apontar a chapa oposicionista como o palanque dos “golpistas”, mesmo tendo os socialistas parte fundamental na deposição da ex-presidente.

Como há uma necessidade da oposição de aproximar-se do eleitorado pernambucano que é majoritariamente lulista e Silvio Costa preenche todos os requisitos, é pouco provável que a oposição escolha outro nome para esta segunda vaga. O antídoto oposicionista com Armando que foi ministro de Dilma e Silvio como maior defensor da ex-presidente, tem todas as condições de ter eficácia numa eleição em que o impeachment ainda será pauta da disputa.

Reeleição – O deputado federal Fernando Filho deverá ser mesmo candidato a reeleição em outubro. O ex-ministro de Minas e Energia chegou a ser cogitado nos últimos dias para encabeçar a chapa oposicionista mas terminou ficando com a renovação do seu mandato na Câmara Federal, que caso logre êxito, será a quarta vez que ocupa o mandato em Brasília.

Dois anos – O presidente Michel Temer reunirá nesta terça-feira ministros, presidentes de estatais, líderes partidários e ex-ministros para a comemoração dos dois anos do seu governo. Temer reforça as conquistas na área econômica que consolidaram a retomada do país através da inflação baixa e a geração de empregos.

Bolsonaro – Mesmo sendo filiado ao nanico PSL, Jair Bolsonaro é uma realidade na disputa presidencial. Beirando os 20% no levantamento CNT/MDA divulgado ontem no cenário sem Lula, que é o mais provável, Bolsonaro tem quase dez pontos de vantagem sobre a segunda colocada que é Marina Silva.

Declinando – O ex-governador João Lyra Neto foi convidado pela oposição para disputar um mandato de deputado federal, mas não demonstrou a menor vontade de entrar na empreitada. Lyra avalia que até deverá ter votos em Caruaru e adjacências, mas sabe que não será fácil atingir os 90 mil votos para ter vaga garantida no chapão oposicionista.

RÁPIDAS

Federal – Não é somente Fernando Filho que é ex-ministro de Temer e ficará de fora da majoritária da oposição. O ex-ministro das Cidades, Bruno Araújo, está com 99,9% de chances de tentar renovar seu mandato na Câmara Federal. Araújo precisa do mandato que possui em Brasília e não está disposto a entrar em aventura.

Sucesso – O programa Ponto de Vista, ancorado pelo jornalista Adriano Roberto, que recebe nossos comentários diários, é sucesso absoluto no rádio pernambucano. Já são mais de vinte emissoras espalhadas por todo o estado, dentre elas a recente 102 FM, que tem alcance na Metropolitana, Zona da Mata, Litoral e parte do Agreste. Outras emissoras deverão ser anunciadas em breve, dentre elas a Vida FM, de Salgueiro.

Inocente quer saber – Armando Monteiro vencerá Paulo Câmara em outubro?

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 9 de fevereiro de 2018

Coluna do blog desta sexta-feira

FBC não perde nada disputando o governo

No exercício do seu terceiro mandato como prefeito de Petrolina, Fernando Bezerra Coelho foi um dos primeiros a apostar na candidatura de Eduardo Campos em 2006. Fernando chegou no projeto de Eduardo muito antes de pessoas que ganharam posição de destaque no PSB. Naquele momento, ao lado de Inocêncio Oliveira, FBC foi um dos pilares do projeto vitorioso que levou Eduardo Campos ao Palácio do Campo das Princesas.

Fernando, assim como todo e qualquer político, almeja o poder, e por isso ele trocou dois anos como prefeito de Petrolina para ser secretário de Desenvolvimento Econômico de Eduardo Campos. Ele também foi responsável pela indicação de Geraldo Julio para a secretaria de Planejamento e Gestão, pois já havia sido seu auxiliar quando comandou Petrolina. Durante os oito anos de Eduardo como governador, era público e notório que Fernando trabalhava para sucedê-lo

Nas eleições de 2010, Fernando sonhou em integrar a majoritária, como vice-governador, que teria o caminho encurtado para chegar ao Palácio do Campo das Princesas em 2014, ou como senador, mas acabou perdendo a indicação para João Lyra Neto, que foi mantido na vice, e Armando Monteiro e Humberto Costa. Mas o prêmio de consolação veio, que foi a indicação para o ministério da Integração Nacional, uma pasta que nacionalizou FBC, onde fez um extraordinário trabalho no período em que ocupou o cargo.

Pouca gente sabe, mas quando Eduardo decidiu romper com Dilma Rousseff, Fernando que era ministro dela e era considerado um excelente auxiliar, cogitou filiar-se ao PT para ser o candidato do partido em 2014, mas acabou sendo convencido a não medir forças com Eduardo Campos e acabou entregando o cargo. Voltou para a planície e passou a se movimentar com vistas a suceder Eduardo, como estava dentro do script desde que deixou a prefeitura de Petrolina em 2007. Mas como uma raposa conhece outra, Eduardo em nenhum momento considerou colocá-lo para a sua sucessão, porém sabia que se não tivesse um novo prêmio de consolação, Fernando ficaria com o caminho livre para aderir ao projeto de Armando Monteiro, e naquele momento a saída de FBC fragilizaria muito a candidatura de Paulo Câmara. Por isso Eduardo decidiu que FBC seria candidato a senador e o resto todo mundo sabe como terminou.

A questão que está posta para 2018 é que no meio do mandato de senador, Fernando não tem absolutamente nada a perder disputando o governo de Pernambuco. Se ficar em terceiro lugar e houver segundo turno, apoia Armando Monteiro e tende a ser o fiel da balança para definir a eleição em desfavor de Paulo Câmara. Se for candidato único da oposição e ainda assim perder a eleição para Paulo Câmara garante o recall para as eleições de 2022 quando poderá tentar novamente o governo ou buscar a reeleição para o Senado. Já no caso hipotético de vencer a eleição, estará realizando o maior sonho da sua vida, pois se preparou a vida inteira pra isso. Portanto, em qualquer cenário, Fernando estará no lucro e consequentemente não abrirá mão da disputa nem para um trem carregado de pólvora.

Cautelar – A procuradora geral do Ministério Público de Contas (MPCO), Germana Laureano, fez uma representação nesta quarta-feira (7) contra a incorporação da gratificação de incentivo nas aposentadorias dos servidores do Executivo à disposição da Câmara do Recife. O benefício, previsto em lei municipal publicada durante o recesso, foi considerado inconstitucional pelo MPCO. O órgão pede uma cautelar à conselheira Teresa Duere, relatora do fundo de previdência do Recife no Tribunal de Contas do Estado (TCE), para que não sejam pagas aposentadorias com esta verba. Pela nova lei, de autoria da mesa diretora da Câmara, o servidor leva a gratificação para a aposentadoria, se receber a mesma por apenas cinco anos ou de imediato, em caso de aposentadoria por invalidez.

Abertura – A alegria momesca terá início oficialmente nesta sexta-feira (9), quando o Recife celebra a abertura oficial do Carnaval. O prefeito Geraldo Julio acompanha de perto o evento que este ano homenageia o ritmo que é e patrimônio imaterial da humanidade: o frevo, que comemora amanhã 111 anos. Um cortejo toma conta do Recife Antigo, já a partir das 18h, arregimentando e conduzindo o público para o Marco Zero, onde, a partir das 19h, a festa será aberta oficialmente pelas majestades, o Rei e a Rainha do Carnaval.

Habilidoso – O secretário de Habitação e deputado federal licenciado Kaio Maniçoba é um dos mais promissores políticos de Pernambuco. De família tradicional da política de Floresta, no sertão de Itaparica, Kaio fez um excelente mandato na Câmara dos Deputados e desde que assumiu a Habitação no ano passado que vem se consolidando também no executivo. Ele tem plenas chances de triplicar sua votação em relação a 2014 e renovar seu mandato na Câmara Federal.

Saudade – O trade turístico de Pernambuco realizou ontem um encontro no Catamaran para celebrar os 10 anos do ano do turismo do Recife, que foi em 2008. Naquela época o trade se sentia mais prestigiado por quem comandava o turismo da capital pernambucana e do estado. Por isso a nostalgia de um tempo que não volta mais.

Sucesso – O programa Ponto de Vista, ancorado pelo radialista Adriano Roberto, já se consolidou como o principal programa que fala de política no rádio pernambucano. Já são vinte rádios em todas as regiões do estado, com comentários abalizados que ajudam a formar a opinião do povo pernambucano sobre a política no estado e no país.

RÁPIDAS

Agenda – Além de participar da abertura oficial do Carnaval de Pernambuco e do Recife, o deputado estadual Aluisio Lessa (PSB) tem uma agenda intensa nos outros dias de folia. Na pauta estão agendas em cidades onde possui atuação política como: Limoeiro, Camaragibe, Lagoa de Itaenga, Ribeirão, Gameleira, Jaqueira, Nazaré da Mata, Usina Santa Terezinha (em Água Preta), a Casa da Rabeca (em Olinda) e Recife Antigo.

Incoerência – Depois de fazer duríssimas críticas ao PT durante o período em que foi senador, Jarbas Vasconcelos agora se derrama em elogios a membros do partido, como o ex-prefeito João Paulo. Depois de atacar Eduardo Campos e em pouco tempo beijar sua mão, agora Jarbas faz o mesmo com o PT, igualmente com o mesmo objetivo de outrora: sobrevivência política. E ainda tem quem o chame de coerente na política.

Inocente quer saber – Depois de receber uma humilhante vaia na sua terra natal, o Cabo de Santo Agostinho, Elias Gomes ainda tem pretensões majoritárias em 2018?

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 18 de dezembro de 2017

Coluna do blog desta segunda-feira

Foto Roberto Pereira

A influência de Lula em Pernambuco está sendo superestimada 

Há um movimento em Pernambuco dando conta que o apoio de Lula é fundamental para as eleições de 2018 e poderá liquidar a fatura para quem receber seu apoio em nosso estado. Fazendo uma avaliação do histórico das eleições em nosso estado com influência direta ou indireta do ex-presidente, chegaremos à conclusão de que Lula está sendo superestimado e que apesar de ser um importante eleitor, não será por obra e graça dele que um governador será eleito no ano que vem.

Em 2002 houve uma onda vermelha em todo o Brasil com a vitória de Lula para presidente que não se materializou em Pernambuco. Naquele pleito, Lula atingiu 46,44% dos votos válidos em Pernambuco, enquanto Humberto Costa, seu candidato, ficou com apenas 34,11% dos votos válidos e foi derrotado por Jarbas Vasconcelos já no primeiro turno.

Sentado na cadeira de presidente da República, Lula foi para a reeleição e atingiu 70,93% dos votos válidos. Já seu candidato oficial Humberto Costa ficou em terceiro lugar com apenas 25,13% dos votos válidos, enquanto seu candidato alternativo Eduardo Campos atingiu 33,81% dos votos válidos, que juntos atingiram 58,94% dos votos no primeiro turno, bem abaixo do total atingido por Lula.

Na segunda etapa daquele pleito, Lula foi reeleito com 78,48% dos votos válidos, enquanto Eduardo Campos foi eleito com 65,36%. Esta foi a única eleição que o apoio de Lula se tornou determinante, ainda assim a transferência de votos de Lula para Eduardo ficou longe de se tornar integral. Dois anos depois, apesar de Lula ter contribuído, a vitória de João da Costa no primeiro turno se deu fortemente por conta do prestígio de João Paulo. Nem o próprio Eduardo Campos tinha força naquela ocasião para decidir uma disputa no Recife.

Na própria reeleição de Eduardo Campos em 2010 ficou muito mais latente a força do então governador do que propriamente o apoio de Lula, que viu Dilma atingir 61,74% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Eduardo se reelegeu com 82,83% dos votos válidos.

Em suma, naquele pleito o eduardismo se tornou muito mais forte do que o lulismo, fato que veio a se repetir em 2012 quando Geraldo Julio apoiado por Eduardo Campos venceu no primeiro turno, enquanto Humberto Costa com o apoio de Lula e Dilma ficou num modesto terceiro lugar com menos de 20% dos votos válidos. A eleição de 2014 demonstrou novamente a força do eduardismo e a fragilidade do lulismo, quando Paulo Câmara derrotou Armando Monteiro, candidato de Lula, com uma diferença de três milhões de votos.

As eleições de 2016 foram novamente uma prova de que Lula não tem mais o lastro eleitoral de outrora para transferir votos. João Paulo foi derrotado por Geraldo Julio no segundo turno pela maior diferença da história das eleições na capital pernambucana. Os números comprovam que Lula só teve extrema relevância nas eleições em Pernambuco nos anos de 2006 e 2008, as demais evidenciaram que o ex-presidente está longe de ser o bicho-papão que tentam pintar. Caso seja candidato a presidente em 2018 Lula pode ajudar um candidato praticamente na mesma intensidade que pode atrapalhar, mas está longe de ter força para resolver a parada a favor de um candidato. Na hipótese de ser condenado em segunda instância, que é o caminho mais plausível, a relevância positiva que Lula terá em 2018 no estado será próxima da nulidade.

Estadual – O vereador de Paulista Dr. Vinícius Campos será candidato a deputado estadual em 2018 pelo Solidariedade. Nas eleições de 2016 ele foi reeleito com 4.204 votos, sendo o terceiro mais votado do pleito. Caso se eleja, ou atinja boa votação no município, Dr. Vinícius se tornará um nome natural para disputar a prefeitura em 2020.

Incerteza – O presidente estadual do PRTB Edinázio Silva afirmou que não há alinhamento automático do seu partido com a pré-candidatura do senador Fernando Bezerra Coelho a governador, e que o objetivo da sigla é apresentar uma candidatura própria ao governo de Pernambuco numa coligação com siglas nanicas.

Confraternização – O deputado federal André de Paula comanda a confraternização de final de ano PSD nesta segunda-feira a partir das 17 horas. O evento ocorrerá no Bar Catamaran e contará com a presença de diversas lideranças políticas que admiram a trajetória do deputado, que é considerado um dos melhores quadros de Pernambuco.

Fernando Monteiro – O deputado federal Fernando Monteiro cumpriu agenda política no interior do Estado no final de semana. O parlamentar esteve em Pesqueira, neste domingo, na confraternização de fim de ano do deputado estadual João Eudes, que reuniu lideranças de todo o estado. No sábado, o deputado acompanhou o prefeito Manoel Botafogo num debate sobre as demandas do município de Carpina.

RÁPIDAS

André Ferreira – O deputado estadual e pré-candidato a senador André Ferreira (PSC) aproveitou o domingo para pegar a estrada e visitar aliados no interior do Estado. Ele foi ao município de Feira Nova, no Agreste, para participar da festa de aniversário da ex-secretária Juliana Chaves (PSB). Saudado pelos presentes, André Ferreira, em seu discurso, destacou a força de Juliana no município e garantiu que trabalhará para levar recursos para a cidade.

Risco – Caso o PT formalize a aliança com o PSB para as eleições de 2018, sobretudo coligando na proporcional, apenas João Paulo e Odacy Amorim teriam cadeira cativa para serem eleitos para deputado estadual. Os candidatos a deputado federal, incluindo Humberto Costa, e os candidatos a estadual, vide Teresa Leitão, teriam sérias dificuldades para atingir o mandato.

Inocente quer saber – Por quê Guilherme Uchoa não se fez presente na confraternização do governador Paulo Câmara?

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Postado por Edmar Lyra às 21:13 pm do dia 19 de agosto de 2017

A disrupção do estado

O termo disrupção vem sendo utilizado mundo afora pelas empresas, sobretudo as multinacionais, que reavaliam seus modelos de negócios para se adaptar as evoluções tecnológicas e humanas e continuar sobrevivendo. Na política e mais precisamente no Brasil, o termo disrupção nunca foi tão pertinente, pois o estado brasileiro deu mostras que é gigante, oneroso e ineficiente. A evolução tecnológica fez com que abdicássemos do telefone fixo para que utilizássemos o celular, que com seus avanços fortalecidos pela internet, permitiu que tivéssemos na palma da mão bancos, hotéis, serviço de transporte, transmissão de mensagens, dentre outros que acabaram ou aprimoraram diversos serviços ofertados antigamente.

No Brasil tivemos a oportunidade de experimentar oito anos de um governo semiliberal, que foi o de FHC, e quatorze anos de governos estatizantes, que foram os dois de Lula e os dois de Dilma Rousseff. As privatizações do governo FHC foram demonizadas pelos adversários e o ex-presidente foi perdendo a batalha da comunicação, mas foi graças à privatização das Teles que conseguimos praticamente universalizar o serviço de telefonia, que hoje é de fundamental importância para a vida de qualquer brasileiro, que hoje não deve se imaginar sem seu smartphone para realizar tarefas da sua vida. Os governos do PT defendiam a intervenção do estado no país, e o consequente inchamento da máquina pública. Passados quatorze anos da chegada de Lula à presidência, chegamos à conclusão de que a máquina estatal só serve para alguns beneficiários dela, como concursados e comissionados, aumentando o custo de muita coisa por conta da nossa burocracia.

O tempo se encarregou de mostrar que um estado inchado e ineficiente pode levar a vida das pessoas a um grave colapso, vide a crise econômica que vivenciamos até o presente momento, e numa amostragem mais recrudescedora da crise, temos o exemplo do Rio de Janeiro, que entrou num ocaso jamais visto devido ao grande nível de corrupção que instauraram naquele estado. A cleptocracia brasileira foi beneficiária desse sistema político que enaltece a burocracia e permite o gasto público a níveis estratosféricos. A relação pública com entes privados, colocando dificuldades pra vender facilidades custou muito caro ao nosso país. O petrolão é produto desse sistema que o PT lutou a vida inteira para instaurar no Brasil.

Presenciamos atualmente o sucateamento dos Correios, da Petrobras e de muitas estatais patrocinado por aqueles que diziam defendê-las das privatizações. O povo brasileiro engoliu a lorota de que privatizar era ruim, e a conta chegou. Estamos passando pela pior crise econômica e política de todos os tempos. Porém nem tudo é para o mal, existem coisas que acontecem de ruim na vida para que a gente possa melhorar. A tecnologia vem permitindo uma aula de disrupção de sistemas de negócios, o Uber veio para suprir um serviço ineficiente, caro e desrespeitoso com os clientes, que eram os táxis, uma aberração que dependia, e ainda depende, do estado para poder funcionar, com situações que legavam ao consumidor o pior serviço possível.

O Netflix simplesmente caminha para acabar com a lógica da TV por assinatura, que é igualmente um serviço caro, ineficiente e regulado pelo estado, hoje você pode assistir filmes e séries na palma da mão por um valor infinitamente menor do que qualquer TV por assinatura que custa os olhos da cara. O AirBnb chegou, para assim como o Uber, revolucionar o sistema de hospedagem no mundo inteiro. Os serviços como AirBnb e Uber além de serem mais baratos, permitem que o proprietário de um carro ou de um imóvel fature um dinheiro extra sendo empreendedor do seu próprio bem. O dinheiro auferido serve para complemento de renda, para pagar a parcela do carro ou do apartamento, etc.

Os exemplos das novas tecnologias que mostram uma disrupção no modo de viver da sociedade, servem inteiramente para o nosso país, que passará por uma eleição presidencial em 2018 e tem uma chance ímpar de discutir o tamanho do estado. Pra quê o governo ficar responsável por portos e aeroportos, rodovias, ferrovias, serviço postal, petróleo, bancos, dentre outros? Pra quê o Brasil ficar refém das famigeradas licitações que custam os olhos da cara ao contribuinte? O brasileiro terá a oportunidade de discutir esses temas com seriedade em 2018, pois teve a chance de desfrutar de dois modelos de governo nos últimos vinte anos, e passar a entender que além de privatização ser boa, ela pode ser moral, legal e ajudar a emagrecer o nosso estado obeso que consome desenfreadamente o dinheiro do contribuinte.

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 3 de agosto de 2017

Coluna do blog desta quinta-feira

A diferença substancial entre Dilma e Temer 

Os presidentes Michel Temer e Dilma Rousseff vivenciaram o mesmo dilema num período de pouco mais de um ano. Dilma teve um impeachment pela frente, enquanto Temer precisou enfrentar uma denúncia que poderia afastá-lo do cargo.

Tanto Dilma quanto Temer possuíam rejeição que suplantava os 90%, também precisavam dos mesmos 172 votos para barrar, no caso dela o impeachment, no caso dele, a abertura de investigação. Ambos tinham a caneta do Palácio do Planalto para ofertar cargos e emendas e convencer 1/3 da Câmara a não atrapalhar seus respectivos mandatos.

Ninguém venha dizer que Dilma não usou dos mesmos mecanismos de Temer para se manter no cargo, uma vez que emendas e cargos foram ofertados em luxuosos hotéis de Brasília pelo ex-presidente Lula, que assumiu pessoalmente as articulações.

O que fez um deputado ser seduzido por Temer e não ser por Dilma em ocasiões parecidas num curto espaço de tempo? A política. Eis o grande diferencial de Michel Temer em relação à sua antecessora e companheira de chapa desde 2010. Enquanto Dilma tratava ministros,  deputados e senadores com patadas, Temer soube como poucos fazer o meio-campo com o Congresso, chegando a articular pessoalmente os apoios de deputados e senadores.

Atingir 263 votos de uma Câmara composta por 513 deputados numa sessão transmitida para todo o Brasil em horário nobre não é coisa de amador. É coisa de quem entende do riscado da política. Temer soube encarnar os ensinamentos de Maquiavel e tantos outros pensadores da política, deu uma aula de como se faz articulação política e garantiu seu mandato até 31 de dezembro de 2018.

Até aqui praticamente 100% de aproveitamento em votações no Congresso. Se para um presidente popular isso já era muito, para alguém que tem acima de 90% de rejeição da população é algo a ser louvado e reconhecido. Temer ficou porque é do ramo, mostrou com quantos votos se faz uma base sólida no Congresso Nacional e agora mesmo com as dificuldades, ganha uma sobrevida gigantesca para tocar o seu governo e aprovar as reformas que tirem o país da crise econômica.

Motivo – O deputado federal Jarbas Vasconcelos preferiu ficar com a coerência e manteve o voto pela abertura da denúncia contra Michel Temer. Ele sabia do risco de perder o PMDB no estado, mesmo assim votou contra Temer. O senador Romero Jucá, que há muito tempo já queria defenestrá-lo do comando em Pernambuco, agora tem o motivo materializado para entregar o partido ao senador Fernando Bezerra Coelho.

André de Paula – Mesmo sabendo dos riscos que corria votando contra Michel Temer de perder o PSD no estado, André primou pela mesma coerência de Jarbas e votou conforme sua consciência. Há quem afirme que ele perderá o comando do partido em Pernambuco, mas ganhou o respeito de milhares de pernambucanos pela sua firmeza durante a votação.

Fatura – O centrão composto por partidos de médio porte como PSD, PR, PTB, PP, PRB e PSC votou praticamente fechado com Michel Temer e cobrará a fatura a partir de hoje. Trata-se do cobiçado ministério das Cidades, atualmente ocupado por Bruno Araújo, do PSDB que não entregou os votos que tinha ao presidente. Para o lugar de Bruno se fala em Rogério Rosso, Jovair Arantes ou Beto Mansur.

Afinados – De passagem por Brasília, o prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira (PR) visitou o senador Fernando Bezerra Coelho e o ministro de Minas e Energia Fernando Filho. Na conversa, eles articularam ações para o município de Jaboatão dos Guararapes. A visita é uma prova inequívoca do afinamento dos Ferreira com os Coelho.

RÁPIDAS

Ipojuca – A prefeita de Ipojuca Célia Sales (PTB) e o secretário de Educação Romero Sales estiveram reunidos em Brasília com o senador Armando Monteiro onde discutiram uma série de ações para o município, dentre elas recursos e projetos para obras e serviços essenciais.

Implacável – O Ministério Público de Contas e o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco têm sido implacáveis com medidas que causem dano ao erário, como por exemplo gastar milhões de reais com festividades quando os servidores estão penando com o atraso de salários tal como muitos prefeitos vêm fazendo.

Inocente quer saber – Ainda há dúvidas de que Michel Temer ficará até 31 de dezembro de 2018?

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Postado por Edmar Lyra às 8:53 am do dia 7 de julho de 2017

Rodrigo Maia já monta o novo governo

Ciente de que a situação do presidente Michel Temer ficou insustentável, o Congresso já trabalha com o pós-Temer. Tem quem afirme que ele não chega a agosto no cargo, e por isso a alternativa Rodrigo Maia se torna um caminho cristalino.

Sucessor constitucional de Temer, Maia herdaria o cargo em caso de renúncia ou afastamento do presidente, e disputaria a eleição indireta sentado na cadeira e com um ativo importante para ofertar aos pares, que seria a presidência da Câmara.

Dos atuais 28 ministros, Maia já sinaliza que manterá quase toda a equipe econômica e nomes como Bruno Araújo, Mendonça Filho, Fernando Filho, Leonardo Picciani e Maurício Quintella Lessa, considerados jovens e que vêm realizando um bom trabalho.

O governo Temer acabou, já está em gestação o governo Maia, que poderá se estabelecer em agosto, mas que dificilmente terá estabilidade política, sobretudo com a continuidade da Lava-Jato, mas pelo menos o Brasil vira a página de Dilma e Temer.

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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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