
Cinco décadas após sua morte, Juscelino Kubitschek voltou ao centro do debate no Senado como símbolo de ousadia, visão e confiança no futuro. Em um pronunciamento marcado por reconhecimento e reverência, o senador Fernando Dueire (MDB-PE) destacou que lembrar JK é reacender um dos períodos mais vibrantes da história nacional — quando o Brasil decidiu acelerar o passo e apostar grande em si mesmo.
Durante sua fala, Dueire percorreu a trajetória do ex-presidente, desde sua passagem pelo governo de Minas Gerais até a chegada ao Palácio do Planalto, ressaltando seu papel decisivo na consolidação de um projeto nacional voltado ao desenvolvimento. Segundo ele, Juscelino ajudou a estruturar as bases da industrialização brasileira e investiu de forma estratégica em obras que mudaram a dinâmica econômica do país.
O senador também chamou atenção para dois marcos centrais daquele período: o Plano de Metas e a construção de Brasília. Na avaliação de Dueire, mais do que iniciativas administrativas, essas ações representaram uma mudança de visão sobre o Brasil. A interiorização da capital, por exemplo, foi descrita como um movimento ousado, que redesenhou o eixo político e contribuiu para integrar o território nacional.
Para Dueire, Juscelino Kubitschek foi mais do que um chefe de Estado — representou uma era marcada pela coragem de realizar grandes projetos. Ao evocar o lema “50 anos em cinco”, o senador ressaltou que não se tratava apenas de discurso, mas de um plano concreto que impulsionou setores estratégicos como energia, transporte, indústria e educação, promovendo um ciclo expressivo de crescimento.
Encerrando sua fala, Dueire afirmou que revisitar a trajetória de JK é também um convite a recuperar a capacidade de sonhar grande e de acreditar no Brasil como um país capaz de transformar desafios em oportunidades.

















