O vereador do Cabo de Santo Agostinho, Ricardinho Carneiro, fechou um acordo com o deputado federal Augusto Coutinho para ser candidato a vereador pelo Solidariedade em 2016, a contrapartida seria dobrar com Augusto em 2018. Inclusive, o deputado que tem uma excelente relação com Lula Cabral, abdicou de indicar o vice numa chapa que todo mundo sabia que era vitoriosa para sustentar um projeto que era fracassado, que se confirmou. Passado o processo, o vereador comunicou esta semana a Augusto Coutinho que não iria mais dobrar com ele, descumprindo um acordo que havia sido previamente acertado, para apoiar a candidatura de Betinho Gomes a deputado federal. O deputado por sua vez ficou uma arara com a falta de compromisso do vereador, que traiu seus acordos e caminha para ser um ex-vereador do Cabo, como o primo que não tem a menor chance de se reeleger.
PRTB fecha chapinha com PSL para federal
O presidente estadual do PRTB, Edinazio Silva, esteve reunido com o deputado federal Luciano Bivar, o prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel, o deputado estadual Beto Accioly e decidiu que haverá a retomada do G6 para deputado federal que elegeu Kaio Maniçoba com 28.585 votos. Ficou acertado que PRTB, PSL, PV, PHS, PSDC e PRP estarão coligados para deputado federal e deverão alinhar da melhor maneira possível para eleger uma boa quantidade de deputados estaduais, separados em 2014 em três chapinhas o grupo elegeu cinco deputados. Agora a meta é eleger uma quantidade maior.
Na Fiepe, Armando debate agenda microeconômica com empresários

Assunto : Senador Armando Monteiro em almoço/reuniao na FIEPE. Na pauta, as reformas Microeconomicas e o PLS 240/2017, que visa aumentar os dias de licença dos trabalhadores
Recife / PE 23 / 02 / 2018
FOTO : Leo Caldas
O senador Armando Monteiro (PTB-PE) apresentou, nesta sexta-feira (23), durante encontro com a direção da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) e empresários, ações que estão sendo desenvolvidas no âmbito do Grupo de Trabalho de Reformas Microeconômicas do Senado. O petebista, que coordena o GT na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa Alta, detalhou os projetos que estão sendo discutidos no Congresso Nacional e que vão contribuir para melhorar o ambiente econômico do País. O evento reuniu 50 industriais de 20 setores ligados à indústria pernambucana.
No encontro, Armando destacou ações realizadas pelo Grupo de Trabalho para melhorar o ambiente tributário e regulatório do País, além de iniciativas para diminuição dos spreads bancários, entre outros temas. O senador informou que o GT realizou, ao longo do ano passado, diversas audiências públicas. Como resultado, o grupo o grupo selecionou 18 projetos que já tramitam nas Casas e que podem acelerar a agenda da Reforma Microeconômica no Congresso, de modo a melhorar o ambiente econômico do País.
Entre as propostas discutidas, Armando destacou os projetos – alguns aprovados no Senado – que limita a substituição tributária para as micro e pequenas empresas; o que disciplina a emissão de certidão negativa de débitos; o que implanta o Cadastro Positivo; entre outros.
“Pudemos participar de um debate sobre vários temas da atualidade econômica, especialmente aqueles que afetam de forma direta a atividade empresarial no Brasil e em Pernambuco. Recolhi uma série de preocupações que servem para orientar a nossa atuação parlamentar no Congresso Nacional. Esse diálogo do Congresso com o setor produtivo se constitui num elemento fundamental para que possamos qualificar a produção legislativa”, afirmou Armando Monteiro.
Para o presidente da Fiepe, Ricardo Essinger, o debate foi esclarecedor e oportuno para o empresariado pernambucano. “A agenda da reforma microeconômica tem peso grande, principalmente em Pernambuco, onde temos mais de 90% de empresas de micro e pequeno portes”, sublinhou o dirigente. Ao final do encontro, Essinger entregou a Armando o anteprojeto de lei do Código de Direitos, Garantias e Obrigações dos contribuintes de Pernambuco, que está sendo finalizado e será apresentado à Assembleia Legislativa (Alepe).
Paulo garantiu que não haverá chapinha
O governador Paulo Câmara, segundo fontes palacianas, garantiu que não existe a menor possibilidade de haver chapinha para deputado federal. Alguns casos como Wolney Queiroz, Kaio Maniçoba, Luciana Santos, Augusto Coutinho e Eduardo da Fonte possuem espaços significativos no governo como secretarias e cargos no segundo escalão. Se esses partidos quiserem continuar com espaço no governo terão que coligar de cabo a rabo na Frente Popular para deputado federal, uma vez que nomes ventilados como Luciano Bivar, Cadoca e Ninho só estão lá em Brasília com a anuência do governador. Portanto eles não teriam a menor legitimidade para trilhar outro caminho que não fosse o chapão da Frente Popular.
Antonio Souza, presidente do PROS-PE, prestigia filiação de Júlio Lossio
O presidente estadual do PROS, Antônio Souza, prestigiou o ingresso do ex-prefeito de Petrolina, Julio Lossio a Rede Sustentabilidade. O evento contou com a presença da ex-senadora Marina Silva, que é pré-candidata a presidente da República. Lossio pretende disputar o governo de Pernambuco e tem excelente relação com o PROS estadual.
Carla Lapa opta pelo PSC para buscar o retorno à Alepe
Integrante de uma das mais tradicionais famílias da política na Mata Norte, a ex-deputada estadual Carla Lapa escolheu o PSC para buscar o seu retorno à Assembleia Legislativa nas eleições de outubro próximo. A sua filiação foi recebida pelo presidente estadual da sigla, o deputado estadual e pré-candidato ao Senado André Ferreira.
Com base em Carpina, município do qual já foi vice-prefeita, Carla já ocupou uma cadeira na Casa Joaquim Nabuco por dois mandatos (2003-2010) e optou pelo PSC pelo potencial do partido. Capitaneada pelo também ex-deputado Manoel Ferreira, a chapa tem sido estruturada de forma a eleger entre seis e sete deputados.
Herdeira política do também ex-deputado estadual Carlos Lapa, ela afirma que está estimulada a voltar à Alepe para poder trabalhar pela sua região.
“Com a experiência de quem já teve dois mandatos na Assembleia, Carla Lapa chega para reforçar o nosso partido nessa chapa que estamos montando para a Assembleia. Além disso, fortalece a nossa legenda na Mata Norte, região importante do nosso Estado”, avaliou André Ferreira ao receber a ficha de filiação de Carla Lapa.
Uma chapa competitiva para FBC
Os movimentos da política pernambucana seguem intensos, com especulações de todo tipo, mas uma delas vem ganhando contornos por conta da viabilidade, pois envolveria nomes que não estariam sendo lembrados para o jogo. O senador Fernando Bezerra Coelho sendo candidato pelo MDB poderia fechar uma chapa que juntasse agreste, sertão e região metropolitana. Mas antes de citar o primeiro nome, é importante frisar que ele possui fidelidade canina ao Palácio, mas ultimamente estaria incomodado com o espaço que foi ofertado a José Queiroz pelo governador Paulo Câmara.
Caruaru por ser estratégico e haver um caminho apontado para Queiroz integrar a majoritária e que os Lyra estão inclinados a Armando Monteiro, restaria Tony Gel que hoje é deputado estadual e vice-líder do governo, mas que precisaria de 50 mil votos para se reeleger no chapão da Frente Popular caso saia do MDB e migre para o PSD junto com Jarbas e Raul Henry. Majoritária pra ele estaria completamente descartada.
Então qual seria a conta? Ele voltava para o Democratas para ser vice de Fernando Bezerra Coelho e garantir um palanque competitivo em Caruaru. Manteria Tonynho Rodrigues no MDB com a garantia que haveria via MDB nacional e pelo próprio FBC o complemento de votos que ele precisa para se eleger deputado federal por Caruaru, uma vez que o caminho na cidade está completamente poluído para deputado estadual com inúmeras candidaturas. Tonynho candidato a federal pelo MDB poderia junto com outros nomes e Fernando Filho eleger de quatro a cinco deputados, e entrar com menos de 90 mil votos, pois a viabilidade dele se daria pelo apoio do MDB nacional e uma compensação de votos que FBC poderia dar e que o Palácio hoje está impossibilitado de ofertar, uma vez que já tem “muitas bocas pra dar de comer”.
Para o Senado, ficaria definida a primeira vaga a André Ferreira que desde o princípio estaria garantida por Fernando, e a outra seria dada a Daniel Coelho numa construção com o PPS e fortaleceria este palanque na Região Metropolitana. De acordo com um interlocutor de FBC, essa chapa seria bastante competitiva por uma série de fatores e criaria também um grande fato novo na eleição. Tony Gel, que é o principal nome da história, passaria de coadjuvante na Frente Popular depois da entrada de Queiroz para ser um importante ator na equação de 2018, podendo trocar um difícil mandato de deputado estadual para no melhor cenário emplacar a vice-governadoria e um mandato de federal. A equação está montada!
“Ô mainha, só vou com Paulo se tiver minha chapinha”
Um deputado disse que é ridícula a hipótese de por conta de João Campos ou Felipe Carreras retirarem as candidaturas a chapinha ser desmontada. Ela é prego batido e ponta virada. Outro parlamentar fez a seguinte observação fazendo uma paródia: “Ô mainha, só vou com Paulo se tiver minha chapinha…” deixando em aberto a possibilidade de apoiar outro candidato se o governo impuser a formação do chapão.
“Tirem João Campos ou Felipe Carreras que não tem chapinha”
Um deputado federal que está sonhando em se reeleger fez uma conta muito simples para resolver a situação da chapinha, se o governador tirar João Campos ou Felipe Carreras e distribuir os votos com os deputados da chapinha, não tem motivos para mantê-la existindo. Resta saber se o governo tirará João Campos, o herdeiro de Eduardo, ou tirará Felipe Carreras, que tem estrutura para ser secretário sem precisar do mandato.
O guloso Wolney Queiroz
Até agora ninguém entendeu como Wolney Queiroz pensou em formar chapinha para federal depois de ganhar a secretaria de Agricultura e ainda deixar alinhada a presença de José Queiroz na chapa majoritária. Um deputado afirmou que Wolney está com a boca muito aberta, querendo comer tudo que vê pela frente, pois como se não bastasse vetou Júnior Uchôa por medo de ter menos votos que ele e ver arriscado o comando estadual do PDT arrumando uma confusão do tamanho de um trem para o governador Paulo Câmara. “Quem tem um aliado desse não precisa de inimigo”, disse o parlamentar em reserva.







