Blog Edmar Lyra

O blog da política de Pernambuco

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 12 de junho de 2021

Coluna da Folha deste sábado

Miguel Coelho faz novo aceno ao MDB para unificar o partido

Pré-candidato a governador de Pernambuco, o prefeito de Petrolina estabeleceu como meta antes de avançar com sua candidatura no meio político e na população de pacificar o MDB em torno da sua candidatura. Ele tem plena ciência de que a construção do seu projeto nas hostes emedebistas são muito mais sólidas do que uma mudança abrupta de partido para o Democratas no sentido de ser candidato a governador.

Para isso, Miguel tem conversado frequentemente com lideranças emedebistas, a exemplo do presidente estadual do partido, o deputado federal Raul Henry, o deputado estadual Tony Gel, o suplente de senador Fernando Dueire, e mais recentemente viabilizou um gesto concreto quando nomeou a ex-deputada estadual Terezinha Nunes como representante da prefeitura de Petrolina na capital.

Terezinha foi peça chave do governo Jarbas Vasconcelos, detinha significativo poder, e ao lado de Fernando Dueire e Raul Henry, possui uma grande capacidade de convencimento junto ao líder maior do partido em Pernambuco, que é Jarbas Vasconcelos. Este gesto, que foi bastante significativo, traz um novo elemento na tentativa de construir a unidade partidária com vistas a 2022.

Se porventura convencer Jarbas Vasconcelos da sua candidatura, será mais fácil provar para Raul Henry que o projeto próprio do partido será o melhor caminho para 2022, haja vista que Miguel já conta com o desejo do presidente nacional do MDB, o deputado Baleia Rossi, de liderar um projeto do partido em Pernambuco no próximo ano.

Cobrança – Após o governador Paulo Câmara anunciar as mudanças no Plano de Convivência com a Covid-19, o deputado estadual Romero Sales Filho cobrou por medidas para autorizar o comércio de praia. Segundo o parlamentar, não existe justificativa para proibição, já que os shoppings centers e comércio de rua seguem funcionado. “É uma quantidade enorme de pessoas que ainda seguem sem ter do que viver”, destacou.

Baixa – O deputado federal Raul Henry pode sofrer mais uma baixa no seu rol de apoios para 2022. O prefeito de Salgadinho, Zé de Veva (MDB), esteve acompanhado do deputado federal Ricardo Teobaldo (Podemos) durante intensa agenda em Brasília, o que foi interpretado como uma possível baixa nas bases de Henry na busca pela reeleição.

Vacinado – O governador Paulo Câmara deu o bom exemplo de figuras públicas e vacinou-se contra a Covid-19. O socialista recebeu ontem a primeira dose da vacina AstraZeneca/Fiocruz e enalteceu a importância de se vacinar e continuar utilizando a máscara bem como adotando todas as medidas de distanciamento social.

Distritão – Durante entrevista ao Folha Política, o deputado federal Ricardo Teobaldo disse acreditar fortemente na possibilidade do distritão ser aprovado na Câmara dos Deputados e no poder de convencimento dos deputados junto aos senadores para que ela também seja aprovada na Câmara Alta.

Animado – Quem conversa com o deputado federal André de Paula (PSD) percebe sua disposição para disputar o Senado pela Frente Popular. Ele inclusive já teria dito a interlocutores que não pretende colocar ninguém em seu lugar na disputa pela Câmara dos Deputados.

Inocente quer saber – O distritão será mesmo aprovado pelo Congresso Nacional a tempo de valer para 2022?

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Postado por Edmar Lyra às 9:32 am do dia 19 de maio de 2020

A mente brilhante de Pernambuco

Nascido no Recife em 1947, Severino Sérgio Estelita Guerra veio de família tradicional de política, seu pai Pio Guerra e seu irmão José Carlos Guerra tinham sido deputados federais. Em 1981 filiou-se ao MDB e no ano seguinte tentou seu primeiro mandato como deputado estadual, sendo eleito naquele pleito, quatro anos mais tarde, já pelo PDT conseguiu seu segundo mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco com 9.899 votos, sendo o penúltimo eleito daquele pleito.

Em 1989 ingressou no PSB e exerceu os cargos de secretário de Indústria, Comércio e Turismo e depois de Ciência e Tecnologia do governo Miguel Arraes. Em 1990 tentaria seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, e numa chapinha montada com Arraes, foi eleito com 23.999 votos juntamente com Renildo Calheiros, Luiz Piauhylino, Alvaro Ribeiro e Roberto Franca, todos com baixíssima votação arrastados pela força eleitoral de Miguel Arraes, que foi o mais votado daquele pleito. Nas eleições seguintes, ele foi reeleito deputado federal em 1994 e 1998, ambas pelo PSB, e foi novamente secretário de Miguel Arraes.

Com a chegada de Jarbas Vasconcelos ao Palácio do Campo das Princesas, Sergio Guerra se aproximou do então governador, com quem nutria uma excelente relação pessoal e filiou-se ao PSDB. Chegou a ser secretário extraordinário de Jarbas e foi candidato a vice-prefeito de Roberto Magalhães, que tentando a reeleição, acabou derrotado.

Na eleição seguinte, contrariando todos os prognósticos, Jarbas colocou Sergio Guerra na sua chapa, juntamente com Marco Maciel. A escolha de Jarbas criou arestas na União por Pernambuco, que depois culminariam na saída de deputados federais da base de sustentação do então governador.

Durante o processo eleitoral, Jarbas confirmou seu favoritismo, assim como Marco Maciel. Já Sergio Guerra teve um osso duro de roer que foi Carlos Wilson, que tentava a reeleição e mostrava que tinha condições de garantir mais um mandato, porém na reta final, comprovando o histórico de eleições no estado onde o governador geralmente puxa os senadores, Sergio Guerra foi eleito com 1.675.779 votos.

Já no Senado Federal, Sergio Guerra atendeu prefeitos, como sempre fez quando era deputado, e destravou recursos e obras importantes para Pernambuco. Seus oito anos na Câmara Alta resultaram e muitos investimentos para o estado, e mesmo integrando um partido de oposição, o PSDB, Sergio Guerra nutria excelente relação com o então presidente Lula, e por diversas vezes foi procurado pelo presidente para desatar alguns nós de governabilidade.

Os primeiros quatro anos no Senado fizeram de Sergio Guerra um potencial candidato ao Palácio do Campo das Princesas na sucessão de Jarbas Vasconcelos. Diversos prefeitos desejavam que Jarbas o escolhesse para a sua sucessão, inclusive considerando a hipótese do lançamento de duas candidaturas, porém Jarbas cumpriu o acordo e optou por Mendonça Filho. Fora do páreo, Sergio liberou suas bases para Eduardo Campos, que só foi candidato competitivo graças a não candidatura de Guerra, com o sinal verde e o apoio de Inocêncio Oliveira, Eduardo fincou um projeto competitivo que viria a ser vitorioso em 2006.

Ainda no Senado, associado à condição de presidente nacional do PSDB, Sergio Guerra tornou-se um dos políticos mais influentes do Brasil, integrando importantes comissões e ao mesmo tempo descascando os pepinos do mais importante partido de oposição ao PT. Sergio foi o mais longevo presidente nacional do PSDB, ficando no cargo até março de 2013, quando entregou a presidência ao então senador Aécio Neves.

Em 2010 voltou à Câmara dos Deputados como o sexto mais votado, seria o quarto e último mandato eletivo exercido por ele. Durante os oito anos do governo Eduardo Campos, Sergio Guerra manteve uma relação extremamente cordial e afável com o governador, de quem era muito próximo desde os tempos de Arraes, e acabou se afastando de Jarbas Vasconcelos, que ficou muito chateado com a relação próxima que Sergio e Eduardo tinham.

Em seus mais de trinta anos de mandatos eletivos, Sergio construiu uma trajetória de manter aliados importantes, como Duffles Pires, que foi vice-prefeito de Paulista, Ricardo Teobaldo, que chegaram a romper mas fizeram importantes dobradinhas, Joaquim Neto, prefeito de Gravatá, a ex-deputada Terezinha Nunes e tantos outros nomes que tinham em Sergio um importante líder.

Apesar de parecer carrancudo, Sergio Guerra era bom de conviver, aqueles que tiveram a oportunidade de uma mínima proximidade com ele puderam perceber não só a sua inteligência como a sua capacidade de pensar e executar política todos os dias. Ele sabia ser implacável com adversários, mas também sabia como poucos construir laços que suplantavam a política.

Pelas suas idas e vindas na política, a ex-deputada Cristina Tavares o classificou como uma inteligência à procura de um caráter, tamanha a sua capacidade de agir sem qualquer culpa quando fosse necessário. Também chamava a atenção o fato de Guerra ser afeito a coisas de grife, que a maioria da população jamais terá acesso, como por exemplo colecionar cavalos de raça, sapatos e roupas das mais caras, e um gosto excêntrico que eram as lutas de UFC que ele fazia questão de viajar para assisti-las. Quem era seu companheiro nessas empreitadas foi o jovem deputado Claudiano Filho, que até hoje relembra o seu líder político.

Em 2014, quando se preparava para disputar a reeleição na Câmara dos Deputados, Sergio Guerra veio a óbito no dia 6 de março em decorrência de um câncer de pulmão, ele tinha 66 anos. Apesar de não ser conhecido do grande público, ele se mostrou uma figura ímpar nas articulações políticas de Pernambuco e de Brasília, fazendo muita falta a quem vive o dia a dia da política.

 

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 28 de agosto de 2017

Coluna do blog desta segunda-feira

PSB voltará às origens em 2018

A Frente Popular legou a Pernambuco nomes como Jarbas Vasconcelos, Miguel Arraes, Pelopidas da Silveira e Eduardo Campos, que chegaram ao cargo de prefeito do Recife ou governador de Pernambuco, teve o caso de Arraes e Jarbas que chegaram a ocupar os dois cargos. Jarbas, inclusive, decidiu tomar o caminho da perdição como disse Arraes, quando em 1994 se aliou ao PFL para quatro anos depois chegar ao Palácio do Campo das Princesas.

Nas eleições de 2012, devido a uma briga sem precedentes no PT, Eduardo sentiu o vácuo político, se afastou do PT, se reaproximou de Jarbas Vasconcelos e conseguiu eleger no primeiro turno Geraldo Julio prefeito do Recife. O afastamento inexorável do PT se materializou em 2013 quando Eduardo decidiu entregar o ministério da Integração Nacional a Dilma Rousseff. A pasta ocupada por Fernando Bezerra Coelho era o sinal claro que Eduardo disputaria mesmo a presidência da República, fato que se confirmou nas eleições de 2014, mas que teve um trágico final.

PSB e PT permaneceram afastados nas eleições de 2014, no primeiro e no segundo turno presidencial, bem como em Pernambuco na eleição de Paulo Câmara, que teve o apoio do PMDB, Democratas, PSDB e PPS, todos da finada União por Pernambuco, contra Armando Monteiro, que recebeu o apoio do PT e do PDT para a disputa. O afastamento permaneceu em 2016, quando Geraldo Julio e João Paulo protagonizaram o segundo turno da disputa pela prefeitura do Recife, vencida por Geraldo.

Esse afastamento foi perdendo força quando, no plano nacional, PT e PSB passaram a convergir opinões contra a reforma da previdência, a reforma trabalhista e mais recentemente a privatização da Eletrobras. Na Alepe já havia ainda no primeiro semestre rumores de conversa do ex-prefeito do Recife João Paulo com o governador Paulo Câmara que poderiam culminar numa aliança.

Nos últimos dias as convergências se mostraram mais latentes, sobretudo com a vinda de Lula a Pernambuco na semana passada, quando ele fez uma visita de cortesia a Renata Campos, que Paulo Câmara fez questão de alardear em suas redes sociais. Ontem, na eleição do diretório estadual todos os discursos, sobretudo os de Geraldo Julio, Carlos Siqueira e Gonzaga Patriota, ácidos contra o governo Temer e até mesmo contra os Coelho, ficou latente que o caminho do PSB para as eleições de 2018 será a aliança com o PT tanto a nível nacional quanto a nível estadual.

Expandindo – Embora as suas principais bases estejam localizadas no Agreste e Zona da Mata, o deputado estadual José Humberto (PTB) aproveitou o final de semana para dar um giro no Sertão do Pajeú, onde conta com o apoio do prefeito de Tuparetama, Sávio Torres (PTB). Lá, o deputado visitou também outros municípios e construiu relações importantes que deverão garantir apoios para a sua reeleição.

Fechado – O prefeito de Vitória de Santo Antão Aglailson Junior (PSB) negou que tivesse insatisfeito com o governador Paulo Câmara. Muito pelo contrário, ele diz que o governador tem sido atencioso com o município e não há qualquer hipótese de apoiar Fernando Bezerra Coelho para governador, com quem não tem qualquer relação. Portanto, Aglailson diz que está fechadíssimo com a reeleição de Paulo Câmara.

UNICEF – A porta-voz do UNICEF para crianças com deficiência, a jovem americana Lucy Meyer, está em Pernambuco para conhecer iniciativas ligadas às Olimpíadas Especiais no Brasil e a alguns dos programas do UNICEF pelos direitos das crianças com deficiência. Atendendo convite da deputada Terezinha Nunes (PSDB), e coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa da Pessoa com Deficiência da Alepe, Lucy Meyer participará da reunião da semanal da Frente nesta segunda-feira, às 11h, no Plenarinho III, no edifício Miguel Arraes de Alencar.

Herdeiro – Se existe alguém que mais torce pela candidatura e vitória de Fernando Bezerra Coelho para governador, este alguém é o empresário Carlos Augusto Costa (PV), que é o primeiro suplente de Fernando no Senado e herdará o cargo por quatro anos sem ter recebido um único voto sequer em 2014.

RÁPIDAS

Toritama – O prefeito de Toritama Edilson Tavares (PMDB) vem realizando uma gestão que tem sido referência para a região. Ele tem buscado experiências internacionais para colocar em prática no município e por isso vem recebendo elogios até de quem não o apoiou em 2016.

Federal – A respeito das especulações de que poderá ser candidato a governador do Rio de Janeiro em 2018, o ministro da Defesa Raul Jungmann (PPS) nega a possibilidade e diz que está focado em tentar um mandato de deputado federal por Pernambuco, seu estado de origem, no ano que vem.

Inocente quer saber – O ato de hoje em Caruaru deixará claro as pretensões de FBC para 2018?

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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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