Blog Edmar Lyra

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Postado por Edmar Lyra às 3:00 am do dia 6 de maio de 2015

Coluna do blog desta quarta-feira

Ausência de Dilma Rousseff no programa do PT demonstra fragilidade 

O PT teve direito ontem a dez minutos de propaganda partidária no rádio e televisão. Temendo a hostilidade da sociedade à figura da presidente Dilma Rousseff, o PT decidiu não veicular nenhuma fala da presidente, repetindo a postura adotada no 1º de maio, quando Dilma abdicou do direito de falar em cadeia nacional.

A postura da presidente Dilma Rousseff demonstra sua fragilidade que está acuada pela forte rejeição junto à sociedade. Em outubro os 54 milhões de brasileiros que optaram por Dilma certamente gostariam que a presidente tivesse a coragem que é esperada de um chefe de estado. Mas o que se tem visto é uma presidente no quinto mês do seu segundo governo, sem capacidade de governar. É como se o Brasil fosse um carro guiado por um motorista sem o preparo necessário para poder dirigir. 

O resultado não poderia ser outro. Mesmo sem Dilma Rousseff, a sociedade brasileira repudiou completamente a propaganda partidária do PT. Nas mais variadas capitais brasileiras o que se viu foi um clima de hostilidade. Fruto do estelionato eleitoral praticado pelo partido na campanha presidencial, quando prometeu uma coisa e tem feito sistematicamente outra. 

A grande novidade foi o fato do ex-presidente Lula, até então intocável mesmo depois do escândalo do mensalão ter sido deflagrado, desta vez ser vaiado e muitos durante o programa do PT entoaram um Fora Lula, situação que há dois ou três anos era algo impensável no Brasil, ou pelo menos em regiões como o Nordeste por exemplo. 

O PT perdeu lastro na sociedade graças aos seus quase treze anos de governo, que apesar de ter alcançado muitos avanços, também foi responsável por sucessivos escândalos de corrupção. Como hoje o cenário é de crise econômica e as pessoas estão sentindo diariamente seus reflexos, a paciência definitivamente acabou.

Ocupe Estelita – Os ativistas do movimento Ocupe Estelita perderam qualquer respaldo na sociedade quando ontem invadiram o Shopping RioMar causando tumulto e proporcionando terror para os clientes que estavam no momento nas dependências do shopping. O cenário foi de completo caos. Os vídeos tomaram as redes sociais. 

Bengala – Foi aprovado ontem no plenário da Câmara dos Deputados com 333 votos favoráveis o texto base da PEC da Bengala, que aumenta de 70 para 75 anos a idade limite para aposentadoria dos ministros dos STF, STJ, STM, TST e TCU. Com isso Dilma perde a prerrogativa de indicar cinco ministros do STF até o fim do seu mandato.

Candidato – O vocalista da banda de forró Garota Safada Wesley Oliveira, mais conhecido como Wesley Safadão, pode ser candidato a prefeito de Fortaleza pelo Solidariedade nas eleições do ano que vem. O presidente estadual da sigla deputado federal Genecias Noronha considera a hipótese como muito plausível. 

Aécio Neves – Logo após a veiculação do programa partidário do PT, o senador Aécio Neves (PSDB), segundo colocado nas eleições presidenciais de 2014 com 51 milhões de votos, divulgou nota oficial atacando fortemente o PT, inclusive questionando a ausência da presidente Dilma Rousseff no programa. 

RÁPIDAS

Rejeição – Os senadores estão impressionados com o volume de mensagens que têm recebido contra a indicação de Luiz Facchin para o Supremo Tribunal Federal. A sabatina com Facchin será hoje na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. 

Avaliação – Os petistas consideraram tiro no pé terem colocado Lula no programa do partido, isso porque ficaram estarrecidos com as vaias que o ex-presidente recebeu. Ficou evidenciado que a crise de representatividade não se restringe mais a Dilma Rousseff, sobrou pra Lula também. 

Inocente quer saber – Por quê o Consórcio Novo Recife ainda não começou a demolição dos galpões do Cais José Estelita? 

Arquivado em: Brasil, Coluna diária, destaque, Política Marcados com as tags: dilma rousseff, lula, pt

Postado por Edmar Lyra às 1:16 am do dia 4 de maio de 2015

PT vai levar troco da base aliada

A maioria da base aliada na Câmara se prepara para dar o troco nos petistas nas votações das MPs 664 e 665. Ela não engoliu ser apontada como adversária dos trabalhadores no debate da terceirização. Nem gostou da hostilidade da CUT. Agora, quando estará em jogo o ajuste fiscal (que muda a pensão por morte, o seguro-desemprego, o auxílio-doença e o abono salarial), ela pretende carimbar no PT a pecha de quem tira direitos dos trabalhadores. 

E, para garantir a plateia para ouvir esse discurso, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), anunciou que abrirá as galerias do plenário para os militantes das centrais sindicais.

Os petistas voltaram a repetir na semana passada, depois do piti do presidente do Senado, Renan Calheiros, que o governo cometeu um erro na montagem do Ministério. Menosprezou o PMDB. E valorizou demais o PROS, o PSD, o PP e o PR.  (Ilimar Franco – O Globo)

Arquivado em: Brasil Marcados com as tags: câmara dos deputados, pt, terceirizações

Postado por Edmar Lyra às 1:39 am do dia 3 de maio de 2015

PF investiga Santana, marqueteiro do PT

Da Folha de S.Paulo – Natuza Nery e Mário Cesar Carvalho

Principal estrela do marketing político brasileiro, o jornalista João Santana virou alvo de um inquérito da Polícia Federal que apura a suspeita de que duas empresas dele trouxeram de Angola para o Brasil US$ 16 milhões em 2012 numa operação de lavagem de dinheiro para beneficiar o Partido dos Trabalhadores.

O valor equivale a cerca de R$ 33 milhões, de acordo com o câmbio da época. Naquele ano, Santana, 62, trabalhou em duas campanhas vitoriosas, a do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e a do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.

Uma das suspeitas dos policiais é que os recursos de Angola tenham sido pagos ao marqueteiro por empreiteiras brasileiras que atuam no país africano. Segundo essa hipótese, seria uma forma indireta de o PT quitar débitos que tinha com o marqueteiro.

Santana ganhou R$ 36 milhões pela campanha de Haddad, em valores corrigidos pela inflação, mas ele só recebeu a maior parte do dinheiro depois da eleição.

A campanha acabou com uma dívida de R$ 20 milhões com a empresa de Santana. O débito foi transferido para a direção nacional do PT, que negociou um parcelamento da dívida com o marqueteiro: o valor foi pago em 20 parcelas mensais de R$ 1 milhão.

Santana nega que tenha praticado irregularidade e diz que a suspeita de operação de lavagem de dinheiro para o PT não tem sentido. “Trata-se de uma operação legal e totalmente transparente”, disse à Folha.

Ele elegeu o ex-presidente Lula em 2006 e Dilma Rousseff nas últimas duas disputas presidenciais.

Arquivado em: Brasil, destaque, Política Marcados com as tags: brasil, dilma rousseff, joão santana, polícia federal, pt

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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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