Blog Edmar Lyra

O blog da política de Pernambuco

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Postado por Edmar Lyra às 15:42 pm do dia 15 de novembro de 2016

Antônio Campos visitará os Ferreira Gomes neste sábado

O advogado e escritor Antônio Campos (PSB) realizará uma visita aos Ferreira Gomes, no Ceará, no próximo sábado (19). O encontro com os principais nomes da família, como o ex-governador do estado Cid Gomes e o ex-ministro Ciro Gomes, será pautado pela conjuntura política atual do País e pelas eleições de 2018.

Os irmãos Ferreira Gomes pertenceram ao PSB, mas saíram por divergências partidárias em 2013. Em seguida, eles foram para o PROS e, atualmente, estão no PDT. Ciro Gomes já está realizando articulações para ser candidato à Presidência da República, em 2018, e pretende unir à esquerda neste propósito.

Na semana passada, Antônio Campos foi à Brasília e se encontrou com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, o presidente da Fundação João Mangabeira, Renato Casagrande, e o Ministro das Cidades, Bruno Araújo. Em seguida, ele foi até São Paulo, onde foi recebido pelo vice-governador do estado, Márcio França (PSB), no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Arquivado em: destaque, Outras Regiões, Pernambuco

Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 15 de novembro de 2016

Coluna do blog desta terça-feira

Escolha de Eduardo em 2014 não foi em vão 

O ex-governador Eduardo Campos ao longo de 2007 a 2014 criou uma hegemonia política nunca antes vista porque era um político completo, pois além de conhecer os meandros da política também era um extraordinário gestor. Não foi de graça que ele obteve 83% dos votos válidos em 2010 na sua reeleição e atingiu 90% de aprovação durante o período em que exerceu o cargo.

Para ser um bom político não basta saber exercer o poder, ser bom gestor ou ser bom articulador político, é preciso enxergar mais à frente, e Eduardo era um gênio neste sentido. Soube o momento de se candidatar a governador em 2006, soube o momento de ensaiar rompimento do PT em 2013 e igualmente soube escolher aquele que viria a ser o seu sucessor no governo de Pernambuco.

Quem acompanhou os bastidores da escolha do sucessor de Eduardo sabe perfeitamente que Paulo Câmara era um dos poucos auxiliares de Eduardo que não postulavam a indicação por conta do seu jeito simples e dedicado ao trabalho. Talvez por conta exatamente desta simplicidade de Paulo que ele acabou sendo o escolhido por Eduardo em fevereiro de 2014 para ser o seu sucessor.

A escolha não foi gratuita muito menos equivocada. É bem verdade que Paulo Câmara amarga índices de desaprovação elevados, mas isso se dá por uma conjuntura nacional que derrubou a receita dos estados, aumentou o desemprego e consequentemente a violência. Pernambuco não é uma ilha, e acabou sendo prejudicado por toda a conjuntura econômica desfavorável, sobretudo por ser um estado que, apesar de ter crescido significativamente ao longo dos governos Jarbas e Eduardo, é pobre em relação a muitos estados da federação.

Paulo Câmara herdou um abacaxi enorme para descascar, e ao longo de dois anos praticamente tem conseguido agir com a serenidade que o momento pede. Paulo cortou custeio da máquina, transformou gasto ruim em gasto bom, e tem sido um dos poucos governadores a pagar o salário do funcionalismo público em dia. Muitos dirão que não passa de obrigação, mas no cenário em que estamos vivendo, o colapso de um não pagamento da folha salarial seria insanável para a economia do estado, que vive um momento extremamente complexo.

Por isso é importante ressaltar a postura de Paulo, que mesmo não sendo um governador bem-avaliado, tem feito o que é pra ser feito para continuar conduzindo os rumos de Pernambuco até chegar a ventos menos tortuosos. A escolha de Eduardo Campos em 2014 que foi ratificada pelas urnas não foi de graça. Pernambuco não poderia estar em melhores mãos do que as de Paulo Câmara neste momento tão dificil.

Paulista – Fazendo uma gestão pífia em Paulista, o prefeito Júnior Matuto (PSB) foi reeleito absolutamente por falta de adversários e tem sido bastante desatencioso com a base que o reelegeu no dia 2 de outubro. A expectativa a partir de janeiro de 2017 é que Matuto possa ser mais atencioso com a sua base política e definitivamente fazer jus ao mandato novamente conquistado.

Derrotados – Apesar de terem sido derrotados nas urnas em 2016, Antônio Campos (Olinda), Delegado Lessa (Caruaru), Jorge Alexandre (Camaragibe), Carlos Santana (Ipojuca) e Neco (Jaboatão dos Guararapes) alcançaram expressivas votações e podem disputar mandato na Alepe em 2018. Eles conseguiram recall suficiente para tentar um mandato na Casa Joaquim Nabuco.

Stand By – A candidatura do empresário Armando Monteiro Bisneto, filho do senador Armando Monteiro Neto, a deputado federal ainda é tratada com cautela. Ela só será viável se Armando disputar a reeleição para o Senado, nas hipóteses de candidatura a governador ou a deputado federal o projeto será arquivado para não haver conflito de interesses.

Romário Dias – Um profundo conhecedor dos bastidores da Alepe afirma que o ex-presidente da Casa deputado Romário Dias (PSD) não tem a menor chance de ganhar a presidência ou até mesmo a primeira secretaria. Para este integrante da Casa Joaquim Nabuco, Romário Dias já bebeu água antes mesmo do processo ser deflagrado. Ele aposta na recondução de Guilherme Uchoa e Diogo Moraes.

RÁPIDAS

Opositor – O deputado estadual Álvaro Porto (PSD) que foi eleito na chapa de Armando Monteiro em 2014 e virou governista ao se filiar ao PSD está com saudades do tempo de oposicionista e tem utilizado artilharia pesada contra o Palácio do Campo das Princesas.

Reforma – Após a eleição da mesa da Alepe e a formação do secretariado do prefeito Geraldo Julio, o governador Paulo Câmara deverá fazer em 2017 uma reforma no seu secretariado. Há quem afirme que muitos técnicos darão vez a políticos da base de sustentação do governador no primeiro escalão.

Inocente quer saber – O Palácio voltou a estabelecer diálogo com os ministros Mendonça Filho e Bruno Araújo?

Arquivado em: Coluna diária, destaque, Pernambuco, Política

Postado por Edmar Lyra às 20:10 pm do dia 14 de novembro de 2016

Prefeito é denunciado por uso indevido da máquina pública

O prefeito reeleito de São Vicente Férrer está sendo acusado por uso indevido da máquina pública e abuso de poder econômico nas eleições municipais 2016.

A Coligação Juntos Para Mudar São Vicente Férrer (PSDB / PTB / DEM / PV / PROS) ingressou com uma AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) contra o prefeito reeleito do município, Flávio Regis (PSB) e do seu vice Braúlio Guedes (PT), sob alegação do uso indevido da máquina pública e abuso de poder econômico durante a campanha eleitoral deste ano.

As informações apuradas pela equipe do Blog detectaram as motivações da ação que será julgada pela juíza Raquel Evangelista Feitosa da 141ª Zona Eleitoral. A coligação oposicionista apresentou provas contra Flávio e Braúlio, candidatos à reeleição, alegando abuso de poder econômico e de poder político, durante a disputa eleitoral, tendo em foco a utilização indevida de veículos do transporte escolar (micro-ônibus e ônibus), utilizados, suspostamente, para transportar militantes políticos e para participar das carreatas, respectivamente.

Outra alegação foi o grande volume de abastecimento de motos e carros, no posto de combustível parceiro da Prefeitura Municipal. Segundo a acusação logo em seguida ao abastecimento, os veículos ingressaram na carreata promovida pela coligação situacionista nas principais ruas da cidade. Não tivemos acesso aos autos do processo, mas apuramos que há provas em fotos e vídeos das acusações supracitadas.

É importante destacar que no ano passado houve mudanças na legislação eleitoral e caso fique comprovado o grande volume de abastecimento em benefício de eventos políticos, junto a outras despesas corriqueiras de campanha, será difícil, mas não impossível, estabelecer uma defesa coerente justificando os gastos abaixo do limite estabelecido para esta campanha municipal, cujo o teto foi estabelecido em R$ 149.812,59, conforme os valores estabelecidos pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), obedecendo o parágrafo 2º, art. 2º, da Resolução TSE nº 23.459/2015.

Caso o prefeito reeleito seja condenado em 1ª instância, poderá recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). Por sua vez, caso o TRE não julgue o processo até a diplomação e posse, Flávio Regis e Braúlio Guedes serão diplomados e empossados normalmente, aguardando o julgamento no exercício dos cargos por ter alcançado votação acima de 50% dos votos válidos, especificamente 54,80%. Caso o TRE julgue a AIJE procedente e casse o novo mandato dos candidatos reeleitos, mesmo que recorra ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os vencedores majoritários das eleições 2016 deixarão os cargos e o presidente da Câmara Municipal de Vereadores assumirá o comando do município provisoriamente enquanto não houver eleições suplementares para escolha do novo Chefe do Poder Executivo Municipal, conforme estabelecido pela nova legislação eleitoral.
A acusação, através da Ação de Investigação Judicial Eleitoral, está sendo coordenada pela advogada Zíngara de Moura Câmelo Maranhão. A defesa da coligação situacionista está aos cuidados da advogada Vanessa Chaves Saad.

Até o momento nenhuma das duas coligações se manifestaram publicamente. Mas segundo informações de bastidores há uma certa apreensão por parte da situação, formada pela Coligação Frente Popular Vicentina (PSB / PP / PDT / PSD / PT / PMDB) e bastante cautela por parte da oposição, formada pela Coligação Juntos Para Mudar São Vicente Férrer (PSDB / PTB / DEM / PV / PROS), motivada pelas últimas derrotas sofridas em ações judiciais nas eleições de 2012, apesar de entenderem que desta vez há provas robustas e contundentes.

Segundo o site do TRE-PE o processo na 1ª instância já está nas alegações finais. A expectativa é que a sentença seja publicada ainda neste mês de novembro.

Blog do Adilson

Arquivado em: Outras Regiões

Postado por Edmar Lyra às 20:01 pm do dia 14 de novembro de 2016

Trump promete renunciar a salário de US$ 400 mil por ano

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu renunciar ao salário de US$ 400 mil por ano pago ao chefe da Casa Branca.

Com uma fortuna estimada em cerca de US$ 4 bilhões, segundo a revista Forbes, o republicano disse em entrevista ao programa 60 Minutes, da emissora CBS, que receberá apenas US$ 1 por ano.

“Acho que, por lei, tenho que ganhar pelo menos US$ 1 por ano, então pegarei US$ 1 por ano”, afirmou Trump, que alegava nem mesmo saber qual era o salário do presidente dos Estados Unidos. Ao ouvir da jornalista Lesley Stahl que os honorários são de US$ 400 mil anuais, rebateu: “Não receberei”.

O republicano assumirá a Casa Branca no próximo dia 20 de janeiro, após ter derrotado a democrata Hillary Clinton na eleição presidencial de 8 de novembro. Segundo a Agência Ansa, ontem (13), Trump anunciou os primeiros integrantes de sua equipe. Reince Priebus, presidente do Partido Republicano e expoente do establishment que o magnata tanto criticou, será chefe de gabinete.

Já Stephen Bannon, que teve papel de destaque na campanha de Trump, será seu principal estrategista e conselheiro sênior. Ex-diretor do banco Goldman Sachs e presidente do site ultraconservador Breitbart News, Bannon é ligado à ala mais radical do Partido Republicano e já criticou duramente a cúpula da legenda.

Agência Brasil

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Postado por Edmar Lyra às 10:50 am do dia 14 de novembro de 2016

Contra CUT, Temer apela a UGT e Força por reformas

Estadão Conteúdo – O presidente Michel Temer mobiliza a Força e a União Geral dos Trabalhadores (UGT) para tentar rachar o movimento sindical, reduzir a oposição às reformas da Previdência e trabalhista e esvaziar ações contra o governo planejadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior central brasileira e ligada ao PT. Até o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deverá conversar com sindicalistas aliados para barrar eventual impacto negativo das propostas entre os trabalhadores.

O governo espera que as duas centrais, que juntas superam a CUT em número de sindicatos filiados, ajudem ao menos a “embalar” o discurso sobre a necessidade das reformas. Em troca, o Planalto deverá ceder às reivindicações dos aliados e ampliar seus espaços na gestão.

Após ser recebido em audiência privada de 40 minutos com Temer na quarta-feira, 9, o presidente da UGT, Ricardo Patah, saiu do encontro com o compromisso de levar Meirelles a uma plenária na sede da entidade em São Paulo. A exemplo do titular da Fazenda, Patah é filiado ao PSD de Gilberto Kassab, atual ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicações.

“Faremos o encontro daqui a uns dez dias. Será uma reunião grande. O Michel gostou da ideia. Ele quer que o debate com a equipe econômica não se limite ao meio empresarial. A sociedade tem de participar”, afirmou Patah ao Estadão.

“Vou chamar todos os presidentes estaduais para acompanhar a fala do ministro Meirelles. Vamos nesse diálogo superar as dúvidas sobre a retirada de direitos. Nossa relação com o governo é respeitosa. Não vamos ser contra apenas por sermos contra”, disse Patah. A assessoria de Meirelles informou que o encontro com os sindicalistas ainda não foi marcado.

Patah disse também que Temer pretende enviar a reforma da Previdência ao Congresso Nacional no dia 3 de dezembro e a trabalhista no começo do próximo ano.

O primeiro triunfo da estratégia do presidente já foi obtido com o esvaziamento do chamado Dia Nacional de Greve, promovido pela CUT na sexta-feira. A UGT e a Força optaram por não participar. Em vez disso, marcaram uma manifestação para o próximo dia 25. “Nós falamos para a CUT que não iríamos, e a data era dia 25. Até porque a data de hoje (sexta-feira, 11) ia ter ‘fora, Temer’, e isso para a gente é coisa do passado”, afirmou o deputado Paulinho da Força (SD-SP).

A manifestação do dia 25 vai tratar de dois temas que, na avaliação do Planalto, serão definidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF): a terceirização e a prevalência do acordado sobre o legislado em questões trabalhistas. A expectativa da equipe econômica é de que pelo menos metade da reforma trabalhista seja resolvida na Justiça, o que eliminaria dois problemas: livraria o governo Temer do desgaste e esvaziaria a oposição.

“Não há a possibilidade de se fazer greve geral. Iríamos ficar na rua falando de greve geral e o povo trabalhando. Para se fazer greve, você tem de ter motivo. E não temos”, disse Paulinho.

Aliados.

Juntas, a UGT e a Força têm 2.892 entidades, contra 2.319 da CUT, que reúne mais de 30% dos sindicalizados. Incentivadas pelo Planalto, Força e UGT cogitaram até uma fusão há alguns meses, mas a ideia, por enquanto, não avançou.

Segundo um interlocutor do governo no Congresso, a ideia é que as entidades cumpram na gestão Temer o mesmo papel que a CUT exerceu nos governos do PT: críticas pontuais combinadas com o apoio institucional e veto ao “fora, Temer”.

“Estaremos em contato com as centrais sindicais para dirimir quaisquer arestas que tiverem na proposta de reforma trabalhista que o governo pretende encaminhar. E aí estão incluídas todas elas, até mesmo a CUT, se quiser conversar”, disse ao Estadão o ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima.

Pressão.

Enquanto recebe o apoio dessas duas centrais na base, Temer é pressionado a aumentar o espaço na administração federal dos partidos ligados à Força e à UGT.

Líder da Força, Paulinho quer que a Secretaria de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, atrelada à Casa Civil, volte a ter status de ministério. “Houve um compromisso do presidente Michel Temer de transformar em ministério. Ele nos pediu para aguardar um pouco e estamos aguardando que ele nos chame”, disse

Antes mesmo de o governo atender ao pedido de Paulinho e criar secretarias ligadas à Casa Civil para tratar de questões fundiárias, o presidente do Solidariedade já havia indicado ao Planalto os nomes para ocupar diversas posições no governo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Postado por Edmar Lyra às 10:39 am do dia 14 de novembro de 2016

PSB prioriza aliança com Geraldo Alckmin em 2018

Estadão Conteúdo – Apesar do discurso de que a prioridade no momento é ajudar o governo Michel Temer a tirar o País da crise, integrantes da cúpula nacional do PSB trabalham de olho no fortalecimento da legenda e descartam apoiar um nome da atual gestão na disputa à Presidência da República em 2018.

“Temer já disse que não será candidato a presidente e a prioridade do PSB é fortalecer nosso projeto. O partido não tem compromisso eleitoral com Temer, tem compromisso de colaborar com a transição”, disse o secretário-geral da legenda, José Renato Casagrande.

Em relação ao atual governo, restam até mesmo críticas de falta de diálogo nas decisões na área econômica. “O governo Temer dialogou mais com o Congresso do que com os governadores e prefeitos, neste momento inicial, o que é ruim”, disse o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, herdeiro político de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo durante a eleição presidencial de 2014.

Os planos do partido para 2018 giram em torno de uma aliança nacional com o PSDB.

A ideia tem como pano de fundo se mostrar competitivo na próxima eleição presidencial e, dessa forma, ter protagonismo tanto na disputa eleitoral como em um futuro governo federal.

O PSB planeja atrelar o apoio a uma candidatura do PSDB à Presidência à aliança com os tucanos para disputar o governo de São Paulo. O “sonho de consumo” do partido é ter o governador Geraldo Alckmin como puxador de votos para o vice-governador, Márcio França (PSB), que deverá se candidatar ao governo estadual.

“Nosso projeto seguro hoje é, além de reeleger os governadores, ter São Paulo como prioridade”, afirmou o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. “O próprio Márcio é defensor de uma relação nacional com o PSDB”, afirmou Casagrande.

O dirigente ressalta que a posição defendida por França será discutida internamente. “O Márcio tem uma boa relação com o PSDB de São Paulo e projeta nacionalmente essa boa relação. Isso será debatido internamente, primeiramente na Executiva, depois no Diretório Nacional, até chegar ao congresso do partido. Não tem nada de anormal essa posição dele”, disse Casagrande. A avaliação é compartilhada por Câmara. “Primeiro temos de discutir as nossas pautas. E, em havendo confluências de opiniões e de caminhos, é possível discutir com outros partidos”, disse.

Resistência.

O senador Aécio Neves, também candidato virtual do PSDB à Presidência, encontra resistência por parte da cúpula do PSB. As relações ficaram estremecidas durante as eleições municipais. Os socialistas se ressentem de os tucanos terem lançado candidato no Recife, onde o prefeito, Geraldo Júlio (PSB), faz parte do grupo político de Campos.

Outro ponto de atrito foi em Minas, onde o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), foi deixado de lado e rompeu com Aécio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 14 de novembro de 2016

Coluna do blog desta segunda-feira

A ascensão da família Ferreira em Pernambuco

Eleito deputado estadual em 1986 pelo PDC com 20.856 votos, Manoel Ferreira se reelegeu em 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006 sempre com boas votações mas nunca foi considerado uma espécie de cacique político em Pernambuco, tanto que em 2010 na sua última candidatura a cargo eletivo, acabou não se reelegendo com pouco menos de 28 mil votos.

Nas eleições de 2000 André Ferreira tentou sem sucesso um mandato de vereador do Recife, ficando na primeira suplência do PPB com 4.571 votos. Quatro anos depois André seria novamente candidato mas desta vez obteria êxito com 7.232 votos e a partir daquela eleição se iniciaria um processo de fortalecimento da família Ferreira, pois em 2008 já com o famoso jingle do 15615, André seria o vereador mais votado do Recife, fato que veio a se repetir em 2012.

Nas eleições de 2010 mesmo com a derrota de Manoel Ferreira para um mandato de deputado estadual, os Ferreira não ficaram prejudicados porque conseguiram eleger Anderson Ferreira deputado federal pelo PR e a força da família só faria crescer a partir de então. Nas eleições de 2014 Anderson mais do que triplicou sua votação para deputado federal sendo o quinto mais votado de Pernambuco e André chegou à Alepe na cadeira do pai perdida em 2010 com mais de 74 mil votos, sendo o quarto mais votado do pleito.

Após atingir grande votação, Anderson se credenciou para substituir Inocêncio Oliveira na presidência estadual do PR e passou a se dedicar a construção do partido em Pernambuco e mais precisamente em Jaboatão dos Guararapes, onde atingiu excelente votação, o que possibilitou a ideia de se candidatar a prefeito da cidade em 2016.

Vieram as eleições municipais deste ano e com ela a consolidação definitiva da família Ferreira na política pernambucana. No Recife, André Ferreira já comandando o PSC lançou o cunhado Fred Ferreira para vereador, e ele obteve 14.277 votos, sendo o terceiro mais votado para a Casa José Mariano. Em Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira foi o mais votado do primeiro turno com 99.670 votos, e se elegeu no segundo turno com 171.057 votos, dando aos Ferreira a primeira oportunidade da família no executivo.

Com o capital político de um vereador do Recife, um deputado estadual e o prefeito da segunda cidade mais importante de Pernambuco, os Ferreira definitivamente entraram para o rol das famílias mais importantes da política pernambucana e sem sombra de dúvidas serão bastante requisitados pelos postulantes ao governo de Pernambuco porque eles poderão ser o fiel da balança na disputa de 2018.

Família – No estado de Pernambuco mais poderosa que a família Ferreira a partir de janeiro do ano que vem só os Coelho que terão o prefeito de Petrolina, o ministro de Minas e Energia, um senador e um deputado federal com a ida de Guilherme Coelho para a Câmara dos Deputados após a vitória de Anderson Ferreira em Jaboatão.

Federal – Mesmo após perder a prefeitura de Caruaru no dia 30 de outubro para Raquel Lyra, Tony Gel obteve expressiva votação na cidade, com mais de 80 mil votos, o que pode garantir um recall significativo para as eleições de 2018. Na capital do forró há quem considere que em vez de tentar a reeleição para Alepe, Tony Gel poderá tentar o quarto mandato de deputado federal em 2018.

Sinal – Em entrevista divulgada no final de semana o prefeito de Jaboatão dos Guararapes Elias Gomes sinalizou que o rompimento do PSDB, partido que presidirá em 2017, com o PSB do governador Paulo Câmara é irreversível e que o grande líder dos tucanos em Pernambuco é o ministro das Cidades Bruno Araújo, em mais uma evidência clara que o ministro será candidato a governador nas próximas eleiçōes.

Violência – Impressiona como o estado de Pernambuco conseguiu perder as rédeas do Pacto Pela Vida, um programa exitoso do governo Eduardo Campos que começou a degringolar ainda em 2014 durante o governo João Lyra Neto. As taxas de homicídios e assaltos estão aumentando assustadoramente e os pernambucanos estão com medo de sair de casa.

RÁPIDAS

Entrevista – O presidente Michel Temer concede uma entrevista especial ao Roda Viva direto do Palácio do Planalto. O programa vai ao ar hoje a noite a partir das 21:30 na TV Cultura e terá como dois dos entrevistadores Eliane Cantanhêde do Estado de S. Paulo e o pernambucano Ricardo Noblat do Blog do Noblat.

Priscila Krause – Caso o ministro Mendonça Filho seja candidato a senador em 2018 a deputada estadual e candidata derrotada pela prefeitura do Recife Priscila Krause poderá ser candidata a deputada federal. O Democratas quer ampliar sua bancada na Câmara Federal atualmente composta por menos de trinta deputados para cinquenta em 2018.

Inocente quer saber – O governo de Pernambuco conseguirá os recursos para pagar o 13º salário em dezembro?

Arquivado em: Coluna diária, destaque, Jaboatão, Pernambuco, Política

Postado por Edmar Lyra às 15:46 pm do dia 13 de novembro de 2016

Planalto divulga vídeo sobre seis meses do governo Temer

O presidente Michel Temer completou no sábado (12) seis meses de Governo. Para marcar a data, foi feito um vídeo em que são destacadas as conquistas da gestão. A avaliação do Planalto é que os seis meses foram marcados “pelo diálogo com o Congresso Nacional, pelo controle das contas públicas e da inflação e o reforço a programas sociais com foco na redução da desigualdade e na geração de emprego”.

A economia foi um dos pontos destacados. O governo afirma que, nesse período, a equipe econômica do governo adotou diversas medidas para recuperar a capacidade do País em atrair investimentos e voltar a crescer. Os resultados apresentados desde então sugerem uma nação em acelerado processo de retomada do otimismo e da capacidade produtiva.

Também lembra que o Risco Brasil caiu, os índices de confiança do setor privado aumentaram e as projeções do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2017 passaram de 0,50% – quando o novo governo começou – para os atuais 1,2%, segundo a expectativa dos agentes econômicos privados.

 

Arquivado em: Brasil, destaque

Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 12 de novembro de 2016

Coluna do blog deste sábado

Uma confusão prevista em Caruaru 

Nem bem Raquel Lyra foi eleita prefeita de Caruaru com o apoio de José Queiroz que o ex-governador João Lyra Neto já é visto como pré-candidato a deputado federal pelo PSDB. A postulação seria natural se Wolney Queiroz, filho do atual prefeito, não fosse deputado federal nem candidato à reeleição em 2018. Apesar de José Queiroz e João Lyra Neto negarem que a aliança do segundo turno passou por 2018, é impensável que nas coxias essa hipótese não foi ventilada, e parecia ser natural que Raquel na condição de prefeita fechasse apoio a Wolney.

Quando a postulação do ex-governador é colocada ainda que extraoficialmente já dá pra imaginar o tamanho da confusão que está prestes a ser deflagrada entre os Queiroz e os Lyra de Caruaru, mais uma, diga-se de passagem. Já que ninguém entendeu muito bem a troca de farpas entre João e Zé, e depois aparecerem juntos, fica evidente que a relação que nunca foi um mar de rosas tende a piorar.

Muitos alegam que Queiroz terá um espaço reservado na futura gestão de Raquel, mas aparentemente isso é pouco. Os Queiroz querem muito mais do que isso, sem sombra de dúvidas querem a retribuição do gesto na figura da reeleição de Wolney, que já demonstrou ser ruim de urna quando o pai não está sentado na cadeira de prefeito de Caruaru.

A novela da briga de José Queiroz e João Lyra Neto não está nem um pouco perto de ter um final, tende a se arrastar por 2017 e chegar em 2018 entre tapas e beijos, mas que o desfecho pode ser de mais tapa do que beijo caso se confirme a candidatura do ex-governador João Lyra Neto a deputado federal em 2018.

Destino – De retirante da seca, Lula chegou ao cargo de presidente da República. Colecionou prestigio e saiu com grande aprovação, mas o mesmo destino que o fez chegar ao Palácio do Planalto caminha a passos largos para que ele termine como presidiário. A cada dia que passa a sua prisão deixa de ser uma hipótese para se tornar cada vez mais realidade.

Secretariado – O prefeito eleito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira (PR) anunciará no dia 22 de dezembro o seu secretariado. A expectativa é que o futuro prefeito monte uma equipe tecnicamente tão boa quanto a que o atual prefeito Elias Gomes montou, pois foi graças a Elias que Jaboatão dos Guararapes saiu das páginas policiais e passou a ter uma gestão de verdade.

Enfraquecido – O deputado federal Daniel Coelho obteve um resultado muito aquém do esperado na disputa pela prefeitura do Recife. Tem gente que aposta que em 2018 ele poderá se reeleger mas dificilmente ficará entre os dez mais votados de Pernambuco como em 2014 quando foi o sexto mais votado do estado.

Ajuda – O presidente Michel Temer espera que com os recursos oriundos da Lei de Repatriação sirvam para que os estados e municípios consigam quitar o décimo terceiro salário no final do ano. Estados como o Rio de Janeiro estão completamente quebrados, já Pernambuco apesar de não ter chegado a tal ponto, vem sentindo sérias dificuldades de caixa.

RÁPIDAS

Encontrado – Após quase 24 horas de angústia, o jovem Alexandre Arraes Filho de 22 anos, filho da deputada estadual Roberta Arraes e do prefeito de Araripina Alexandre Arraes foi encontrado no distrito de Lagoa do Barro sem qualquer agressão física após o sequestro.

Desocupados – Um grupo de desocupados está atrapalhando o direito de ir e vir de estudantes. Já não bastou terem atrapalhado a aplicação de provas do ENEM para uma parcela dos estudantes por ocuparem escolas, agora estão decididos a ocupar universidades com práticas politiqueiras que em nada ajudam o bom debate.

Inocente quer saber – Qual é o Donald Trump verdadeiro, o da eleição ou o depois de eleito?

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Postado por Edmar Lyra às 21:21 pm do dia 11 de novembro de 2016

Armando faz visita de cortesia ao presidente da OAB-PE

O senador Armando Monteiro (PTB) fez uma visita de cortesia ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Pernambuco (OAB-PE), Ronnie Preuss Duarte, nesta sexta-feira (11). O encontro ocorreu na sede da entidade, no bairro de Santo Antônio, no Recife. Entre os temas em pauta, Armando e Ronnie discutiram contribuições para a reforma previdenciária, a segurança pública no Estado e o projeto do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que visa modificar as custas e taxas judiciais.

No encontro, o presidente da Comissão de Direito da Seguridade Social da OAB-PE, Alexandre Augusto Santos Vasconcelos, apresentou um estudo sobre o impacto nas contas públicas da Previdência Social e Seguridade no País. Com a expectativa de o Congresso Nacional discutir a Reforma da Previdência nos próximos meses, o jurista apresentou a Armando Monteiro algumas contribuições para a proposta, que ainda será apresentada pelo Governo Federal.

“Essa visita me dá muita satisfação, primeiro pelo respeito que tem a instituição, o papel que ela cumpre na vida de Pernambuco e na sociedade. E também o testemunho do apreço que tenho do presidente da OAB, que é um jovem competente e líder, que vem imprimindo à entidade uma condução muito equilibrada e fazendo com que a entidade se sintonize com as demandas da sociedade”, afirmou o senador Armando Monteiro.

Para o presidente da OAB-PE, a visita do senador Armando Monteiro foi importante para a entidade. “Hoje é um dia histórico para a OAB de Pernambuco, que recebeu a visita de uma das maiores lideranças políticas de Pernambuco e do País, que é o senador Armando Monteiro, a quem agradeço pela oportunidade”, disse Ronnie Preuss Duarte.

Arquivado em: destaque, Pernambuco, Política

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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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