Integrante de uma das mais tradicionais famílias da política na Mata Norte, a ex-deputada estadual Carla Lapa escolheu o PSC para buscar o seu retorno à Assembleia Legislativa nas eleições de outubro próximo. A sua filiação foi recebida pelo presidente estadual da sigla, o deputado estadual e pré-candidato ao Senado André Ferreira.
Com base em Carpina, município do qual já foi vice-prefeita, Carla já ocupou uma cadeira na Casa Joaquim Nabuco por dois mandatos (2003-2010) e optou pelo PSC pelo potencial do partido. Capitaneada pelo também ex-deputado Manoel Ferreira, a chapa tem sido estruturada de forma a eleger entre seis e sete deputados.
Herdeira política do também ex-deputado estadual Carlos Lapa, ela afirma que está estimulada a voltar à Alepe para poder trabalhar pela sua região.
“Com a experiência de quem já teve dois mandatos na Assembleia, Carla Lapa chega para reforçar o nosso partido nessa chapa que estamos montando para a Assembleia. Além disso, fortalece a nossa legenda na Mata Norte, região importante do nosso Estado”, avaliou André Ferreira ao receber a ficha de filiação de Carla Lapa.


Os movimentos da política pernambucana seguem intensos, com especulações de todo tipo, mas uma delas vem ganhando contornos por conta da viabilidade, pois envolveria nomes que não estariam sendo lembrados para o jogo. O senador Fernando Bezerra Coelho sendo candidato pelo MDB poderia fechar uma chapa que juntasse agreste, sertão e região metropolitana. Mas antes de citar o primeiro nome, é importante frisar que ele possui fidelidade canina ao Palácio, mas ultimamente estaria incomodado com o espaço que foi ofertado a José Queiroz pelo governador Paulo Câmara.
Um deputado disse que é ridícula a hipótese de por conta de João Campos ou Felipe Carreras retirarem as candidaturas a chapinha ser desmontada. Ela é prego batido e ponta virada. Outro parlamentar fez a seguinte observação fazendo uma paródia: “Ô mainha, só vou com Paulo se tiver minha chapinha…” deixando em aberto a possibilidade de apoiar outro candidato se o governo impuser a formação do chapão.
Um deputado federal que está sonhando em se reeleger fez uma conta muito simples para resolver a situação da chapinha, se o governador tirar João Campos ou Felipe Carreras e distribuir os votos com os deputados da chapinha, não tem motivos para mantê-la existindo. Resta saber se o governo tirará João Campos, o herdeiro de Eduardo, ou tirará Felipe Carreras, que tem estrutura para ser secretário sem precisar do mandato.
Até agora ninguém entendeu como Wolney Queiroz pensou em formar chapinha para federal depois de ganhar a secretaria de Agricultura e ainda deixar alinhada a presença de José Queiroz na chapa majoritária. Um deputado afirmou que Wolney está com a boca muito aberta, querendo comer tudo que vê pela frente, pois como se não bastasse vetou Júnior Uchôa por medo de ter menos votos que ele e ver arriscado o comando estadual do PDT arrumando uma confusão do tamanho de um trem para o governador Paulo Câmara. “Quem tem um aliado desse não precisa de inimigo”, disse o parlamentar em reserva.

A cidade do Recife registrou, de agosto de 2015 a janeiro deste ano, 419 notificações de crianças que podem ser portadoras da Síndrome Congênita do Zika, conhecida como Microcefalia – 71 desses casos, inclusive, já foram confirmados. A incidência da enfermidade na capital pernambucana, transmitida pelo Aedes Aegypti, mosquito que também é o vetor da Dengue e Chikungunya, preocupa autoridades e, sobretudo, os recifenses que planejam filhos. O vereador Alcides Teixeira Neto se incorporou à luta para diminuir os casos no município e propôs um Projeto de Lei na Câmara que institui março como o mês de prevenção e conscientização acerca da Microcefalia.
A confusão não parece ter fim, deputados do PSB e partidos ligados decidiram pressionar o governador para que ele imploda a chapinha montada ontem, pois chegaram à conclusão que o maior prejudicado é o governo com o risco de eleger somente dez deputados federais. Caberá ao governador Paulo Câmara muita habilidade neste caso, pois qualquer que seja o resultado não tem a menor hipótese de todo mundo ficar satisfeito.
A saída de Guilherme Uchôa do PDT e possivelmente da base de Paulo Câmara já tem um impacto direto no partido, pois os quatro deputados da sigla sairão da legenda para trilhar um novo caminho. Mas não é só isso, pelo menos quatro deputados que compõem a base do governador já decidiram que seguirão o caminho de Guilherme pra onde ele for. Portanto oito deputados já podem figurar a bancada de oposição em março devido a decisão do PDT de negar legenda a Júnior Uchôa para deputado federal.
O fato político que pode impactar na eleição