Blog Edmar Lyra

O blog da política de Pernambuco

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 23 de março de 2026

Coluna desta segunda-feira

Foto: Divulgação

João Campos aposta em chapa ideológica para a disputa 

O prefeito do Recife, João Campos, pré-candidato a governador pela Frente Popular, inicia sua campanha com uma estratégia ousada: formar uma chapa totalmente alinhada à esquerda. Humberto Costa e Marília Arraes disputam o Senado e Carlos Costa será o vice. A mensagem é clara: João quer nacionalizar o debate estadual e vincular sua trajetória política à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Diferente da tradição pragmática de sua família, ele aposta na coerência ideológica como motor de sua campanha.

Miguel Arraes e Eduardo Campos sempre construíram vitórias com base na amplitude política. Arraes, em 1986, montou uma chapa com o usineiro Antônio Farias e o ex-padre Mansueto de Lavor; em 1994, incluiu Armando Monteiro e Roberto Freire, unindo moderados, empresários e progressistas. Eduardo Campos repetiu a estratégia, equilibrando aliados de diferentes espectros e garantindo vitórias expressivas. Essa capacidade de dialogar com diversos setores foi a marca registrada da família. João, ao apostar em uma chapa ideologicamente homogênea, rompe com esse legado e redefine as regras do jogo.

A escolha de João concentra esforços no eleitorado de esquerda e no apoio ao projeto nacional do PT. É uma jogada de alto risco: fortalece sua imagem de coerência política, mas exige habilidade para manter a competitividade sem a amplitude histórica da família. Diferentemente de seus antecessores, ele prioriza clareza ideológica em vez de tentar conquistar diferentes setores do eleitorado. O desafio é grande, mas se tiver sucesso, poderá consolidar sua liderança estadual e fortalecer o palanque lulista em Pernambuco.

Em 2026, o eleitor pernambucano será o árbitro dessa nova estratégia. João Campos aposta que a coerência ideológica pode substituir a amplitude política como instrumento de vitória. A política local sempre exigiu equilíbrio e diálogo com múltiplos interesses; agora, a aposta é na fidelidade a uma visão de esquerda consolidada. Se confirmada nas urnas, essa estratégia poderá abrir um novo capítulo na história da família Campos-Arraes, provando que coerência e competitividade eleitoral podem caminhar juntas. Pernambuco entra em um território desconhecido, onde a política se redefine a cada movimento estratégico.

Continua no páreo – Após a Frente Popular anunciar a sua chapa majoritária com João Campos disputando o governo, Carlos Costa vice, Humberto Costa e Marília Arraes no Senado, o deputado federal Eduardo da Fonte declarou que permanece com sua pré-candidatura ao Senado. Aliado da governadora Raquel Lyra, ele aparecia como o primeiro nome da lista para ocupar a vaga.

Fortalecido – Por falar em Eduardo da Fonte, ele conquistou dois importantes nomes do PSB para o PP: Gleide Ângelo e Dannilo Godoy. Ele ainda espera a chegada de France Hacker. Caso se concretize, o PP ficará com a maior bancada da Alepe com dez deputados estaduais.

Aproximando – O deputado federal Mendonça Filho fez questão de ir a João Pessoa para a filiação e anúncio da pré-candidatura de Efraim Filho ao governo da Paraíba pelo PL. Ele esteve com o pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro. Mendonça trabalha com a hipótese de disputar o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra e capitalizar o voto bolsonarista em Pernambuco.

Aceno – A governadora Raquel Lyra não desistiu de ter o MDB na sua coligação. Como a Frente Popular fechou sua chapa com PSB, PDT, PT e Republicanos, Raquel aposta em garantir o Senado ao MDB na figura de Fernando Dueire para conquistar o precioso tempo de televisão da legenda.

Inocente quer saber – A decisão de João Campos em esquerdizar sua chapa foi a melhor a ser tomada?

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Postado por Edmar Lyra às 9:52 am do dia 21 de março de 2026

O diferencial de João Campos a Arraes e Eduardo

Foto: Léo Caldas

Pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos fez um movimento diferente do seu bisavô e do seu pai nas tentativas ao governo de Pernambuco. Em 1986, Arraes colocou Antonio Farias e Mansueto de Lavor para o Senado, colocando um nome de centro-direita do setor produtivo e um de esquerda, que foi Mansueto de Lavor, deputado federal do MDB.

Em 1994, ao tentar voltar ao Palácio do Campo das Princesas, Arraes escolheu em sua chapa Roberto Freire, quadro de esquerda, e Armando Monteiro Filho, que era do setor produtivo. Em 2010, Eduardo Campos colocou Humberto Costa pela esquerda e Armando Monteiro Neto pelo setor produtivo.

João Campos, ao oficializar sua chapa com Marília Arraes e Humberto Costa fez um movimento distinto na construção do seu projeto estadual, uma vez que a chapa é totalmente de esquerda.

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 21 de março de 2026

Coluna deste sábado

Foto: Divulgação

O papel do PL na disputa entre Raquel Lyra e João Campos

O desenho da eleição de 2026 em Pernambuco pode ser lido a partir de um critério objetivo: o peso das coligações projetadas com base nas bancadas da Câmara dos Deputados eleitas em 2022. Nesse recorte, a aliança associada a João Campos reúne cerca de 37,8% da Câmara (194 de 513 deputados), enquanto o campo político de Raquel Lyra soma aproximadamente 33,7% (173 deputados). Esses percentuais funcionam como indicador direto de tempo de televisão, fundo eleitoral e capilaridade partidária. Na largada, portanto, o prefeito do Recife aparece com uma vantagem estrutural, ainda que não decisiva.

É nesse contexto que o PL assume papel central. Com 99 deputados federais (19,3%), a legenda tem densidade suficiente para alterar o equilíbrio da disputa. Caso opte por candidatura própria ao governo, o partido se consolida como um terceiro polo relevante, com tempo de televisão expressivo e capacidade de dialogar com um eleitorado que não se identifica com uma eventual chapa integralmente alinhada ao lulismo. A depender da competitividade do nome escolhido, o PL pode cumprir um papel estratégico: fazer contraponto ao palanque da Frente Popular e contribuir para empurrar a eleição ao segundo turno entre João Campos e Raquel Lyra, ao fragmentar o campo adversário.

Por outro lado, se o PL decidir integrar a coligação da governadora, o impacto é imediato, mas de natureza distinta. Considerando a regra dos cinco maiores partidos da aliança, a entrada da legenda elevaria o bloco de Raquel Lyra para cerca de 50,5% da Câmara (259 deputados), contra os 37,8% de João Campos. Isso não a transforma automaticamente em favorita, mas cria condições objetivas de maior competitividade, sobretudo pelo ganho de tempo de televisão e estrutura política. Há, contudo, um efeito colateral inevitável: a narrativa adversária tende a explorar a associação entre a governadora e o bolsonarismo, utilizando a presença do PL como elemento de desgaste junto a setores do eleitorado mais alinhados à esquerda.

Nesse cenário, a decisão recai sobre Anderson Ferreira, presidente estadual do PL e pré-candidato ao Senado. As possibilidades são variadas: lançar candidatura própria ao governo, disputar o Senado de forma avulsa, compor a chapa de Raquel Lyra ou apoiá-la sem integrar a majoritária. Cada movimento reposiciona o partido e altera o rumo da eleição. Se optar por protagonismo, o PL pode influenciar decisivamente o primeiro turno e o desenho da segunda etapa; se escolher a aliança, passa a ser peça-chave na construção de uma candidatura mais competitiva da governadora, ainda que sob o custo de um embate narrativo mais intenso. Em qualquer hipótese, os números deixam claro que o partido será determinante no processo eleitoral pernambucano.

Nova conversa – A governadora Raquel Lyra e o deputado federal Eduardo da Fonte terão nova conversa. Com o desfecho da chapa da Frente Popular, Raquel e Eduardo estão fadados ao entendimento. A conversa tende a ser decisiva e poderá sacramentar a União Progressista no palanque de reeleição da governadora.

Juntos – O presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, participou do primeiro evento ao lado da governadora Raquel Lyra após o anúncio de apoio. Ele esteve no ato de filiação do pré-candidato a deputado estadual Anderson Luiz ao PSD em Caruaru.

Curinga – O senador Fernando Dueire além de parceiro da governadora Raquel Lyra, tornou-se uma espécie de Curinga. Seu mandato em Brasília tem contribuído de forma significativa com os municípios pernambucanos, criando uma interlocução forte com os prefeitos. Sem desgaste, Dueire pode compor a majoritária como vice ou senador, e não trará nenhum prejuízo ideológico à governadora.

Narrativas – O anúncio da pré-candidatura de João Campos ao governo de Pernambuco teve um forte resgate da imagem de Eduardo Campos. João tentará relembrar a boa memória que o eleitor pernambucano tem do seu pai. Os adversários dele já foram às redes sociais para tentar vincular sua imagem a de Geraldo Júlio e Paulo Câmara. Claramente teremos uma guerra de narrativas em Pernambuco.

Creches – O discurso da pré-candidata ao Senado, Marília Arraes, foi diretamente nas creches. Uma das vitrines da campanha e da gestão da governadora, a quantidade de creches entregues será motivo de cabo de guerra entre ela e seus adversários durante a eleição.

Inocente quer saber – Qual será o destino do PL em Pernambuco?

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Postado por Edmar Lyra às 21:06 pm do dia 20 de março de 2026

Em visita a cidades da Mata Norte, Antônio Moraes dispara contra oposição e defende Raquel Lyra

Foto: Divulgação

O deputado Antônio Moraes (PSD) acompanhou, nesta sexta-feira (20), a agenda de visitas da governadora Raquel Lyra a três municípios do litoral e Mata Norte do Estado, onde o parlamentar tem sua principal base política, e fez várias defesas duras da gestora contra as críticas e ataques da oposição na Assembleia Legislativa, que tem tentado dificultar a aprovação dos projetos do governo enviados à Casa, por conta apenas de questões político-eleitorais.

“Eles não aceitam ter uma mulher como governadora de Pernambuco. O que Raquel tem sofrido pela condição de ser mulher é uma coisa vergonhosa. As mulheres que estão aqui presentes têm que dar as mãos a ela e dizer que não aceitam esse tipo de preconceito. Não é fácil ser a primeira mulher a governar Pernambuco. Algumas pessoas não aceitam, mas deveriam entender que Pernambuco nunca viveu um momento tão importante como o que vive agora. Nunca cresceu tanto como nos últimos anos. Ela tem investido em todas as áreas do estado e conversa com todo mundo. Agora, não vai ser na imposição, jamais, e sim no diálogo”, advertiu.

Logo cedo, os dois estiveram na Ilha de Itamaracá para entregar a primeira creche do município, com capacidade para atender 330 crianças nas idades entre quatro meses a cinco anos e onze meses, em regime de tempo integral e meio período, além da restauração da rodovia PE-001. Os pleitos foram levados à governadora por Moraes.

O parlamentar fez questão de ressaltar diversas outras ações que o Governo de Pernambuco vem trazendo para a Ilha e para os demais municípios da Mata Norte. “Há muitos anos, Itamaracá estava abandonada. Vemos, na atual gestão estadual, diversas entregas para o município, como a demolição do presídio Barreto Campelo e, hoje, a entrega da nova creche e a requalificação da PE-001. São promessas que a governadora assumiu e cumpriu, assim como diversas outras que ela vem cumprindo”, pontuou Moraes.

Em seu discurso, o parlamentar também se comprometeu a continuar na luta ao lado da governadora por melhorias para todo o Estado, e voltou a alfinetar a oposição a Raquel Lyra na Assembleia Legislativa, que tem tentado dificultar a aprovação dos projetos do governo enviados à Casa, movida por questões político-eleitorais. “Eles não aceitam ter uma mulher como governadora de Pernambuco. O que Raquel tem sofrido pela condição de ser mulher é uma coisa vergonhosa. As mulheres que estão aqui presentes têm que dar as mãos a ela e dizer que não aceitam esse tipo de preconceito contra a primeira governadora do nosso Estado, que tem feito história em Pernambuco”, disparou o parlamentar.

Moraes seguiu com as críticas aos opositores do governo: “Não é fácil ser a primeira mulher a governar Pernambuco. Algumas pessoas não aceitam, mas deveriam entender que Pernambuco nunca viveu um momento tão importante como o que vive agora. Nunca cresceu tanto como nos últimos anos. Ela tem investido em todas as áreas do estado e conversa com todo mundo. Agora, não vai ser na imposição, jamais, e sim no diálogo”, advertiu.
Em Itamaracá, Raquel Lyra ainda entregou quatro novos ônibus escolares ao município, totalizando nove entregas para a cidade desde 2023. Ela e a vice-governadora Priscila Krause também receberam os títulos de cidadãs de Itamaracá. Moraes também aproveitou para anunciar que já tiveram início as obras para requalificação da Estrada do Sossego, uma das principais vias de acesso aos bairros do Sossego e do Pontal da Ilha, fruto de uma parceria com o Governo de Pernambuco.

Em seguida, no município de Goiana, a governadora e o deputado – atual vice-líder do governo na Assembleia Legislativa – fizeram entregas de novas obras e anúncios de outras ações, além de vistoriarem obras já em andamento na cidade. Foi inaugurada a nova sede da XII Gerência Regional de Saúde (Geres) e Raquel Lyra assinou a autorização para licitação que vai dar início à implantação da PE-044, além da ordem de serviço para as obras de uma nova Escola Técnica Estadual (ETE) na cidade. Ela ainda entregou quatro novos ônibus escolares para o município.

Durante a agenda em Goiana, a governadora vistoriou ainda as obras do novo batalhão da Polícia Militar na cidade, com um investimento de R$ 10,3 milhões. Goiana também vai receber uma nova seção do Corpo de Bombeiros Militar. Da mesma forma como fez em Itamaracá, Antônio Moraes ressaltou os avanços conquistados pelo Estado na Mata Norte. “O batalhão era uma cobrança antiga do povo, e essa Geres é importantíssima para o controle do SUS aqui na Mata Norte. O Governo de Pernambuco tem um olhar muito cuidadoso para a nossa região”, disse o parlamentar, que tem na Mata Norte sua principal base política, com o apoio de oito prefeitos.

O último compromisso da governadora, ao lado de Antônio Moraes, foi no município de Vicência. No Povoado Chã dos Mandados foi inaugurado um conjunto residencial com 12 casas para a população carente, e no distrito de Angélica, mais uma cozinha comunitária – ampliando a política de segurança alimentar para pessoas em condições de vulnerabilidade– além da pavimentação de ruas na comunidade e uma vistoria às obras da creche que vai atender as famílias locais.

Fotos: Leôncio Francisco/Divulgação

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 20 de março de 2026

Coluna desta sexta-feira

Foto: Divulgação

João Campos oficializa pré-candidatura ao governo 

Herdeiro político do ex-governador Eduardo Campos, João Campos construiu sua trajetória com método e estratégia. Iniciou na vida pública como chefe de gabinete do então governador Paulo Câmara, onde acumulou experiência administrativa e visão de gestão. Quatro anos depois, deu um salto eleitoral expressivo ao conquistar um mandato de deputado federal com votação histórica, tornando-se o mais votado já registrado em Pernambuco. Desde cedo, demonstrou capacidade de articulação política e habilidade em dialogar com diferentes setores, atributos que o colocaram rapidamente no centro das decisões do seu grupo político.

Em 2020, enfrentou uma das disputas mais acirradas da política recifense contra sua prima Marília Arraes. A vitória, construída voto a voto, marcou o início de sua gestão à frente da Prefeitura do Recife. Ao assumir em 2021, teve como principal desafio a condução da cidade em meio à pandemia, exigindo equilíbrio entre responsabilidade sanitária e retomada econômica. Aos poucos, conseguiu imprimir um ritmo próprio de governo, com entregas concretas e presença constante nos bairros, fortalecendo sua imagem como gestor próximo da população.

A consagração desse trabalho veio em 2024, quando João Campos foi reeleito com impressionantes 78% dos votos válidos, tornando-se o prefeito mais votado da história do Recife. O resultado não apenas consolidou sua liderança local, mas também ampliou seu capital político em todo o estado. A partir daí, iniciou de forma mais clara a construção de um projeto maior: disputar o governo de Pernambuco em 2026, com o objetivo de resgatar e atualizar o legado político de seu pai, que transformou a dinâmica política estadual.

Agora, ao oficializar sua pré-candidatura ao governo, João Campos apresenta uma chapa robusta, ao lado de Humberto Costa e Marília Arraes para o Senado e Carlos Costa como vice. Trata-se de uma composição alinhada ao campo lulista, que buscará vincular o voto presidencial ao projeto da Frente Popular. O desafio, no entanto, é significativo: enfrentará uma governadora bem-avaliada e estruturada para a reeleição. Ainda assim, a analogia com 2006 é inevitável. Assim como Eduardo Campos, que superou adversidades e reescreveu a história política de Pernambuco, João demonstra coragem, altivez e espírito público para protagonizar mais um capítulo decisivo na política estadual.

Liberdade total – A vice-governadora Priscila Krause e o senador Fernando Dueire deixaram a governadora Raquel Lyra livre para decidir o que for melhor para a sua reeleição. Aliados dela, Priscila e Dueire não serão obstáculo para a conquista de novos apoios e partidos na construção da chapa majoritária.

Voto metropolitano – A governadora Raquel Lyra e o prefeito João Campos deverão protagonizar um quadro bastante atípico. A região metropolitana compreende 43% do eleitorado de Pernambuco. João Campos é bem-avaliado junto a esse eleitor, mas fez uma chapa de esquerda, que não dialoga tão bem com parte significativa deste eleitorado. Raquel, por sua vez, não lidera as pesquisas por causa da metropolitana, mas poderá formar uma chapa de centro-direita que é mais palatável a esse tipo de eleitor.

Dilema eleitoral – A grande dúvida será o que prevalecerá. A percepção do eleitor metropolitano mais alinhado às pautas da direita representadas pelo palanque de Raquel Lyra ou a aprovação de João Campos que terá uma chapa 100% lulista em seu palanque. O comportamento deste eleitor poderá ser determinante no desfecho da disputa de outubro.

Inocente quer saber – Caso confirme Miguel Coelho na chapa majoritária, quem será o segundo senador de Raquel Lyra?

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Postado por Edmar Lyra às 5:17 am do dia 19 de março de 2026

A opção de Raquel Lyra para o Senado

Foto: Divulgação

Em meio às articulações para a montagem da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra, que ontem oficializou a entrada de Miguel Coelho em seu palanque, cresce a possibilidade de Raquel inovar e trazer um nome para a sua chapa que teria efeito devastador. O nome seria o do vereador do Recife, Eduardo Moura, pré-candidato a deputado federal pelo Novo.

Raquel fecharia a conta com Miguel Coelho e Eduardo Moura e ficaria para definir a vice, mantendo Priscila Krause ou colocando Fernando Dueire. Em tempo, Eduardo Moura vem performando bem para o governo nas pesquisas, e numa eleição de Senado, tem tudo para ser competitivo.

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 19 de março de 2026

Coluna desta quinta-feira

Foto: Divulgação

Marília Arraes foi a grande vitoriosa do desfecho da Frente Popular 

A pré-campanha ao Senado em Pernambuco ganhou contornos de definição com o desfecho que consolida Marília Arraes como protagonista absoluta do processo. Líder isolada em todos os levantamentos, com o dobro das intenções de voto em relação ao segundo colocado, ela transformou uma vantagem numérica em capital político real. Mas havia um obstáculo claro: no sistema político brasileiro, especialmente em disputas majoritárias, não basta liderar pesquisas — é preciso estar inserida em uma chapa competitiva, com estrutura, tempo de televisão e alianças sólidas. Marília entendeu isso desde o início e atuou com precisão.

Mesmo enfrentando resistências dentro do PT local, ela manteve sua pré-candidatura de pé e não aceitou o papel de coadjuvante. Inicialmente cotada como uma possibilidade na chapa de João Campos, viu seu espaço ameaçado diante da hipótese de composição com outros nomes. Foi nesse momento que demonstrou habilidade estratégica ao abrir diálogo com Raquel Lyra, movimento que alterou completamente o tabuleiro político. A sinalização de que poderia migrar para outro campo obrigou João Campos a reavaliar riscos e custos, trazendo Marília de volta ao centro da articulação.

O desfecho anunciado consolida essa virada. Marília Arraes será candidata ao Senado na chapa encabeçada por João Campos, ao lado de Humberto Costa, com Carlos Costa na vice. Trata-se de uma composição robusta, que unifica forças relevantes e garante densidade eleitoral. Para João, o arranjo assegura um palanque alinhado ao lulismo em Pernambuco, elemento crucial na disputa estadual. A decisão também evita fissuras internas e fortalece a Frente Popular como bloco competitivo.

Ainda assim, é inegável que a maior vencedora desse processo foi Marília Arraes. Sua condução firme, combinada com capacidade de pressão e leitura de cenário, a colocou na posição que buscava desde o início. Agora, dentro de uma chapa estruturada, ela deixa de ser apenas líder em pesquisas para se tornar uma candidata com reais condições de vitória. Caso confirme esse desempenho nas urnas, Marília não apenas conquistará seu primeiro mandato majoritário, como também se projetará como uma das principais vozes do campo progressista no Senado, ampliando sua relevância no cenário nacional.

Federal novamente – O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, tentará o terceiro mandato na Câmara dos Deputados, adiando novamente um projeto majoritário. O ministro se soma a nomes como Fernando Filho, Gilson Machado, Mendonça Filho e Bruno Araújo, que passaram pelo ministério mas não conseguiram viabilizar um projeto majoritário exitoso.

As opções de Raquel – A governadora Raquel Lyra terá novamente que considerar os prós e contras depois de Silvio Costa Filho e Marília Arraes permanecerem na Frente Popular. Raquel poderá recompor com a federação União Progressista dando as duas vagas do Senado. Os nomes poderiam ser Miguel Coelho pelo União Brasil e Fernando Dueire indo para o PP. A outra opção seria entregar uma vaga à federação e outra ao PL de Anderson Ferreira.

Tempo de televisão – O ideal para a governadora é que o PL fique na sua coligação com ou sem vaga na majoritária, porque tendo PSD, Podemos, PL e União Progressista, Raquel vai para a disputa com o maior guia eleitoral da eleição.

Oficializado – O senador Flávio Bolsonaro gravou vídeo ao lado de Anderson Ferreira oficializando a pré-candidatura do presidente estadual do PL ao Senado Federal. Anderson considera ser senador na chapa de Raquel Lyra ou avulso de olho nos 34% dos votos que Bolsonaro teve em Pernambuco em 2022.

Inocente quer saber – Por quê Raquel Lyra não conseguiu fechar sua chapa com Marília Arraes e Silvio Costa Filho?

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Postado por Edmar Lyra às 23:28 pm do dia 18 de março de 2026

União Brasil declara apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra

Foto: Divulgação

Durante encontro em Brasília nesta quarta-feira (18), o União Brasil (UB) declarou apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra em Pernambuco. Ao lado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, a governadora e presidente estadual também do PSD, teve um encontro com o presidente do UB, Miguel Coelho, e dirigentes da sigla para discutir e selar aliança em defesa da continuidade do desenvolvimento econômico e social de Pernambuco.

Miguel Coelho ressaltou o compromisso em conjunto para a continuidade do avanço de Pernambuco. “Eu, meu partido e o grupo político do qual faço parte estamos construindo uma aliança com a governadora Raquel Lyra para as eleições deste ano. Sou pré-candidato ao Senado, ela é candidata à reeleição para o governo. E nós pretendemos caminhar juntos nessa jornada. Pernambuco nos chama para nos unir em favor da nossa gente e dar esse passo hoje”, declarou o pré-candidato ao Senado.

A governadora registrou o objetivo em comum do fortalecimento de ações em favor da população pernambucana. “Desde o primeiro dia da nossa gestão fazemos um trabalho grande e de diálogo para colocar Pernambuco de volta no rumo do desenvolvimento. Estamos avançando com requalificação de estradas, restauração de hospitais, novos policiais nas ruas, e vamos continuar esse trabalho para garantir ainda mais serviços públicos de qualidade ao nosso povo. A aliança com o União Brasil representa o crescimento de Pernambuco, o compromisso com cada recanto do nosso estado e o futuro grandioso que nós estamos construindo para os pernambucanos”, destacou Raquel. A conversa sela a presença do União Brasil, com a pré-candidatura de Miguel Coelho ao Senado, no palanque à reeleição da governadora.

“É a união para um futuro melhor para Pernambuco”, salientou o deputado federal Mendonça Filho, presente no encontro. Também estiveram ali reunidos o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho e o deputado federal Fernando Filho.

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 18 de março de 2026

Coluna desta quarta-feira

Foto: Divulgação

PSD se fortalece e chega a sete deputados estaduais 

A movimentação política registrada ontem à noite redesenha, com nitidez, o equilíbrio de forças na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A governadora Raquel Lyra protagonizou um movimento de peso ao filiar sete deputados estaduais ao PSD, consolidando a legenda como um dos principais polos de poder no estado neste início de ciclo eleitoral.

Os deputados Antonio Moraes e Romero Sales Filho, até então vinculados à futura federação União Progressista, foram os primeiros a oficializar a mudança. A eles se somam Débora Almeida, Izaías Régis, Socorro Pimentel, Joãozinho Tenório e Aglaílson Victor, formando um bloco que, a partir de agora, altera significativamente a correlação de forças na Alepe. O ato de filiação, realizado na sede do partido ao lado da governadora, não foi apenas simbólico — foi, sobretudo, estratégico.

Com a chegada desse grupo, o PSD passa a contar com sete deputados estaduais, tornando-se a segunda maior bancada da Casa, atrás apenas do PP, que mantém oito parlamentares. A diferença mínima entre as duas legendas indica que novas movimentações podem ocorrer no curto prazo, especialmente diante da expectativa de uma nova leva de filiações já em articulação.

Entre os nomes esperados para reforçar o partido está o deputado estadual William Brígido, que deverá deixar o Republicanos para disputar a reeleição na Alepe. Sua eventual entrada amplia ainda mais o potencial de crescimento da legenda e reforça a percepção de que o PSD se tornou um dos principais destinos para parlamentares que buscam melhores condições eleitorais.

O movimento também tem desdobramentos para além da Assembleia. A ex-prefeita de Ipojuca, Célia Sales, acompanha a reconfiguração e deixa o PP para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PSD. Sua entrada reforça o projeto da legenda de ampliar presença não apenas no Legislativo estadual, mas também na bancada federal, mirando protagonismo em Brasília.

Mais do que um simples rearranjo partidário, a ofensiva liderada por Raquel Lyra revela uma estratégia clara de fortalecimento da base governista. Ao atrair parlamentares com densidade eleitoral e capilaridade regional, a governadora amplia sua margem de governabilidade e, ao mesmo tempo, estrutura uma base mais competitiva para as eleições proporcionais.

Se a tendência se confirmar com novas adesões, o PSD poderá, em pouco tempo, assumir a liderança da Alepe. Mais do que isso, consolida-se como peça central no tabuleiro político estadual, com capacidade de influenciar diretamente os rumos da eleição e do próximo ciclo de poder em Pernambuco.

Novo encontro – A pré-candidata ao Senado Federal, Marília Arraes, terá um novo encontro com a governadora Raquel Lyra em Brasília. A expectativa é que elas possam avançar de forma objetiva no entendimento com vistas à eleição. A aliança entre elas pode ser determinante para o desenho eleitoral de outubro.

Primeiro – Entre Miguel Coelho, Marília Arraes e Silvio Costa Filho, a expectativa é que o ex-prefeito de Petrolina possa ser o primeiro a anunciar apoio à reeleição da governadora. Esse movimento poderá ter um grande efeito político tanto para a governadora quanto para o clã de Petrolina.

Podemos fortalecido – Na reta final do prazo de filiação partidária, o Podemos se consolida como uma das legendas mais organizadas e competitivas do cenário político, sob a liderança de Marcelo Gouveia. Reforçado pelas filiações de Gilson Machado e Gilson Machado Filho, o partido projeta eleger três deputados federais e seis estaduais, com chances reais de ampliar essas bancadas.

Credibilidade – A criação de um conselho político formado por pré-candidatos trouxe mais organização ao processo de filiações, enquanto as projeções eleitorais favoráveis — especialmente no ponto de corte — têm atraído nomes em busca de viabilidade, sempre sob o crivo interno da legenda, que busca crescer sem perder consistência estratégica.

Inocente quer saber – João Campos ofereceu o Senado a Marília Arraes na conversa que tiveram anteontem?

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Postado por Edmar Lyra às 19:05 pm do dia 17 de março de 2026

A atratividade eleitoral do Podemos nesta reta final

Foto: Divulgação

Na reta final do prazo de filiação partidária, o Podemos se apresenta como uma das legendas mais organizadas e competitivas do cenário político. Sob a presidência de Marcelo Gouveia, o partido chega a esse momento decisivo colhendo os frutos de uma estratégia que combinou articulação, critério e foco eleitoral.

As recentes filiações de Gilson Machado e Gilson Machado Filho reforçaram significativamente o potencial da legenda. Mais do que nomes de peso, eles agregam densidade política e ampliam a capacidade do partido de estruturar chapas proporcionais com reais chances de sucesso. Com isso, o Podemos já trabalha com a perspectiva concreta de eleger três deputados federais e seis estaduais, mirando ainda a conquista de uma quarta vaga na Câmara Federal e de uma sétima cadeira na Assembleia Legislativa.

Um dos movimentos mais interessantes da sigla foi a criação de um conselho político formado pelos próprios pré-candidatos a deputado. A iniciativa, incomum no ambiente partidário local, estabelece um modelo de decisão mais colegiado e estratégico, especialmente neste momento final de definição das chapas. Na prática, o grupo funciona como uma instância de avaliação e validação de novas filiações, garantindo que cada entrada esteja alinhada com o objetivo maior de maximizar o desempenho eleitoral.

Outro fator que coloca o Podemos em posição privilegiada são suas projeções eleitorais. As contas da legenda são consideradas sólidas tanto na estimativa de cadeiras quanto no ponto de corte — indicador decisivo para candidatos que buscam viabilidade. Em comparação com outras chapas, os números do partido se mostram mais atrativos, o que tem levado muitos pré-candidatos, especialmente aqueles com menor densidade de votos, a enxergar no Podemos uma oportunidade concreta de eleição.

Esse movimento, no entanto, não ocorre de forma desordenada. A exigência de aval dos integrantes já estabelecidos na legenda funciona como um mecanismo de controle político, evitando inchaço e preservando a coerência da estratégia. Assim, o partido consegue equilibrar crescimento com organização, fator essencial nesta fase final.

Se mantiver essa trajetória até o fechamento da janela partidária, o Podemos tende a consolidar uma bancada expressiva e a se posicionar como uma das principais forças proporcionais no estado, com impacto direto no desenho político do próximo ciclo.

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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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