O potencial de Marília Arraes

O PT numa reunião entre Lula, Humberto Costa e Marília Arraes bateu o martelo quanto a pré-candidatura de Marília a governadora.

Nas eleições que disputou com Humberto Costa, em 2002 e 2006, o partido amealhou em média 30% dos votos válidos mesmo não vencendo a disputa.

Historicamente os candidatos do partido conseguem boas votações. É evidente que o desgaste do partido tende a não tornar os nomes competitivos em 2018, mas isso não inviabiliza Marília porque é jovem, mulher e ainda tem o charme de ser neta de Miguel Arraes, para o eleitor mais identificado com a esquerda, ela será um grande atrativo.

Com isso colocado, é provável que numa aliança com o PSOL, o PT abocanhe pelo menos 15% se forem quatro candidaturas competitivas postas, e 20 a 25% se forem três candidaturas.

O fator Lula também poderá ser determinante. Mas uma coisa aparentemente está sacramentada. Mesmo tendo o pior cenário pra Marília, o de 15%, o PT forjaria uma liderança e caminhava pra emplacar deputados em 2018.

O voto de legenda deu ao PT em média 160 mil votos pra estadual e federal nas eleições em que coligou com o PSB, o PTB ou lançou um nome próprio.

Com 15% dos votos válidos, Marília teria aproximadamente 600 mil votos e garantiria por baixo 80 mil votos de legenda pra federal e estadual.

Numa conta simples, considerando João Paulo com 120 mil votos, Humberto Costa 70 mil votos, cauda 80 mil votos e legenda 80 mil, teriam pelo menos 350 mil votos, o que elegeria no atual sistema eleitoral, um deputado federal direto e um na sobra, emplacando então dois deputados federais.

Na eleição estadual com os mesmos 80 mil votos de legenda, o PT teria Teresa Leitão com 40 mil votos, Odacy Amorim com 50 mil votos, Edilson Silva do PSOL com 40 mil votos, Paulinho Tomé 25 mil votos e  uma cauda de 100 mil votos. Portanto 335 mil votos. A chapa elegeria quatro deputados estaduais.

Elegendo dois deputados federais e de dois a três estaduais, a candidatura de Marília cumpriria bem o papel para o PT, que mesmo sem vencer a disputa ampliaria seu espaço no estado, uma vez que não tem nenhum deputado federal e apenas dois estaduais.

É um grande negócio pra todo mundo do PT que estava num mato sem cachorro em Pernambuco.

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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