O voto de Rafael Prequé: amnésia política ou estratégia de quem esqueceu o trauma dos salários atrasados?

Foto: Divulgação

Vereador vota para travar a gestão e ignora episódio histórico de salários atrasados no município da gestão de seu pai

A posição adotada pelo vereador Rafael Prequé na votação da suplementação orçamentária enviada pelo Executivo de Gravatá não foi apenas equivocada, foi, sobretudo, descolada da realidade e da própria história do município.

A última vez em que Gravatá enfrentou atrasos reiterados de salários, daqueles que marcam uma gestão e deixam cicatriz no funcionalismo,remonta ao período em que seu pai ocupava a Prefeitura. Foram meses de instabilidade, com servidores acumulando até nove meses sem receber. Um episódio grave, conhecido na cidade, que expôs o que acontece quando a máquina pública perde capacidade de gestão e equilíbrio financeiro.

Diante disso, a postura atual de Rafael Prequé soa, no mínimo, desconectada. Ao votar contra a suplementação, ele não atinge uma gestão específica; cria embaraços para o funcionamento regular da Prefeitura, inclusive no ponto mais sensível: o pagamento de quem trabalha.

Não se trata de divergência ideológica. Trata-se de uma posição que ignora lições básicas da administração pública e, pior, despreza um dos episódios mais negativos da história recente da cidade.

Felizmente, a maioria dos vereadores da base governista agiu com responsabilidade e conseguiu afastar esse risco, assegurando as condições necessárias para manter os salários em dia e garantir a continuidade dos investimentos no município.

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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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