Coluna desta segunda-feira

Foto: Divulgação

Congresso da Amupe reforça peso político dos prefeitos pernambucanos

O Congresso da Amupe, que se inicia nesta segunda-feira no Recife Expo Center, chega em um momento particularmente sensível para o municipalismo pernambucano. Sob a presidência de Pedro Freitas, o encontro reúne prefeitos, secretários e lideranças políticas em torno de uma pauta que vai muito além da troca de experiências administrativas. Em jogo, está a capacidade de articulação dos municípios diante de um cenário fiscal ainda apertado, da dependência de transferências constitucionais e da necessidade crescente de respostas rápidas à população. O evento, tradicionalmente técnico, ganha este ano contornos mais políticos, refletindo a tensão entre responsabilidades locais e decisões tomadas em Brasília.

A Amupe tem se consolidado como uma das principais vozes institucionais dos prefeitos do estado, e o congresso funciona como vitrine desse protagonismo. Não por acaso, o encontro costuma atrair governadores, ministros e parlamentares, todos atentos ao peso eleitoral dos gestores municipais. Em 2026, esse peso é ainda mais evidente: prefeitos são peças-chave na engrenagem política, seja na construção de alianças, seja na definição de prioridades regionais. A entidade, ao centralizar esse diálogo, amplia sua relevância e se posiciona como ponte entre o local e o nacional.

No plano estadual, o congresso também serve como termômetro da relação entre os municípios e o governo de Raquel Lyra. Demandas por mais investimentos, descentralização de recursos e apoio técnico devem dominar os debates, especialmente em áreas como saúde, educação e infraestrutura. Ao mesmo tempo, há uma expectativa de que o evento ajude a reduzir ruídos políticos e alinhar agendas, algo essencial em um estado marcado por diferenças regionais expressivas. A presença — ou ausência — de figuras-chave e o tom dos discursos serão observados com lupa por quem acompanha os bastidores do poder.

Mais do que um encontro institucional, o Congresso da Amupe se desenha como um espaço estratégico de articulação política. É ali que prefeitos trocam impressões, calibram discursos e, muitas vezes, iniciam movimentos que repercutem nas eleições seguintes. Sob a condução de Pedro Freitas, a expectativa é de um evento que equilibre técnica e política, sem perder de vista o objetivo central: fortalecer os municípios. Em um país onde as demandas começam nas cidades, mas nem sempre encontram resposta à altura, o municipalismo segue sendo não apenas uma bandeira, mas uma necessidade concreta — e o congresso, um de seus principais palcos.

ManifestoO Partido dos Trabalhadores aprovou neste domingo (26), durante o 8º Congresso realizado em Brasília, o manifesto “Construindo o Futuro”, que propõe reformas política, eleitoral e no Judiciário, além de mudanças tributárias, administrativas, tecnológicas, agrárias e na comunicação, mas retirou da versão final a proposta de reforma do sistema financeiro, inicialmente prevista em meio ao escândalo do Banco Master. O documento, segundo o deputado José Guimarães, busca dialogar com o centro político e fortalecer a base para a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, tratada como estratégica pelo partido, ao mesmo tempo em que defende mudanças como revisão no modelo de emendas parlamentares, limite de mandatos internos, ampliação da participação feminina e pautas como o fim da escala 6×1, além de propostas para exploração de terras raras e regulamentação das redes sociais.

Vai privatizarEm vídeo publicado nas redes sociais neste domingo (26), o pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou que pretende promover a privatização integral de empresas de economia mista controladas pelo governo federal, como a Petrobras e o Banco do Brasil. Na gravação, Zema também fez críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao afirmar que há desequilíbrio fiscal nas contas públicas. Segundo ele, sua proposta inclui ainda o combate a supersalários, mordomias e práticas que, em suas palavras, sustentariam privilégios na administração federal.

SolidariedadeO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou solidariedade ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após um tiroteio ocorrido durante jantar de gala da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado em Washington na presença de Trump e da primeira-dama Melania Trump. Em publicação nas redes sociais neste domingo (26), Lula afirmou que o Brasil repudia o ataque e destacou que a violência política representa uma afronta aos valores democráticos.

Inocente quer saber – A governadora Raquel Lyra terá mais tranquilidade nas comissões da Alepe?

Compartilhe esse post

Facebook
Twitter
Pinterest
LinkedIn
WhatsApp
Páginas
Quem sou eu
Picture of Edmar Lyra

Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

Conhecer
Redes sociais