Blog Edmar Lyra

O blog da política de Pernambuco

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Postado por Edmar Lyra às 13:55 pm do dia 25 de fevereiro de 2026

Sai a meia-noite pesquisa DataTrends

Foto: Divulgação

A DataTrends registrou no Tribunal Superior Eleitoral a primeira pesquisa de intenção de votos para as eleições de 2026 em Pernambuco, abrangendo os cargos de governador, senador e presidente da República. O levantamento marca oficialmente o início das medições do novo ciclo eleitoral no Estado.

Foram entrevistados 1.200 eleitores, por meio de amostragem probabilística estratificada por mesorregião. A coleta foi realizada nesta segunda (23) e terça (24). Os resultados para governador e senador serão divulgados após a meia-noite de hoje, enquanto os números da disputa presidencial serão publicados na madrugada do sábado (28).

A DataTrends chega à corrida de 2026 respaldada pelo desempenho nas eleições municipais de 2024, quando alcançou 94% de assertividade em levantamentos realizados em cerca de 150 municípios pernambucanos.

Com esse histórico, a expectativa é que os dados revelem os primeiros movimentos do cenário político estadual e nacional, influenciando estratégias e articulações partidárias em Pernambuco.

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Postado por Edmar Lyra às 9:03 am do dia 25 de fevereiro de 2026

Atlas Intel/Bloomberg: Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula e lidera segundo turno

Foto: Reprodução

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (25) aponta um cenário apertado na corrida ao Planalto em 2026, com recuo no desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em simulação de segundo turno, Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro de um ponto percentual: 46,2% para o petista e 46,3% para o senador. Em janeiro, Lula tinha 49,2% contra 44,9% de Flávio, o que indica perda de vantagem fora da margem de erro em apenas um mês.

O levantamento também testou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que, embora não se declare pré-candidato, surge numericamente à frente de Lula em eventual segundo turno: 47,1% a 45,9%. Em janeiro, o presidente liderava esse confronto por 49,1% a 45,4%. O desempenho consolida Tarcísio como o nome mais competitivo da direita no momento, com taxa de rejeição de 35,5%, inferior à de Flávio Bolsonaro, que registra 46,4%.

Em outros cenários, Lula mantém vantagem contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), embora por margem mais estreita do que em disputas contra outros nomes do campo conservador. A dianteira é mais confortável diante do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e também nos cenários que incluem governadores do PSD, como Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Junior (PR) e Eduardo Leite (RS).

Nos cenários de primeiro turno com Lula e Flávio como candidatos, o presidente aparece em torno de 45%, enquanto o senador não ultrapassa os 40%. Quando Tarcísio substitui Flávio, Lula marca 43,3% e o governador paulista chega a 36,2%. Em um cenário com Flávio e Tarcísio simultaneamente na disputa — hipótese considerada improvável, já que o governador afirma que apoiará o nome indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro — o senador registra 33,1%, Tarcísio 7,4% e Lula alcança 47,1%, percentual próximo de viabilizar vitória em primeiro turno.

A pesquisa ouviu 4.986 eleitores recrutados digitalmente entre 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07600/2026 e custou R$ 75 mil, pagos pela própria empresa.

O estudo também mediu a avaliação do governo. Segundo os dados, 51,5% desaprovam o presidente, enquanto 46,6% aprovam — indicando queda na aprovação e alta na desaprovação em relação a janeiro. Na avaliação da gestão, 48,4% consideram o governo ruim ou péssimo, 42,7% o classificam como ótimo ou bom e 8,9% o avaliam como regular.

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 25 de fevereiro de 2026

Coluna desta quarta-feira

Foto: Divulgação

Anderson Ferreira se coloca como alternativa bolsonarista na disputa pelo Senado

A movimentação política em Pernambuco começa a ganhar novos contornos com a sinalização da pré-candidatura de Anderson Ferreira ao Senado Federal. Presidente estadual do Partido Liberal (PL), Anderson consolida-se como um dos principais nomes da direita no Estado e trabalha para ocupar um espaço estratégico na disputa majoritária de 2026. Ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes por dois mandatos e candidato ao Governo de Pernambuco em 2022, ele mantém capital político relevante, sobretudo na Região Metropolitana do Recife, e aposta na nacionalização do debate como trunfo eleitoral.

A possibilidade de uma candidatura avulsa, com apoio declarado do senador Flávio Bolsonaro, adiciona um componente importante ao cenário. A conexão direta com o núcleo bolsonarista pode garantir musculatura política, engajamento nas redes e palanque competitivo, mesmo diante de eventuais composições locais que não contemplem o PL na chapa majoritária. Anderson tem reforçado o discurso de alinhamento ideológico, defendendo pautas conservadoras e posicionando-se como alternativa ao campo progressista em Pernambuco, Estado historicamente inclinado ao centro-esquerda nas disputas nacionais.

A estratégia de disputar de forma independente também dialoga com a experiência acumulada por Anderson. À frente da Prefeitura de Jaboatão, construiu imagem de gestor com foco administrativo, enquanto na eleição estadual de 2022 ampliou sua visibilidade ao percorrer todas as regiões pernambucanas. Embora não tenha vencido aquela disputa, consolidou-se como liderança estadual do PL e passou a exercer papel central na articulação partidária, coordenando nominatas proporcionais e fortalecendo a legenda no interior. O eventual apoio de Flávio Bolsonaro tende a reforçar essa musculatura, principalmente entre eleitores identificados com a agenda da direita nacional. [Ler mais …]

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 24 de fevereiro de 2026

Coluna desta terça-feira

Foto: Divulgação

Marília no PDT embaralha o jogo e tensiona a corrida pelo Senado em Pernambuco

A possível filiação de Marília Arraes ao PDT reconfigura o tabuleiro político pernambucano e introduz uma variável de peso na disputa pelo Senado em 2026. A movimentação, articulada pelo presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, indica que o partido trabalha com dois cenários: integrar a chapa do prefeito do Recife, João Campos, ou, em caso de inviabilidade, abrir diálogo com a governadora Raquel Lyra. Em ambos os casos, o objetivo central é assegurar a candidatura de Marília ao Senado dentro de uma composição competitiva da Frente Popular ou de um arranjo alternativo que garanta musculatura eleitoral.

Segundo Lupi, a prioridade do PDT é compor a provável chapa majoritária encabeçada por João Campos, consolidando um palanque robusto no campo progressista. Nesse desenho, Marília disputaria o Senado numa dobradinha com Humberto Costa, reforçando a aliança entre pedetistas, socialistas e petistas. A engenharia política, no entanto, não é simples. Outros nomes também orbitam a construção da chapa, como Silvio Costa Filho e Miguel Coelho, o que amplia a disputa interna por espaços e exige acomodação cuidadosa para evitar fissuras. A eventual ida de Marília ao PDT, nesse contexto, funcionaria como elemento de coesão, desde que haja garantia clara de espaço na majoritária. [Ler mais …]

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 23 de fevereiro de 2026

Coluna desta segunda-feira

Foto: Reprodução Instagram

O prestígio de João Campos

O casamento do prefeito do Recife, João Campos, com a deputada federal Tábata Amaral, realizado na charmosa Praia dos Carneiros, foi menos um evento social e mais um ato político de alto simbolismo. A lista de convidados traduziu isso com clareza. Entre os presentes estavam o presidente em exercício Geraldo Alckmin, o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que acabou sendo a grande celebridade da noite, cercado por pedidos de fotos e conversas reservadas. Em Pernambuco, onde cada gesto carrega múltiplas leituras, a cerimônia extrapolou o campo pessoal: tornou-se uma vitrine de força, conexões e trânsito institucional.

Não é trivial reunir, em um mesmo ambiente, o chefe do Executivo em exercício, o presidente da Câmara e um dos ministros mais influentes do STF. A fotografia do evento é, por si só, uma mensagem. João Campos mostrou que construiu pontes em Brasília e que dialoga com diferentes centros de poder. Em um momento de rearranjos nacionais e incertezas estaduais, essa demonstração pública de capital político funciona como credencial. Mais do que celebrar uma união, o prefeito exibiu musculatura institucional. Para quem está prestes a dar um salto mais alto, o recado foi direto: há lastro político para sustentar o próximo movimento.

E o próximo movimento é claro. João Campos deve renunciar à Prefeitura do Recife para disputar o Governo de Pernambuco em 2026. O gesto carrega peso histórico. Em 2006, Eduardo Campos venceu a eleição estadual e iniciou um ciclo político que redefiniu o protagonismo pernambucano no cenário nacional. Vinte anos depois, o filho tenta repetir o feito e chegar ao Palácio do Campo das Princesas. A comparação é inevitável — e estratégica. Se Eduardo representou, à época, renovação e capacidade administrativa aliadas a articulação política nacional, João tenta se apresentar como continuidade modernizada desse projeto, com discurso urbano, agenda de inovação e forte presença digital.

A disputa, no entanto, não será apenas simbólica. Pernambuco vive um ambiente polarizado, com forças competitivas consolidadas e eleitorado exigente. Ao transformar o próprio casamento em palco de articulação política, João Campos sinaliza que compreende a dimensão do desafio. Não se trata apenas de herdar um sobrenome ou capitalizar a memória afetiva de 2006, mas de construir maioria em um cenário mais fragmentado e complexo. A cerimônia na Praia dos Carneiros pode ter sido celebrada ao pôr do sol, mas o que se desenha é uma campanha que promete ser travada sob os holofotes mais intensos da política estadual. Vinte anos depois, a história oferece a João a chance de reeditar um capítulo decisivo — mas, como toda eleição, o veredito caberá às urnas.

DataTrends – Grande sensação das eleições de 2024 em Pernambuco com 94% de acerto, o DataTrends Pesquisas realizará sua primeira pesquisa sobre a disputa estadual. Além do cenário para governador, serão aferidos os quadros para senador e presidente. As entrevistas começam nesta segunda-feira e terminam na terça-feira, a divulgação será à meia-noite da quinta-feira e promete agitar o cenário político pós-carnaval.

Alerta – Pesquisas diárias realizadas para o mercado financeiro e que circularam entre lideranças do PT e integrantes do governo acenderam o alerta no entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o Carnaval. Segundo a colunista Mônica Bérgamo, da Folha de S.Paulo, por dois dias o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apareceu numericamente à frente de Lula em simulações de segundo turno. No mesmo período, a rejeição ao presidente superou a aprovação em mais de quatro pontos, ampliando a preocupação entre aliados.

Alívio – Passada a folia, porém, os números teriam voltado a um patamar menos adverso, com recuo da desaprovação — movimento semelhante ao do principal adversário do petista no cenário pré-eleitoral. Interlocutores próximos a Lula avaliam que não houve consolidação de um novo patamar mais elevado de rejeição, mas reconhecem que o governo ainda precisa reverter o quadro observado desde dezembro, quando pesquisas passaram a mostrar predominância de avaliação negativa, após empate técnico registrado pelo Datafolha (49% de desaprovação e 48% de aprovação).

Avaliação – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ser grato à escola de samba Acadêmicos de Niterói pela homenagem no enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, apresentado na Marquês de Sapucaí, mas evitou comentar o conteúdo do desfile, que acabou rebaixado para a Série Ouro do carnaval do Rio. Em entrevista a jornalistas em Nova Délhi, na Índia, Lula foi questionado sobre críticas de evangélicos à ala “Neoconservadores em conserva”, que trazia famílias retratadas em latas com referências religiosas, e respondeu que não cabia a ele opinar: “Eu não penso. Porque primeiro eu não sou o carnavalesco, eu não fiz o samba-enredo, eu não cuidei dos carros alegóricos. Eu apenas sou homenageado em uma música maravilhosa”, declarou.

Inocente quer saber – Como virá a primeira pesquisa pós-carnaval para governador?

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Postado por Edmar Lyra às 17:27 pm do dia 21 de fevereiro de 2026

Pernambuco fecha 2025 com a menor taxa de desemprego dos últimos 11 anos, diz IBGE

Foto: Divulgação

Pernambuco encerrou 2025 com o menor percentual de desocupação desde 2014. O estado registrou 8,7% da força de trabalho desocupada no ano passado, resultado 25% inferior ao observado em 2024. O índice representa uma queda de 2,2 pontos percentuais em relação ao ano anterior, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O resultado da PNAD Contínua é o espelho de um Estado que só avança. Fechamos o ano de 2025 com a menor taxa de desocupação em mais de uma década, e isso não é por acaso. Esse quadro é fruto do trabalho de uma equipe engajada em garantir que Pernambuco seja uma terra atrativa para empreendedores e geradora de oportunidades. Hoje temos menos pessoas desempregadas e o maior crescimento médio da renda no Brasil. Isso materializa a transformação na vida das pessoas”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Guilherme Cavalcanti, “os dados confirmam que Pernambuco está no caminho certo”. E completa: “Temos trabalhado para fortalecer o ambiente de negócios, atrair investimentos e ampliar as oportunidades de qualificação profissional. A redução do desemprego é resultado de uma política consistente de desenvolvimento econômico e geração de empregos”,observou.

O secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Manuca, ressaltou o que a evolução dos números representa na vida prática da população. “Os dados da PNAD mostram que Pernambuco está reagindo com força. Reduzimos o desemprego de 16% para 8,7% — a maior queda do Brasil — e isso significa milhares de pernambucanos voltando a ter dignidade, renda e esperança. Esse resultado é fruto do trabalho sério do Governo de Pernambuco, com qualificação profissional alinhada ao mercado, apoio ao empreendedorismo e políticas públicas que colocam as pessoas no centro”, disse.

De acordo com a pesquisa, o número de pessoas desocupadas no Estado teve redução de 16,9% no último ano, entre o quarto trimestre de 2024 e o quarto trimestre de 2025. Em números absolutos, isso representa aproximadamente 74 mil pernambucanos a menos em situação de desemprego em relação ao ano anterior.

Ao longo de 2025, a tendência de melhora se confirmou trimestre a trimestre. Nos últimos três meses do ano, a taxa ficou 2,8 pontos percentuais abaixo da registrada no primeiro trimestre, o que representa uma redução acumulada de 24% ao longo do ano.

OCUPAÇÃO – Segundo o IBGE, o número de pessoas ocupadas em Pernambuco passou de 3.637.000 no quarto trimestre de 2024 para 3.768.000 no quarto trimestre de 2025. O aumento representa 130.980 pessoas a mais com emprego formal ou informal no período.

RENDIMENTO – O rendimento médio habitual também apresentou avanço. Em 2025, o salário médio no Estado foi de R$ 2.666,00, um crescimento de 6% (R$ 152,00 a mais) em relação ao ano anterior.

Na comparação com o início da gestão, o crescimento acumulado chega a 31% — o maior do Brasil — representando R$ 633,00 a mais no rendimento médio dos pernambucanos. A PNAD também revela queda no número de pessoas que haviam desistido de procurar emprego por falta de oportunidades. Esse contingente caiu 8,6% em relação ao ano anterior, passando de 225.874 para 207.927 pessoas.

PNAD CONTÍNUA – Conforme define o IBGE, a pesquisa acompanha as flutuações trimestrais e a evolução da força de trabalho no curto, médio e longo prazos, além de produzir informações essenciais para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país. A unidade de investigação é o domicílio, e os dados geram indicadores trimestrais sobre o mercado de trabalho, além de informações anuais sobre temas suplementares permanentes.

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 21 de fevereiro de 2026

Coluna deste sábado

Foto: Divulgação

PSB aposta em bancada forte para garantir governabilidade em 2027

O presidente do PSB em Pernambuco, Sileno Guedes, deixou claro, em pleno ano eleitoral, que a estratégia da legenda vai além da disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. O foco central é montar uma bancada expressiva na Assembleia Legislativa capaz de assegurar governabilidade ao próximo chefe do Executivo estadual. A avaliação interna é que, em um ambiente político cada vez mais fragmentado, não basta vencer a eleição majoritária: é preciso garantir sustentação parlamentar consistente desde o primeiro dia de governo. Nesse contexto, o nome do prefeito do Recife, João Campos, é tratado como prioridade absoluta dentro do projeto socialista para 2026.

Em entrevista à Rádio Jornal, Sileno reforçou que João Campos reúne características políticas consideradas decisivas para um cenário de reconstrução de alianças. Destacou a capacidade de diálogo do prefeito com a Câmara Municipal do Recife e a habilidade de articular consensos sem abrir mão de prioridades administrativas. No entendimento do PSB, essa experiência poderá ser determinante em um eventual governo estadual, especialmente diante da necessidade de aprovar reformas estruturais e projetos de impacto fiscal. A mensagem é clara: governabilidade não será improvisada; será planejada a partir da formação da chapa proporcional. [Ler mais …]

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 20 de fevereiro de 2026

Coluna desta sexta-feira

Foto: Carolina Souza

O carnaval seguro de Raquel Lyra 

O Carnaval de 2026 entra para a história de Pernambuco não apenas pelo brilho dos palcos e pela força cultural que ecoou do Litoral ao Sertão, mas pelos números que o acompanham. Sob a liderança da governadora Raquel Lyra, o Estado registrou o período momesco mais seguro desde 2004. Foram 57 homicídios em todo o território durante os dias oficiais da festa — o menor índice em 22 anos. Em comparação com 2025, os dados apontam quedas relevantes: roubos de celulares recuaram 51%, assaltos diminuíram 40,1%, furtos caíram 16,8% e os homicídios tiveram redução de 5%. Não se trata de retórica, mas de estatística.

Segurança pública é tema sensível e costuma ser campo minado para governos. Por isso, quando os indicadores cedem, é preciso reconhecer que há método por trás do resultado. A combinação de planejamento operacional, integração entre forças policiais e monitoramento reforçado nos polos de folia revela que o Estado adotou uma estratégia baseada em inteligência e presença ostensiva. A redução expressiva dos crimes patrimoniais, especialmente o roubo de celulares, sugere foco em delitos que mais afetam a sensação de segurança da população. [Ler mais …]

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 19 de fevereiro de 2026

Coluna desta quinta-feira

Foto: Divulgação

O voto de Minerva na disputa em Pernambuco 

No alto do camarote do Galo da Madrugada, a governadora Raquel Lyra e o prefeito João Campos sorriram lado a lado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A imagem, cuidadosamente construída, diz muito sobre a largada informal da disputa de outubro. Embora prováveis adversários, ambos fizeram questão de dividir o enquadramento com o líder petista, num gesto que combina deferência institucional e cálculo eleitoral. Em Pernambuco, onde Lula sempre foi mais que um presidente — é uma referência afetiva e política — estar ao seu lado ainda rende dividendos simbólicos. Mas a pergunta que se impõe é: quanto esses dividendos ainda valem?

Os números mostram que o lulismo continua forte, mas já não é hegemônico como foi. Em 2006, contra Geraldo Alckmin, Lula alcançou 83% dos votos válidos no segundo turno em Pernambuco — um patamar quase plebiscitário. Em 2022, venceu com 66,9%, desempenho muito próximo ao de Fernando Haddad em 2018, que obteve 66,5% no estado. O Datafolha registrou recentemente um cenário de 66% a 34% contra Flávio Bolsonaro, indicando estabilidade, mas não expansão. Em termos eleitorais, Lula pode já ter atingido um teto em Pernambuco. Continua majoritário, porém enfrenta um campo oposicionista mais estruturado e resiliente do que há duas décadas. [Ler mais …]

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 14 de fevereiro de 2026

Coluna deste sábado

Foto: Divulgação

Flávio Bolsonaro avança, Lula encolhe e 2026 já nasce sob o fantasma de 2022

O desempenho de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de fevereiro de 2026 alterou o eixo da sucessão presidencial e produziu um fato político relevante: o bolsonarismo segue competitivo mesmo sem o ex-presidente encabeçando a disputa. Em diferentes levantamentos nacionais, Flávio aparece numericamente à frente ou em empate técnico com Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno. O dado ganha peso quando comparado ao mesmo período do ciclo eleitoral anterior. Em fevereiro de 2022, Lula liderava com folga, enquanto Jair Bolsonaro oscilava vários pontos atrás. Agora, o cenário é de equilíbrio precoce e pressão redobrada sobre o Planalto.

A comparação histórica é inevitável. Em 2022, Lula terminou o primeiro turno com 48% dos votos válidos, contra 43% de Jair Bolsonaro. No segundo turno, venceu por 50,9% a 49,1%, na eleição presidencial mais apertada desde a redemocratização. Mesmo partindo de uma dianteira consistente nas pesquisas ao longo daquele ano, o petista enfrentou uma reta final dramática e um país profundamente dividido. O recado das urnas foi claro: a vantagem inicial não se traduziu em folga eleitoral. Foi uma vitória mínima, sustentada por uma coalizão ampla e por forte rejeição ao adversário.

Em 2026, porém, Lula não demonstra a mesma gordura política no ponto de largada. Se há quatro anos ele aparecia acima dos 40% com regularidade, agora oscila em patamar mais comprimido e diante de um adversário que nasce competitivo. Flávio Bolsonaro apresenta desempenho inicial superior ao que o pai registrava em fevereiro de 2022, o que indica não apenas manutenção, mas possível reorganização estratégica do campo conservador. A transferência de capital político mostra-se mais consistente do que muitos previam, sugerindo que o bolsonarismo permanece estruturado e mobilizado. [Ler mais …]

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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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