
Pedro Freitas assume a presidência da Amupe e os desafios do municipalismo em Pernambuco
A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) entra em um novo capítulo com a posse do prefeito de Aliança, Pedro Freitas, à frente da presidência da entidade. A cerimônia, marcada para esta terça-feira na sede da Amupe, no Recife, formaliza a transição que cumpre o acordo de mandato compartilhado firmado entre os gestores da instituição. Freitas assumirá o comando da Amupe até fevereiro de 2027, concluindo o atual biênio de gestão e sucedendo o ex-prefeito de Paudalho, Marcelo Gouveia, cuja administração deixou contribuições significativas para a entidade e para os municípios pernambucanos.
A gestão de Marcelo Gouveia é avaliada de forma positiva, especialmente por seu esforço em fortalecer a interlocução da Amupe com o governo estadual e com órgãos federais. Sob sua liderança, a associação consolidou programas de capacitação para prefeitos e servidores municipais, promoveu debates sobre orçamento e saúde pública e ampliou o alcance das políticas voltadas ao fortalecimento do municipalismo. Gouveia também buscou equilibrar o diálogo político com a defesa técnica das pautas municipais, estabelecendo um padrão de atuação que será referência para a nova presidência.
Agora, sob o comando de Pedro Freitas, a Amupe enfrenta desafios importantes para manter e ampliar essa relevância. Entre eles, destaca-se a capacidade de articular consensos entre prefeitos de diferentes regiões e partidos, um fator essencial para que a entidade continue sendo voz ativa nas demandas do municipalismo. A defesa das pautas municipais, especialmente em áreas sensíveis como educação, saúde e transferências constitucionais, exige não apenas habilidade política, mas também estratégias de comunicação e mobilização eficientes.
Além disso, a Amupe precisa fortalecer sua presença junto ao governo estadual e ao Congresso Nacional, garantindo que os interesses dos municípios sejam considerados na formulação de políticas públicas. A articulação política, aliada à gestão administrativa eficiente, será determinante para que a entidade continue oferecendo suporte técnico e político aos prefeitos, ampliando o impacto de suas ações em prol do desenvolvimento municipal.
A posse de Pedro Freitas, portanto, não é apenas uma mudança de liderança, mas também a oportunidade de consolidar a Amupe como uma entidade moderna, articulada e sensível às demandas reais dos municípios. O novo presidente terá a missão de continuar o legado de Gouveia, fortalecendo a associação e reafirmando o compromisso com o municipalismo, em um momento em que a interlocução entre prefeitos e governos se torna cada vez mais estratégica para o futuro das cidades pernambucanas.
1 por 3 – A governadora Raquel Lyra fez uma troca até então inimaginável. Ela tinha como seu principal pilar de sustentação o PP do deputado federal Eduardo da Fonte, que tinha iniciado conversas com João Campos. Ao liberar Dudu para o PSB, Raquel conseguiu atrair Marília Arraes, Silvio Costa Filho e Miguel Coelho, que até o carnaval apareciam como papagaios de pirata de João Campos.
Jogada de mestre – A ofensiva do PSB para ter a União Progressista na coligação de João Campos tinha tudo para ser uma jogada de mestre, pois atraía uma robusta federação de 106 deputados. Seria a jogada perfeita se Marília, Silvio e Miguel permanecessem na Frente Popular. Mas como pularam para o palanque de Raquel, o efeito da adesão tornou-se menos impactante.
Senado – Um aliado de Miguel Coelho descartou qualquer possibilidade de desistência da disputa pelo Senado e de saída do União Brasil. Para ele, Miguel continua no páreo para tentar garantir a federação ao seu projeto, mas agora com Raquel Lyra e não mais com João Campos.
Fria e calculista – Um aliado da governadora Raquel Lyra lembrou que até o ano passado João Campos era disputado pelos pretendentes ao Senado, enquanto Raquel não tinha nenhum nome. Para ele, Raquel demonstrou ser fria e calculista, e uma enxadrista de mão cheia. “Enquanto João achava que estava numa corrida de 100 metros rasos, Raquel se preparou para uma maratona e agora colhe os frutos da sua frieza política”, analisou.
Inocente quer saber – O que foi determinante para Miguel Coelho tomar aversão ao projeto de João Campos?


