
Ricardo Malta tenta vender rigor, mas os números e os resultados do próprio passado desmontam o discurso
À frente da Secretaria de Obras de Gravatá, utilizou sem qualquer resistência o mesmo instrumento que hoje combate: em 2021, suplementou R$ 8.747.000,00; em 2022, R$ 11.872.834,00; e em 2023, mais R$ 8.562.450,94.
O problema não é só a contradição, é o resultado. Mesmo com valores milionários à disposição, a secretaria não entregou o que deveria e foi deixada em situação crítica, com problemas acumulados e demandas não resolvidas.
Agora, fora da gestão, Malta posa de guardião das contas públicas e vota contra o que sempre utilizou.
Não é mudança técnica. É conveniência política. Ele sabe que sem suplementação a máquina para, obras travam e serviços deixam de chegar. Ainda assim, escolhe o discurso fácil, ignorando o próprio histórico.
A contradição é evidente. Quem teve milhões nas mãos, não entregou o esperado e agora tenta impedir o funcionamento da gestão atual.
No fim, o discurso não se sustenta, e o que fica é a incoerência de quem critica hoje aquilo que usou ontem, sem ter feito o que precisava ser feito.


