É pegar ou largar – Quem já fez as contas no Senado para a definição de cargos na Mesa Diretora e nas comissões técnicas descobriu que os tucanos perderam a condição de fazer a terceira escolha. Eles terão, no máximo, 11 senadores, o que lhes deixou em quatro lugar na fila. Primeiro, o PMDB escolherá a presidência. Depois, o PT pegará a primeira-vice. Em terceiro, retorna ao PMDB o direito de escolher um novo cargo. Finalmente, chegará a vez do PSDB.
Essa conta dos governistas deixa aos tucanos duas opções: conformar-se em ficar com um espaço menor na administração da Casa ou fechar um acordo com a cúpula, leia-se PMDB e PT, a fim de conquistar um lugar melhor na estrutura de poder interno do Senado. Em tempo: se os tucanos recusarem qualquer acordo e lançarem candidato a presidente, podem correr o risco de ver alguém se apresentando à vaga a que eles tiverem direito na Mesa Diretora ou mesmo nas comissões técnicas.
Isso significa que, se Aécio Neves (PSDB-MG) mantiver a disposição de guerrear com os partidos aliados ao governo em assuntos do Senado, a ordem interna será acionar o rolo compressor, isolando o PSDB. Esses temas começam a ser tratados a partir desta semana.(Denise Rothenburg – Correio Braziliense)


