
A ofensiva de Raquel Lyra para ter a União Progressista
Em busca da reeleição, a governadora Raquel Lyra encontrou-se semana passada com o presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, em Brasília. No encontro, a governadora ofereceu a vaga de senador para que ele possa estar em seu palanque.
Nesta segunda-feira, Raquel terá nova conversa com o presidente estadual do Progressistas, o deputado federal Eduardo da Fonte. Sua expectativa é poder fechar os dois como candidatos ao Senado na sua chapa à reeleição.
Ciente da importância da federação, que detém robusto tempo de televisão, a governadora, que iniciou um processo de crescimento da avaliação e da sua intenção de voto, precisará ter um guia representativo para defender seu legado durante os quatro anos em que está governando o estado e buscará o segundo mandato.
A sua expectativa é poder convencer a federação a ficar com o seu projeto. É importante salientar que Miguel Coelho tinha feito acenos a João Campos e inclusive no último sábado esteve com o prefeito posando para fotos no baile municipal. Mas sua declaração foi no sentido de unir forças com o PP, sem atropelar ninguém, o que deixou nas entrelinhas que não será óbice a um entendimento com a governadora se as duas vagas forem ofertadas à federação.
As definições começam a se afunilar, uma vez que os partidos terão dois prazos importantes a partir de agora, que é o fim da janela partidária em 4 de abril e as convenções que se iniciam em julho e terminam em agosto. Essas duas datas tendem a direcionar o processo de 2026.
Refutando – O prefeito João Campos refutou a possibilidade de ter o apoio de Eduardo da Fonte ao seu projeto. Para Campos, Miguel Coelho estará em seu projeto, enquanto Eduardo estará no palanque de Raquel.
Avaliação – Para João Campos ter Miguel Coelho em seu palanque, ele precisará da federação inteira ou então terá que convencer Miguel Coelho a deixar o União Brasil e migrar para um partido de sua base, como o MDB.
Defesa – Presidente nacional do PSB, João Campos defendeu a permanência de Geraldo Alckmin na chapa de reeleição do presidente Lula. Para o socialista, em time que está ganhando não se mexe.
Reação – A reação do prefeito do Recife se deu às especulações de que Lula pretende lançar Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes e ofertar a vaga de vice ao MDB, cuja indicação pode recair sobre Renan Filho.
Time de João – Durante sua participação no Baile Municipal, João Campos disse que seu time estava presente, citando nominalmente Álvaro Porto, Miguel Coelho, Marília Arraes e Silvio Costa Filho. Pré-candidato ao governo, João não citou o senador Humberto Costa, que tem cadeira cativa em sua chapa na busca pela reeleição ao Senado.
Inocente quer saber – Miguel terá força suficiente para levar a federação para a Frente Popular intubando Eduardo da Fonte?



