
O puxador do Podemos
Ministro do Turismo de Jair Bolsonaro, Gilson Machado tornou-se o maior expoente do bolsonarismo em Pernambuco. Por duas vezes foi candidato majoritário pelo PL, sendo candidato a senador em 2022 praticamente colando o voto com o ex-presidente atingindo 1,3 milhão de votos e em 2024, mesmo numa eleição difícil para a prefeitura do Recife, ficou com quase 130 mil votos. Além disso, elegeu o vereador Gilson Machado Filho com mais de 16 mil votos, ficando na segunda colocação geral.
Apesar do potencial eleitoral, a disputa interna do PL fez com que Gilson Machado deixasse o partido de seu líder político para ingressar no Podemos. Nesta quinta-feira ele estará se filiando à nova legenda para tentar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Com a chegada de Gilson, o partido que já tinha como nomes fortes Marcelo Gouveia e Ricardo Teobaldo, começa a sonhar com uma quarta vaga, partindo do pressuposto que Gilson terá pelo menos 200 mil votos e Marcelo Gouveia pelo menos 150 mil votos. A legenda projeta atingir entre 600 e 650 mil votos e aposta em nomes como Miguel Duque e Guiga Nunes, e ainda pretende convencer outros pretendentes.
Na disputa de deputado estadual, com a chegada de Gilson Machado Filho, o Podemos também sonha em eleger sete deputados estaduais, partindo da premissa que ele poderá ter pelo menos 100 mil votos. Ele se somará a nomes como Gustavo Gouveia, Luciano Duque, Wanderson Florêncio e Fabrizio Ferraz, e deverá atrair mais dois parlamentares de mandato: Edson Vieira e Joel da Harpa.
Apesar de nacionalmente ser um partido intermediário com 16 deputados federais, o Podemos, que não elegeu nenhum federal em Pernambuco em 2022, assim como também não elegeu deputados estaduais, poderá crescer substancialmente na disputa deste ano, tornando-se um importante pilar da governabilidade para quem estiver no Palácio do Campo das Princesas a partir de 2027.
Diálogo – A governadora Raquel Lyra afirmou, em entrevista à CNN nesta quarta-feira (11), que mantém diálogo aberto com o presidente Lula, com o presidente do PT, Edinho Silva, e com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, visando as articulações para 2026. Ela destacou que Kassab assegurou autonomia aos diretórios estaduais para definir apoios no pleito presidencial e ressaltou que as conversas políticas ocorrerão no tempo adequado, sem prejuízo da agenda administrativa. Raquel também enfatizou a importância da parceria com o governo federal para viabilizar investimentos estruturadores em Pernambuco, como a Transnordestina, o metrô do Recife e o Arco Metropolitano, defendendo a construção de alianças sólidas enquanto mantém o foco na gestão do estado.
Incomodado – O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) tem demonstrado incômodo com as pressões para deixar a chapa de Lula em 2026 e, segundo a CNN, afirmou a aliados que, se não permanecer como vice, prefere abandonar a vida pública e “voltar para Pindamonhangaba”, descartando disputar outros cargos. Publicamente discreto, ele sinaliza nos bastidores que sua prioridade é continuar na atual função ou se retirar da política.
Sem novidades – A foto de Miguel Coelho com Antonio Rueda foi interpretada por um observador como uma montanha que pariu um rato. Para este observador, Miguel ensaiou um encontro com Ciro Nogueira e Antônio Rueda para chancelar sua pré-candidatura pela federação e teve que se contentar com uma foto com o presidente do seu partido, não trazendo nenhuma novidade ao processo.
Inocente quer saber – O presidente Lula fará um aceno mais claro em favor de João Campos na sua visita a Pernambuco?



