
O ativismo judicial e a conta que o Brasil começa a pagar
O Supremo Tribunal Federal e a Justiça Eleitoral atravessam uma crise de credibilidade sem precedentes. O que deveria ser o exercício da imparcialidade transformou-se em palco de disputas políticas e decisões seletivas, corroendo a confiança popular e agora gerando repercussões internacionais. O ativismo judicial, antes defendido como resposta à omissão de outros poderes, assumiu contornos de partidarismo explícito. E os resultados começam a aparecer: desgaste interno e sanções externas.
A aplicação da Lei Magnitsky pelos Estados Unidos contra autoridades brasileiras é um marco. Alexandre de Moraes já havia sido sancionado, mas as medidas foram além: sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e a entidade familiar que administra seus bens entraram na lista. Para Washington, não se trata de atos isolados, mas de uma rede de poder supostamente contaminada por abusos e violações de liberdades civis. O Brasil sofre um vexame diplomático sem precedentes, que fragiliza o discurso de que a Justiça atua em nome da democracia. [Ler mais …]

















