
Impasse superado e votação do orçamento encaminhada na Alepe
O impasse em torno do percentual de remanejamento do orçamento de Pernambuco foi superado após articulação direta entre o presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto, e a governadora Raquel Lyra. O acordo firmado restabelece os 20% de margem para o Executivo reorganizar recursos por decreto e permite que o novo projeto seja votado já nesta quinta-feira, encerrando uma tensão que vinha marcando a relação entre Legislativo e Governo.
A divergência surgiu quando a Assembleia reduziu para 10% o limite de remanejamento na Lei Orçamentária Anual de 2026, contrariando a proposta original do Executivo. O tema, embora técnico, carrega forte peso político: define o grau de autonomia do governo para ajustar prioridades ao longo do ano sem necessidade de autorização legislativa a cada mudança. Ao recompor os 20%, o entendimento devolve ao Executivo maior flexibilidade para atender demandas emergenciais e viabilizar políticas públicas, inclusive em parceria com os municípios.
A solução construída também sinaliza uma reaproximação institucional. Ao garantir a votação célere do novo texto, Álvaro Porto indica disposição de destravar a pauta e reduzir o desgaste entre os poderes. Do lado do governo, o envio de uma nova proposta demonstra capacidade de negociação e leitura do ambiente político, optando por reconstruir o consenso em vez de prolongar o conflito.
Mais do que o percentual em si, o episódio evidencia como o orçamento continua sendo um dos principais terrenos de disputa política. O desfecho, no entanto, aponta para uma saída pragmática: diante do risco de paralisia e ruído institucional, prevaleceu o acordo. Com a votação encaminhada, o ambiente tende a se estabilizar — ao menos por agora — e permitir que o foco retorne à execução das políticas públicas no estado.
Vitória – Após articulação que levou prefeitos à Assembleia Legislativa de Pernambuco, o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco, Pedro Freitas, comemorou a definição da votação da Lei Orçamentária Anual para esta quinta-feira (23), destacando o desfecho do impasse como uma vitória coletiva: segundo ele, Pernambuco era o único estado sem orçamento aprovado e, com o avanço da pauta, fica garantida a chegada de recursos aos municípios, resultado direto do diálogo entre gestores municipais e parlamentares estaduais.
Chapa dos sonhos – Nos bastidores governistas, a expectativa de aliados da governadora Raquel Lyra seria compor uma chapa com Miguel Coelho vice-governador, Túlio Gadelha e Eduardo da Fonte senadores. Ontem na Alepe, não se falava em outro assunto eleitoral.
Passagem meteórica – Durou pouco tempo a passagem de Tadeu Alencar pelo Ministério da Micro e Pequena Empresa. A sua nomeação foi um erro de comunicação entre o Palácio do Planalto e o PSB. Indiscutivelmente um quadro de alta envergadura, a decisão, no final, foi vexatória para o governo e para o próprio PSB, que limaram Tadeu da pior forma possível.
Pediu vista – O ministro André Mendonça pediu vista e suspendeu, nesta quarta-feira (22), o julgamento no Supremo Tribunal Federal que analisa a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro por difamação contra a deputada Tabata Amaral; até a interrupção, o placar era de 4 a 0 pela condenação, seguindo o relator Alexandre de Moraes, com votos de Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, e agora Mendonça terá até 90 dias para devolver o caso ao plenário virtual.
Inocente quer saber – Qual seria a melhor chapa para Raquel Lyra enfrentar João Campos?















