
Por Anderson Ferreira*
As manifestações políticas e do meio empresarial do estado, em apoio ao projeto da Transnordestina, são muito importantes e demonstram o interesse de todos nessa luta. Nosso partido também está junto nessa luta.
Nesse sentido, para colaborar com o tema, é importante pontuar alguns aspectos que precisam ser enfrentados de imediato para viabilizar não só a ferrovia, como também os outros projetos que trarão de volta um novo ciclo de desenvolvimento para Pernambuco.
Primeiro, mesmo reconhecendo a importância das iniciativas de apoio, elas, por si só, não serão suficientes para viabilizar os projetos. Pois, além dos altos investimentos necessários para executar o trecho de Salgueiro até Suape, precisaremos atrair antes as cargas e as obras de infraestruturas portuárias necessárias.
Foram justamente esses pontos os utilizados pela TLSA (empresa concessionária) para decidir só pela viabilidade econômica e financeira do ramal para o Porto de Pecém no Ceará, desistindo do trecho para Suape. Nos estudos técnicos, os volumes previstos de cargas a serem transportados pela ferrovia, basicamente minérios, só viabilizam um ramal e não dois, como inicialmente previstos.
Nesse contexto, entendemos que, para viabilizar o nosso ramal, temos que colocar Suape como ponto de partida do projeto. O Porto será determinante na viabilização de uma nova ferrovia, que poderá substituir a Transnordestina, em vista dos novos empreendimentos que trarão as cargas e as infraestruturas necessárias.
Foi assim no ciclo de crescimento a partir de 2007 – 2014, quando o Porto de Suape, pela sua localização geográfica e infraestruturas, teve um papel determinante para a atração dos grandes empreendimentos como a Refinaria, a Petroquímicasuape e a Fiat (Stellantis), entre outros. [Ler mais …]

















