
O risco calculado de Marília Arraes na disputa avulsa pelo Senado
A possibilidade de uma candidatura avulsa de Marília Arraes ao Senado ganhou contornos ainda mais robustos após o Datafolha apontá-la como líder isolada na disputa. A vantagem folgada não apenas confirma sua força eleitoral, como também muda completamente o patamar de risco associado a uma candidatura solo. Em um pleito com duas vagas em disputa, não se trata apenas de estar em primeiro: trata-se de estar confortavelmente dentro da zona de vitória. Com a distância que hoje separa Marília do restante do pelotão, cair do primeiro para o terceiro lugar — onde estaria fora do Senado — parece, neste momento, um cenário improvável.
Esse dado altera profundamente a equação estratégica. Quando uma candidata lidera com tamanha vantagem, a necessidade de uma estrutura partidária robusta se relativiza, sobretudo numa campanha de tiro curto, com apenas 45 dias. Em disputas majoritárias rápidas, candidatos já conhecidos e bem posicionados tendem a se beneficiar do tempo reduzido, pois adversários com baixa visibilidade encontram menos espaço para crescer. O curto prazo, portanto, joga diretamente a favor de Marília — uma figura com recall consolidado, discurso conhecido e eleitorado fiel. [Ler mais …]















