O PSL vivia uma situação extremamente desconfortável na disputa entre Daniel Coelho e Mendonça Filho, o primeiro contava com a relação com o vice-presidente nacional do partido, Antônio Rueda, para garantir o apoio ao seu projeto, enquanto Mendonça Filho conseguiu a promessa de Luciano Bivar de que teria o apoio do partido. A situação ficou tão complexa na oposição que qualquer que fosse o desfecho deixaria o PSL numa saia justa.
Ainda havia advogados da tese de junção com o PSB, o que igualmente seria complexo, pois contrariaria Daniel e Mendonça e ainda imputaria ao partido a pecha de fisiológico. Então o PSL tomou a decisão mais sábia a ser executada, que foi o lançamento da candidatura própria.
Certamente desagradou Mendonça e Daniel, e até mesmo o PSB, mas não deixou Bivar na difícil condição que ficaria quando optasse por um dos nomes na disputa. O lançamento de Carlos Andrade Lima foi de uma sagacidade extraordinária, uma vez que o PSL chama o feito a ordem, valoriza a sua importância conquistada em 2018 e apresenta uma alternativa diferente na capital pernambucana.
Isso dará ao partido o protagonismo necessário para pensar em projetos maiores em 2022, uma vez que até lá continuará com o representativo tempo de televisão e fundo eleitoral e partidário.
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