Coluna do blog desta sexta-feira

Eleição presidencial pode mexer na composição dos palanques em Pernambuco 

Na semana passada a oposição formada por Armando Monteiro, Bruno Araújo, Fernando Bezerra Coelho e Mendonça Filho anunciou o lançamento de apenas uma candidatura a governador e tudo ficou sinalizado para que Armando, líder nas pesquisas de intenção de voto, fosse o candidato da oposição. Porém, a situação pode mudar de figura se por exemplo Geraldo Alckmin, Rodrigo Maia e Michel Temer forem todos candidatos em outubro, o que necessitaria que Bruno Araújo ou o próprio Armando representassem o palanque de Alckmin como candidato a governador, Mendonça Filho daria palanque a Maia e Fernando Bezerra ficaria com a incumbência de dar palanque a Temer, o que por consequência imediata desmancharia o acordo proposto pela oposição.

No campo governista não é diferente, o PSB nacional decidiu que não formalizará aliança com nenhum presidenciável deixando a critério dos estados as alianças que forem pertinentes a cada realidade local. Diante do exposto, um alinhamento automático entre PSB e PT que estava sendo costurado poderá ser inviabilizado, caso o PT entenda que é melhor para o seu candidato presidencial a apresentação de Marília Arraes. No PDT não é diferente, pois os Queiroz podem ser obrigados a forjar um palanque para Ciro Gomes na eventualidade de Paulo Câmara apoiar outro presidenciável.

Ainda ficam à mercê de uma situação nacional o desfecho do PSL, que certamente terá que lançar candidato a governador para fortalecer Jair Bolsonaro, e a Rede Sustentabilidade, que deverá lançar Julio Lossio para governador no objetivo de dar palanque a Marina Silva. A depender do cenário dos presidenciáveis, poderemos ter mais do que três palanques em Pernambuco e isso certamente mexerá não só na construção dos palanques como na formação das chapas proporcionais.

Em 2006, pouca gente lembra mas haviam as pré-candidaturas de Inocêncio Oliveira, Sergio Guerra e Armando Monteiro, que acabaram sendo retiradas em prol de Eduardo Campos, Mendonça Filho e Humberto Costa, respectivamente. E quando houve essa definição de palanques, ainda havia um ensaio de união entre Eduardo e Humberto já no primeiro turno, fato que não se materializou e o resto todo mundo sabe como terminou. Portanto, depois de findado o prazo de filiações no próximo dia 7 de abril, o quadro local pode ter algum tipo de definição e que possa ser diferente do que está pré-acordado entre os atores estratégicos.

Desfecho – Um atento observador da cena política avalia que a querela envolvendo o MDB está próxima de um desfecho, pois ele acredita que Jarbas Vasconcelos, Raul Henry e Fernando Bezerra Coelho não manterão o cabo de guerra depois de 7 de abril quando termina o prazo de filiação partidária. Alguém vai terminar desistindo porque precisará da sobrevida eleitoral e política.

Candidatura – Este mesmo observador entende que não existe óbice para a escolha de Fernando Bezerra Coelho para disputar o governo se ele pegar o MDB somente depois de 7 de abril, porque como a oposição sinalizou por um chapão de deputado estadual e federal, a candidatura de Armando ou Fernando não teria necessidade de estruturar um partido do ponto de vista proporcional, portanto ele crê que FBC, diferentemente do que pensa a maioria, ainda está no jogo.

Favorito – O senador Armando Monteiro é favorito a ser o candidato da oposição porque além de ter um partido para chamar de seu, é líder nas pesquisas e lidera um grupo de deputados estaduais, federais, prefeitos e partidos que orbitam em torno do seu projeto. Como se não bastasse, é o preferido de Mendonça Filho e de João Lyra Neto, dois ex-governadores que certamente terão peso na hora da escolha.

Disposição – Assim como em Caruaru, quando se colocou à disposição para disputar qualquer cargo, o ministro da Educação, Mendonça Filho, durante a convenção do Democratas que lançou a pré-candidatura de Rodrigo Maia, disse que disputaria o cargo de governador, senador ou deputado federal, contanto que fosse o melhor para o projeto presidencial de Maia.

RÁPIDAS

Votação – O deputado estadual Rodrigo Novaes, que em 2014 atingiu 64.456 votos sendo o nono mais votado, deverá novamente ampliar sua votação nas eleições deste ano. Atuante, bom orador e presente nas bases, Rodrigo é um dos políticos mais promissores da Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Filiação – O deputado federal Marinaldo Rosendo oficializou a sua filiação ao Partido Progressista de Eduardo da Fonte nesta quinta-feira. Eleito pelo PSB, Marinaldo nunca se sentiu confortável no partido porque sua relação era com Eduardo Campos, agora no PP ele se sente em casa e está animadíssimo para renovar seu mandato.

Inocente quer saber – A decisão da primeira instância que favoreceu FBC será mantida pelo TJPE?

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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