O strike de Fernando Bezerra Coelho

Quem acha que as novidades na política pernambucana pararam com a ida de Fernando Bezerra Coelho para o PMDB com o objetivo de ser o candidato a governador do partido em 2018 está muito enganado.

Existem duas articulações em curso, que nem Maquiavel, Eduardo Campos e Sergio Guerra foram capazes de avaliar e colocá-las em prática.

Fernando está de olho na presidência nacional do PSB, cujo possível nome é o vice-governador Márcio França que assumirá o governo de São Paulo em 2018. O jogo consiste em desbancar Carlos Siqueira da presidência e levar o partido para Geraldo Alckmin.

Mas qual seria a conta em Pernambuco? Dissolver o diretório estadual e impossibilitar Paulo Câmara de disputar a reeleição, levando o PSB para compor a sua coligação, impondo uma desmoralização completa ao Palácio do Campo das Princesas.

E não para por aí. A conta é convencer Ana Arraes a sair do TCU para integrar o palanque de Fernando Bezerra Coelho como candidata ao Senado, a suplente de senadora, deputada federal ou até mesmo vice de Geraldo Alckmin. O espólio eleitoral de Eduardo Campos deixado para Paulo Câmara seria reduzido a pó caso se confirmasse esta movimentação, segundo uma fonte que pediu reserva.

Seria um strike em todo o PSB de Pernambuco. Vingança é um prato que se come frio.

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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