Blog Edmar Lyra

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 13 de janeiro de 2026

Coluna desta terça-feira

Foto: Divulgação

Federações no centro do embate entre João Campos e Raquel Lyra 

A disputa pelo Governo de Pernambuco entre João Campos e Raquel Lyra caminha para um cenário que vai muito além do embate direto entre dois projetos políticos antagônicos. Nos bastidores, o jogo pesado envolve as duas maiores federações partidárias do país: a União Progressista e a Brasil da Esperança. Juntas, essas federações reúnem cerca de 200 deputados federais, um peso político que, se alinhado a um único palanque estadual, pode ser decisivo para definir os rumos da eleição em 2026.

O tamanho dessa engrenagem explica por que Pernambuco entrou definitivamente no radar nacional. Para que essa convergência se concretize, no entanto, seria necessário um arranjo complexo: a indicação de Humberto Costa e Eduardo da Fonte para a chapa majoritária. A equação não é simples, pois envolve interesses locais, estratégias nacionais e, sobretudo, o posicionamento do Planalto. A recente declaração do deputado estadual João Paulo, admitindo que o PT pode caminhar com Raquel Lyra, apenas trouxe à luz algo que já circula com força nos corredores de Brasília: o desejo do governo federal de ter dois palanques em Pernambuco para o presidente Lula.

Essa estratégia, embora não seja inédita, carrega riscos claros. Ao mesmo tempo em que amplia a capilaridade eleitoral do presidente no estado, fragmenta a base e intensifica a disputa interna entre aliados históricos. João Campos, herdeiro político de Eduardo Campos e principal nome do PSB no Nordeste, trabalha para manter o campo progressista unido ao seu redor. Raquel Lyra, por sua vez, aposta no discurso de gestão, no diálogo institucional e na possibilidade de atrair setores do centro e até da esquerda pragmática, ampliando sua coalizão.

O fato concreto é que, caso as duas federações optem por um único projeto, o outro tende a sair significativamente fragilizado. Não se trata apenas de tempo de TV ou estrutura partidária, mas de musculatura política, articulação em Brasília e capacidade de financiamento e mobilização. Por isso, os próximos meses serão marcados por intensas rodadas de negociação, conversas reservadas e gestos públicos cuidadosamente calculados.

Tanto João Campos quanto Raquel Lyra sabem que o apoio — ou a neutralidade — dessas federações pode definir não apenas o resultado eleitoral, mas o desenho político de Pernambuco na próxima década. O tabuleiro está montado, as peças já se movimentam, e cada declaração passa a ser menos improviso e mais recado. A eleição ainda está distante, mas a disputa real já começou.

Recurso – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou nesta segunda-feira (12) um novo recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando que prevaleça o voto do ministro Luiz Fux, único a se posicionar pela absolvição durante a análise do mérito, com o objetivo de anular a condenação. Os advogados também pedem que o caso seja remetido ao plenário da Corte, reunindo os 11 ministros — atualmente reduzidos a dez em razão da vacância deixada por Luís Roberto Barroso. Apesar do pedido, Fux não participa da análise dos recursos, já que deixou a Primeira Turma a seu próprio requerimento.

Inspeção – O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, afirmou que o Banco Central concordou com a inspeção da Corte e irá liberar o acesso aos documentos relacionados à liquidação do Banco Master. A declaração foi feita após reunião, nesta segunda-feira (12), com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, em meio à repercussão da inspeção determinada pelo ministro Jhonatan de Jesus, que posteriormente recuou e encaminhou o caso ao Plenário do TCU, responsável por julgar os embargos apresentados pelo Banco Central na sessão marcada para quarta-feira (21), a primeira após o recesso.

Protagonismo – O presidente estadual do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, afirmou que o partido não aceitará ser “guarda-chuva de palanque” em 2026 e defendeu que a sigla atue como protagonista nas alianças eleitorais, destacando a prioridade da disputa pelo Senado como eixo central do projeto do partido no estado. Em entrevista à Rádio Folha, ele ressaltou que o PL terá candidatura própria ao Senado, podendo inclusive seguir de forma independente caso não haja espaço adequado em uma chapa majoritária, alinhado à estratégia nacional de ampliar a bancada para enfrentar o que classifica como perseguição política no STF. Anderson também projetou o crescimento do partido, com a meta de eleger oito deputados estaduais e cinco federais, defendeu uma postura clara dos candidatos ao governo em relação ao eleitor de direita e afirmou que o PL manterá o diálogo aberto, desde que tenha representatividade efetiva na composição da chapa.

Cassação – O Ministério Público Eleitoral de Pernambuco emitiu parecer favorável à manutenção da cassação dos mandatos do prefeito de Correntes, Edimilson da Bahia, e do vice-prefeito Demilton Medeiros Ximenes Junior, entendendo que a decisão de primeira instância deve ser preservada. Com a manifestação do MP, etapa obrigatória antes do julgamento em processos eleitorais, o caso segue agora para análise do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que decidirá se confirma a cassação ou se reverte a perda dos mandatos.

Apoios – O prefeito de São Lourenço da Mata, Vinicius Labanca, reafirmou nesta segunda-feira (12), por meio das redes sociais, apoio à pré-candidatura de Eriberto Filho a deputado estadual, encerrando especulações sobre uma possível disputa pessoal por uma vaga na Alepe, ao afirmar que “Eriberto Filho é o nosso deputado estadual e votaremos nele de novo em 2026”. A declaração consolida o alinhamento político no município, onde Labanca detém alta aprovação e forte influência eleitoral, e também define o apoio a Carlos Costa para a Câmara Federal, reforçando uma estratégia de articulação coletiva que projeta o prefeito como peça-chave na Região Metropolitana do Recife e aliado estratégico do prefeito do Recife e pré-candidato ao governo, João Campos, na construção de palanques para o próximo pleito.

Inocente quer saber – Existe mesmo alguma chance do PT marchar com a reeleição de Raquel Lyra?

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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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