
O deputado estadual Pastor Júnior Tércio (PP) fez um discurso na tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nesta quinta-feira (5). Na ocasião, comentou o caso do cantor Oruam, criticou a banalização da criminalidade, condenou o chamado “baile do inferninho” e defendeu dois projetos de lei de sua autoria voltados à proteção da ordem pública e de crianças e adolescentes.
Durante a fala, o parlamentar citou o caso do cantor Oruam como exemplo do que classificou como inversão de valores. Segundo Pastor Júnior Tércio, é inadmissível que artistas investigados por envolvimento com o crime e que fazem apologia à criminalidade tenham espaço em eventos financiados com dinheiro público. O deputado afirmou que esse cenário reforça a necessidade da aprovação do Projeto de Lei nº 2589/2025, de sua autoria, que veda o uso de recursos públicos para apoiar eventos voltados ao público infantojuvenil que promovam o crime organizado ou incentivem o consumo de drogas ilícitas.
Pastor Júnior Tércio também criticou os chamados “bailes do inferninho”, que, segundo ele, reforçam a cultura da violência, do consumo de drogas e da desordem, gerando insegurança e transtornos à população. Para enfrentar esse problema, o parlamentar destacou o Projeto de Lei nº 2822/2025, que proíbe a realização de eventos clandestinos e irregulares em todo o Estado, incluindo festas conhecidas como “pancadão”, “baile do inferninho” e “muvucão”.
Ao final, Pastor Júnior Tércio reforçou que os projetos não representam censura, mas responsabilidade com o dinheiro público e compromisso com a segurança das famílias pernambucanas.


