
Mesmo distante da minha terra, há raízes que o tempo e a distância não conseguem apagar. O frevo continua pulsando no coração de todo pernambucano de raiz, como lembrança viva das ladeiras de Olinda e das ruas vibrantes do Recife. É impossível falar do nosso carnaval sem reverenciar o Galo da Madrugada, que arrasta multidões e leva o nome de Pernambuco para o mundo. O frevo, os caboclos de lança e o Papa-Angu — figuras marcantes e tradicionais da nossa cultura — simbolizam a força, a criatividade e a alegria do povo pernambucano. O carnaval de Pernambuco é mais do que festa: é identidade viva, patrimônio cultural e orgulho que atravessa gerações e distâncias.
Radicado em Brasília há quase quarenta anos, não poderia deixar passar este período sem prestar minha homenagem a essa cultura que me formou. Nesta terça-feira de carnaval, celebro com emoção no Camarada Camarão, sob a administração do meu amigo pernambucano Eduardo Lira, ao lado da minha esposa Chris, companheira de todas as horas. Estou vestindo, com orgulho e pertencimento, a camisa de caboclo de lança — símbolo maior da tradição e da resistência cultural do nosso carnaval — presente do amigo Pedro Freitas, prefeito de Aliança. Entre brindes e lembranças, reafirmo que a distância não diminui o amor por Pernambuco. O frevo segue vivo na alma e no coração, mantendo acesa a chama de quem carrega suas raízes com orgulho. Viva o carnaval pernambucano, viva o frevo e viva Pernambuco!
Por Aristeu Plácido



