
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi preso nesta sexta-feira (3) durante uma operação conduzida pelos Estados Unidos, segundo anúncio oficial feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump. De acordo com a Casa Branca, Maduro foi capturado após uma ofensiva militar contra alvos estratégicos do regime venezuelano e retirado do país sob custódia de forças americanas.
Em pronunciamento, Trump afirmou que a operação teve como objetivo “encerrar um regime acusado de narcotráfico, repressão política e violações sistemáticas de direitos humanos”. O governo dos EUA não informou o local para onde Maduro foi levado, mas declarou que ele deverá responder a processos na Justiça americana.
A notícia provocou imediata reação internacional e agravou a crise diplomática na América Latina. O governo venezuelano não apresentou informações sobre o paradeiro do presidente, e a vice-presidente Delcy Rodríguez declarou que Caracas exige esclarecimentos formais por canais diplomáticos. Até o momento, o Palácio de Miraflores não confirmou quem assumirá interinamente o comando do país.
Maduro é alvo de acusações nos Estados Unidos relacionadas a narcotráfico, terrorismo e corrupção. Desde 2020, Washington mantém sanções severas contra integrantes do alto escalão do governo venezuelano e chegou a oferecer recompensas milionárias por informações que levassem à captura do presidente.
Governos da região acompanham a situação com cautela, temendo impactos diretos na estabilidade política e econômica da Venezuela. Organismos internacionais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a legalidade da operação nem sobre o status jurídico do líder venezuelano.
A prisão de Maduro marca um dos episódios mais graves da crise entre Estados Unidos e Venezuela e abre um novo capítulo de incerteza no cenário político latino-americano.



