
Os sinais de alerta para Lula em 2026
Os números das pesquisas presidenciais registradas e divulgadas em janeiro de 2026 revelam um padrão que merece atenção: embora Lula lidere a maioria dos cenários individualmente, ele perde na soma dos adversários em quase todos os levantamentos, especialmente quando a oposição aparece fragmentada em vários nomes do campo conservador. Levantamentos da Quaest e da 100% Cidades/Futura mostram Lula oscilando entre 35% e 38%, enquanto a soma dos demais candidatos frequentemente ultrapassa a marca de 50%. Trata-se de um dado estrutural, que vai além da liderança isolada e aponta para um eleitorado potencialmente convergente no segundo turno.
A leitura desse cenário ganha ainda mais densidade quando comparada à eleição de 2022, frequentemente citada como precedente. Naquele ano, Lula terminou o primeiro turno com 48,4% dos votos válidos, contra 43,2% de Jair Bolsonaro. No segundo turno, venceu por 50,9% a 49,1%, numa das eleições mais apertadas da história recente. O dado mais relevante, porém, está na evolução entre os turnos: Bolsonaro foi o candidato que mais cresceu em número absoluto de votos, incorporando cerca de 7 milhões, enquanto Lula cresceu pouco mais de 3 milhões. Ou seja, mesmo derrotado, foi Bolsonaro quem melhor capturou o eleitorado remanescente.
Um ponto central ajuda a explicar por que as simulações de segundo turno se mostraram pouco eficientes em 2022. À época, parte expressiva das candidaturas fora do eixo principal vinha do campo da centro-esquerda e da esquerda, como Ciro Gomes e Simone Tebet. Ainda assim, a transferência desses votos para Lula foi limitada, contrariando a expectativa de migração automática. As pesquisas de segundo turno projetavam uma vantagem confortável que não se confirmou nas urnas. A experiência mostrou que afinidade ideológica não garante transferência plena de votos — especialmente em ambientes de forte polarização e rejeição cruzada.
O cenário atual traz uma diferença crucial: os candidatos que hoje fragmentam o eleitorado não pertencem ao campo da centro-esquerda, mas sim a diferentes vertentes da direita e do conservadorismo, o que amplia a possibilidade de migração desses votos para um nome como Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Nesse contexto, o que inicialmente parecia uma eleição líquida, previsível e controlada para Lula começa a assumir contornos imponderáveis. A história recente recomenda cautela: pesquisas captam o momento, mas não substituem o comportamento real do eleitor quando a escolha se reduz a dois nomes — e, no Brasil, essa dinâmica tem se mostrado tudo menos linear.
Visita de Zema – O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato a presidente da República, esteve ontem no Recife para um encontro do Partido Novo. Durante o ato, o governador mineiro descartou ser candidato ao Senado e sinalizou o desejo de manter sua pré-candidatura até o fim.
Governo – Durante o encontro, o Novo não descartou a possibilidade de lançar o vereador Eduardo Moura ao governo de Pernambuco. O parlamentar vem se destacando na oposição ao prefeito João Campos e está cotado para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Presença – Durante o encontro do Novo, chamou atenção a presença da prefeita de Bezerros, Lucielle Laurentino. Filiada ao União Brasil, Lucielle ao participar do evento abriu margem para especulação de que ela poderá migrar para o Partido Novo em Pernambuco.
Apoio – O ex-deputado estadual Marco Aurélio e o vereador licenciado Marco Aurélio Filho oficializaram apoio à reeleição de Pedro Campos para a Câmara dos Deputados e de Rodrigo Farias para a Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Pré-candidato – O prefeito João Campos anunciou a pré-candidatura do vereador Rinaldo Júnior à Câmara dos Deputados pelo PSB. O parlamentar é tido como uma espécie de cão de guarda do prefeito na Câmara do Recife e foi convocado pelo pré-candidato a governador para tentar cadeira em Brasília.
Inocente quer saber – Qual o efeito político da caminhada de Nikolas Ferreira até Brasília?



