
A chapa da Frente Popular
Os últimos acontecimentos praticamente consolidaram a chapa que será apresentada pela Frente Popular em fevereiro, ao menos é o que dizem os aliados de João Campos. O movimento teria o prefeito do Recife como pré-candidato a governador, uma vez que os aliados dizem que não há mais nenhuma possibilidade de reviravolta, pois ele deixou avançar demais o projeto.
Na vaga de vice, a deputada federal Iza Arruda seria indicada a fim de uma dupla contemplação: a presença feminina na chapa majoritária e a presença do MDB, partido que detém significativo tempo de televisão. Enquanto para o Senado, João Campos teria Humberto Costa e Silvio Costa Filho como companheiros de chapa.
A ideia seria delimitar o time de Lula em Pernambuco, que teria Marília Arraes candidata a deputada federal pela Frente Popular. Esse movimento tende a se concretizar, pois os principais partidos da Frente Popular estariam contemplados e teria um claro alinhamento com o projeto do presidente Lula.
A construção do palanque ajuda a uma narrativa de nacionalização pela Frente Popular a fim de conter a robusta recuperação da governadora Raquel Lyra. Foi apostando na critica à chapa de Temer que o PSB garantiu a reeleição de Paulo Câmara em 2018. Agora, a ideia é fazer o Time de Lula para enfrentar o poderio da máquina de Raquel Lyra.
Avaliação – Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta terça-feira (13) mostra um cenário de equilíbrio na avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: 50% dos eleitores desaprovam o petista, enquanto 47% aprovam, diferença dentro da margem de erro de 2,2 pontos, com 3% indecisos. Na avaliação do governo, o conceito negativo prevalece, com 41,4% classificando a gestão como ruim ou péssima, contra 35% que a consideram ótima ou boa, além de 20,5% que avaliam como regular. Entre as áreas analisadas, a segurança pública aparece como o principal ponto de desgaste, com 48,7% de avaliação negativa, seguida pela economia (43,4% de ruim/péssimo), saúde (41,5%) e educação (39,1%), indicando um quadro de insatisfação majoritária e desafios consistentes para o Planalto ao longo de 2026.
Distanciamento – O discurso recente de Miguel Coelho marcou uma mudança clara de postura e evidenciou o distanciamento em relação ao prefeito do Recife, João Campos. A sinalização pública indica que a relação política entre ambos entrou em uma nova fase, afastando, ao menos por agora, qualquer perspectiva de reaproximação. No tabuleiro pernambucano, João Campos segue como liderança central, com forte capacidade de articulação.
Fora do jogo – O afastamento desse campo impõe a Miguel o desafio de reorganizar seu espaço político e avaliar com cautela os próximos movimentos em um cenário cada vez mais competitivo. Diante desse quadro, ganha força a leitura de que Miguel pode optar por não disputar um cargo majoritário em 2026. A decisão passa pela construção — ou não — de alianças e pela definição do momento mais adequado para voltar ao protagonismo eleitoral.
De saída – O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciou nesta terça-feira que deixará o cargo em abril para cumprir o prazo legal de desincompatibilização e se dedicar integralmente ao projeto eleitoral de 2026, quando pretende disputar uma vaga no Senado. Pré-candidato, ele afirmou estar preparado para representar Pernambuco após trajetória que inclui mandatos no Legislativo e passagem pelo Executivo, destacando o estímulo recebido do presidente Lula e a avaliação positiva do seu nome nas pesquisas como fatores que reforçam a viabilidade da candidatura, ao mesmo tempo em que ressaltou a satisfação com os resultados do ministério, especialmente o crescimento dos setores portuário e da aviação civil.
Inocente quer saber – O que efetivamente fez Miguel Coelho se distanciar de João Campos após sucessivas juras de amor?



