Blog Edmar Lyra

O blog da política de Pernambuco

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 29 de maio de 2025

Coluna desta quinta-feira

Foto: Janaína Pepeu/Secom

Com Paulo Câmara, Banco do Nordeste vira peça-chave em novo ciclo industrial da região

Nesta quarta-feira (28), em Salgueiro (PE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou um dos programas mais ambiciosos da sua gestão para o Nordeste: a Chamada Nordeste, iniciativa que prevê a liberação de R$ 10 bilhões em crédito para projetos industriais estratégicos voltados à inovação, sustentabilidade e desenvolvimento regional. Mas, mais do que uma promessa de governo, o que se viu foi a consolidação do protagonismo de Paulo Câmara, presidente do Banco do Nordeste (BNB), como figura central na execução da nova política industrial da região.

Ex-governador de Pernambuco, Paulo Câmara assumiu o comando do BNB com a missão de reposicionar o banco como instrumento estratégico de transformação econômica do Nordeste. E a Chamada Nordeste é, até aqui, sua principal vitrine. Foi Câmara quem detalhou o funcionamento do programa, articulou o apoio técnico e financeiro de instituições como BNDES, Finep, Caixa e Banco do Brasil, e quem estará à frente do comitê técnico que selecionará os projetos. Não é exagero dizer que o sucesso do programa passa diretamente pela atuação do BNB sob sua liderança.

“Com base nessa plataforma, vamos selecionar projetos e, já a partir de novembro, eles receberão recursos para estimular instalação de indústrias, data centers e outros negócios que irão gerar emprego e renda em nossa região”, afirmou Paulo Câmara durante o evento.

A escolha de Salgueiro para o anúncio não foi casual. A cerimônia coincidiu com a assinatura da ordem de serviço da EBI-3, no Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, que vai beneficiar 237 municípios em PE, CE, PB e RN. Crédito e infraestrutura caminham juntos — e Paulo Câmara, com sua experiência administrativa e seu trânsito político no Nordeste, surge como o condutor ideal para essa travessia.

Ao lado de Lula, Paulo Câmara deu mostras de que o Banco do Nordeste voltou a ser um banco de desenvolvimento, e não apenas um repassador de recursos. O presidente plantou a semente, mas é Câmara quem vai regar, podar e fazer crescer a nova industrialização nordestina. O sucesso da Chamada Nordeste, e do próprio governo Lula na região, dependerá cada vez mais de sua capacidade de articulação, agilidade e execução.

Transposição – Em Salgueiro, no Sertão pernambucano, a governadora Raquel Lyra e o presidente Lula autorizaram a duplicação da capacidade de bombeamento do Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco, obra que vai beneficiar cerca de 8 milhões de nordestinos com maior segurança hídrica. A ação, orçada em R$ 491,3 milhões, amplia a vazão de água para municípios de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, reforçando o compromisso do governo federal em combater a seca e promover o desenvolvimento regional.

Referência – Fernando Monteiro (Republicanos-PE) virou nome de destaque no Congresso Nacional quando o assunto é seguro. A convite da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o deputado tem participado de eventos internacionais, levando ao debate o uso do seguro em políticas públicas, especialmente no enfrentamento à crise climática. Em uma das agendas mais recentes, esteve ao lado da diretora executiva da COP30, Cristina Reis.

Críticas – O presidente do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, ironizou a visita de Lula ao estado, afirmando que o presidente chega após dois anos e meio de governo para anunciar investimentos em uma obra da transposição que, segundo ele, foi praticamente concluída por Bolsonaro. “A água chegou, mas cadê o desenvolvimento econômico prometido?”, questionou. Anderson criticou a demora, a falta de planejamento e alertou para o risco de desvios, como os registrados em gestões anteriores do PT. Sobre a mobilização de aliados em torno de Lula, provocou: “Quero ver amanhã quem vai carregar esse caixão.”

Inocente quer saber – Afinal de contas, quem foi determinante para a transposição, Lula ou Bolsonaro?

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 28 de maio de 2025

Coluna desta quarta-feira

Foto: Divulgação

A Lei Magnitsky e a possível sanção a autoridades brasileiras

Nas últimas semanas, voltou ao debate político e jurídico uma discussão delicada e inédita para o Brasil no cenário internacional: a possibilidade de sanções a autoridades brasileiras com base na Lei Magnitsky, notadamente ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. O tema, que inicialmente parecia improvável, ganhou força com o avanço de articulações no Congresso dos Estados Unidos e pressões de grupos ligados à direita brasileira e americana.

A Lei Magnitsky, criada originalmente nos EUA em 2012, foi idealizada como uma ferramenta de responsabilização internacional. Seu objetivo é aplicar sanções direcionadas — como o congelamento de bens, proibição de entrada em território americano e restrições financeiras — a indivíduos envolvidos em corrupção sistêmica ou violações graves dos direitos humanos. Trata-se de uma legislação extraterritorial: um país pode aplicar sanções a cidadãos de outros países, mesmo sem condenações locais, se entender que houve violação de princípios universais.

No caso brasileiro, o foco da discussão está na atuação de Alexandre de Moraes à frente de inquéritos no STF, especialmente os relacionados aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, à regulação das redes sociais e à suposta perseguição a opositores políticos. Críticos, incluindo parlamentares republicanos nos EUA, acusam Moraes de ultrapassar os limites constitucionais, com prisões preventivas extensas, bloqueio de contas em redes sociais e investigações sem o devido processo legal. Já o Procurador-Geral Paulo Gonet é apontado por omissão ou conivência ao endossar ou silenciar diante dessas ações. [Ler mais …]

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 27 de maio de 2025

Coluna desta terça-feira

Foto: Vinícius Schmidt

Humberto Costa vira fardo para 2026

Em 2026, Humberto Costa completará 16 anos consecutivos como senador por Pernambuco. Uma marca que, em vez de representar estabilidade e liderança consolidada, evidencia uma evidente fadiga de material. O tempo cobra seu preço, e a longevidade política sem renovação transforma experiência em desgaste. O cenário atual escancara essa realidade: o prestígio que Humberto um dia teve já não encontra mais a mesma ressonância popular ou estratégica.

O governo Lula, do qual Humberto é defensor de primeira hora, está enfraquecido, patina em meio a crises internas e não tem mais a força simbólica e política que outrora mobilizava Pernambuco. O lulismo que elegeu bancadas inteiras com facilidade agora enfrenta rejeição crescente, especialmente em setores do eleitorado que anseiam por alternativas mais pragmáticas e menos ideológicas.

A presença de Humberto na chapa majoritária, como nos mostra a experiência recente com Teresa Leitão e Danilo Cabral em 2022, não garante sequer a transferência orgânica do voto petista. Pior: carrega consigo o ônus da rejeição a um partido que muitos enxergam como parte de um sistema político cansado e ultrapassado.

E esse desgaste não é exclusividade do eleitorado. Entre os prefeitos — atores-chave em qualquer eleição majoritária — a insatisfação é ainda mais explícita. A maioria deles não nutre qualquer simpatia por nenhum dos dois senadores do PT. O motivo é direto: tanto Humberto quanto Teresa são percebidos como mais preocupados com os interesses do partido do que com os reais problemas de Pernambuco. A ausência de articulação eficaz, de diálogo constante e de resultados concretos em benefício dos municípios torna a relação cada vez mais fria e distante. Há, entre os gestores, um clamor por novas lideranças que tenham mais compromisso com a pauta municipalista e com o fortalecimento da bancada pernambucana no Senado.

Diante disso, nomes de centro ganham tração como alternativas viáveis e até mais competitivas para a disputa ao Senado. João Campos, jovem e estrategista, já se reposiciona com inteligência. Com o MDB em mãos, ele tem opções muito mais amplas e eficazes: Silvio Costa Filho (Republicanos), Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (Progressistas). Três nomes que, juntos, representam blocos partidários expressivos, com tempo de TV, capilaridade e força nacional.

A eventual saída de Humberto do páreo, longe de ser uma perda, equaliza o jogo e abre espaço para novas composições. João Campos, inclusive, ganha margem de manobra: pode ceder a vice ao PT — um gesto simbólico de aliança — sem sacrificar uma das vagas ao Senado, muito mais estratégicas para a montagem de um palanque competitivo.

O tempo de Humberto Costa no Senado pode estar chegando ao fim. E talvez, para o próprio PT e para Pernambuco, isso não seja exatamente uma má notícia. É hora de reoxigenar. A política, afinal, não é feita apenas de nomes antigos, mas de ciclos — e esse parece prestes a se encerrar.

Salgueiro – A visita do presidente Lula (PT) a Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, nesta quarta-feira (28), para assinar a ordem de serviço da ampliação das bombas do Eixo Norte da Transposição do São Francisco, promete ser palco de uma disputa política entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), ambos confirmados no evento. De olho na sucessão estadual de 2026, Raquel e João buscarão dividir os holofotes ao lado de Lula, cuja imagem segue como trunfo eleitoral no Estado. Nos bastidores, cresce a expectativa sobre qual palanque Lula escolherá em 2026, embora aliados como a senadora Teresa Leitão (PT) defendam que o presidente suba apenas com João Campos.

Posse imediata – A Justiça Eleitoral homologou nesta segunda-feira (26) o resultado da eleição suplementar em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, realizada em 4 de maio. A decisão, assinada pela juíza Clenya Pereira de Medeiros, confirma a vitória de Marcílio Regio (PP) e Lícia Maciel (PT) para os cargos de prefeito e vice-prefeita, respectivamente, e determina a posse imediata pela Câmara Municipal. Segundo o TRE-PE, todo o processo ocorreu dentro da legalidade, sem registro de impugnações, o que reforça a lisura e transparência do pleito.

Sanção – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (26) que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pode ser incluído em um “rol de possíveis sancionados” pelo governo dos Estados Unidos, após a PGR pedir a abertura de inquérito para investigar a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) no exterior. Eduardo está licenciado e mora nos EUA desde fevereiro. Flávio acusou Gonet de seguir o “veneno” do ministro Alexandre de Moraes, relator do pedido no STF, e classificou a medida como uma “perseguição” política, sugerindo que o Brasil vive um “estado de exceção”.

Inocente quer saber – Sem Humberto na disputa, quem são os favoritos para o Senado Federal em 2026?

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 26 de maio de 2025

Coluna desta segunda-feira

Foto: Divulgação

João Campos amplia protagonismo e se posiciona para 2026

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), tem dado passos firmes rumo à consolidação de seu nome como principal liderança política de oposição à governadora Raquel Lyra e seu provável adversário em 2026. Em um intervalo de poucos meses, acumulou vitórias estratégicas que reforçam sua musculatura política e o colocam como antagonista natural na disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026.

Duas vitórias recentes sintetizam esse avanço. A primeira foi em Goiana, com a eleição de Marcílio Régio, nome alinhado a João Campos, representando um importante avanço no interior. A segunda, de maior repercussão política, foi a permanência de Raul Henry na presidência estadual do MDB. Com isso, João conseguiu manter sob sua influência um dos partidos mais tradicionais do estado, dando demonstrações claras de que está disposto a vencer batalhas políticas que terão peso decisivo em seu projeto estadual.

Além disso, os últimos meses serviram para estreitar os laços com a federação União Progressista (formada por União Brasil e PP). Se por um lado o União Brasil já vinha sinalizando alinhamento com João Campos desde o início do ano, por outro, a reaproximação com Eduardo da Fonte, liderança do PP e dirigente da federação, facilitou a entrada da União Progressista no radar de alianças estratégicas. Com isso, João amplia seu arco de apoios e pode liderar uma frente ampla na sucessão estadual.

A equação que se desenha é ainda mais robusta ao lembrar que João Campos é gestor bem-avaliado, reeleito com a maior votação da história do Recife, assumirá esta semana a presidência nacional do PSB e aliado prioritário do presidente Lula em Pernambuco. A convergência dessas credenciais cria a chamada “tempestade perfeita” para a sua pré-candidatura ao Palácio do Campo das Princesas em 2026.

O cenário favorece não apenas sua pré-candidatura, mas também a construção de um projeto político de longo prazo. Com o MDB sob sua órbita e o fortalecimento de pontes com outros partidos, João se mostra não apenas apto, mas decidido a liderar o bloco político que pretende se contrapor à atual gestão estadual. Em um ambiente político marcado por disputas intensas, João Campos surge como o nome capaz de aglutinar apoios, superar resistências e liderar uma aliança com reais chances de vitória em 2026.

Candidatíssimo – O presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, não esconde de ninguém o desejo de ser candidato ao Senado Federal pela Frente Popular, no projeto liderado pelo prefeito João Campos. Ele além de trabalhar pela ida da União Progressista para o arco de alianças com João Campos, nutre uma relação de reciprocidade com o socialista, o que poderá ajudar na sua escolha para a Câmara Alta em 2026.

Álvaro Porto – O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, tem sido extremamente importante na construção do projeto de João Campos para a disputa do próximo ano. O chefe do legislativo estadual está bastante entusiasmado com o aliado, que diga-se de passagem, não fez objeções ao seu projeto quando tentou construir sua candidatura a presidente da Alepe, garantindo todos os votos do PSB ao atual presidente.

MDB – Além da atuação direta de João Campos, que foi determinante para o resultado, não se pode deixar de reconhecer o papel imprescindível do prefeito de Vitória de Santo Antão, Paulo Roberto, para que o MDB pudesse ficar nas mãos de Raul Henry e naturalmente mantê-lo na Frente Popular. O gestor vitoriense mostrou mais uma vez que quando entra num jogo, só entra pra ganhar.

Inocente quer saber – João Campos terá quantos partidos em sua coligação em 2026?

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Postado por Edmar Lyra às 20:11 pm do dia 24 de maio de 2025

A máquina partidária de João Campos para 2026

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), caminha para consolidar uma das maiores alianças políticas do estado em sua possível candidatura ao governo de Pernambuco em 2026. A vitória de Raul Henry na disputa interna do MDB neste sábado (24) fortaleceu o entorno político de Campos e ampliou sua margem de articulação com os principais partidos da cena nacional.

Com o apoio de siglas como a federação PT–PCdoB–PV, União Brasil–PP (que integram a chamada União Progressista), MDB, Republicanos e PDT, João Campos reúne agora uma coalizão que, somada, representa 294 dos 513 deputados federais — aproximadamente 57% da Câmara dos Deputados. Esse respaldo não apenas reforça o poder de mobilização de Campos, como também garante à sua possível candidatura a maior fatia do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.

Os números são significativos: juntos, esses partidos teriam direito a cerca de 6 minutos e 43 segundos de um eventual bloco de 10 minutos de propaganda — um tempo de exposição considerado decisivo em disputas majoritárias. A força da coligação transcende o aspecto formal e reflete o esforço de Campos em construir uma frente política de centro e centro-esquerda, com apelo popular e capilaridade nacional.

Nas redes sociais e em eventos internos, lideranças dessas legendas já sinalizam alinhamento com o projeto. O próprio Raul Henry, reeleito presidente do MDB estadual, declarou publicamente apoio à candidatura de João Campos ao Palácio do Campo das Princesas. A movimentação é vista como contraponto à governadora Raquel Lyra (PSD), que também se articula para a reeleição.

Além da base partidária, Campos conta com o prestígio de sua gestão na capital e com a interlocução com o governo federal, especialmente junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), parceiro de primeira hora na aliança nacional entre PT e PSB. A expectativa é de que esse conjunto de apoios seja formalizado nos próximos meses, com foco em uma candidatura que una força política, tempo de mídia e base parlamentar sólida.

Caso confirmada, a postulação de João Campos ao governo de Pernambuco terá como trunfo não apenas sua popularidade no Recife, mas a robusta máquina política que começa a se desenhar em torno de seu nome.

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Postado por Edmar Lyra às 18:28 pm do dia 24 de maio de 2025

Após vitória no MDB, grupo de Raul Henry sela aliança com João Campos e projeta 2026

Foto: Divulgação

Logo após a reeleição de Raul Henry para a presidência do MDB de Pernambuco, neste sábado (24), aliados do dirigente e do prefeito do Recife, João Campos (PSB), se reuniram em clima de comemoração para celebrar a vitória e reafirmar os laços políticos entre os dois grupos. O encontro foi marcado por discursos de unidade, confraternização e sinalizações claras de que o partido seguirá alinhado ao projeto liderado por Campos com vistas às eleições de 2026.

O próprio João Campos usou as redes sociais para parabenizar os aliados. “O MDB segue alinhado com sua história e com suas convicções. Pernambuco e Recife ganham com isso. Parabéns Raul, Paulo e Adriana!”, escreveu, referindo-se a Raul Henry, ao prefeito de Vitória de Santo Antão, Paulo Roberto, e a Adriana Vasconcelos, filha do ex-senador Jarbas Vasconcelos, mas integrante do grupo vitorioso.

Durante o evento, Raul Henry foi direto ao reforçar o apoio ao projeto político de João Campos: “Temos uma aliança com o PSB, uma aliança de lealdade, de reciprocidade e parceria. Quero dizer explicitamente o apoio a João Campos para governador de Pernambuco”. A fala foi recebida como um recado claro de que o MDB, sob sua liderança, caminhará junto com o PSB no processo sucessório estadual.

A reeleição de Henry com 65 votos contra 49 de Jarbas Vasconcelos Filho não apenas assegura sua permanência no comando da legenda, como também fortalece o campo político de João Campos, que já articula alianças com partidos como o PT e a federação União Brasil–Progressistas. A costura visa consolidar uma frente ampla em 2026, quando Campos deve disputar o governo do estado.

Do lado derrotado, o clima foi de cautela e frustração. Jarbas Filho, que lidera uma ala dissidente do MDB e é adversário político de João Campos, questionou a antecipação de apoio. “Você não pode falar de apoio para a eleição de 2026 sem escutar a base do partido”, afirmou, revelando a tensão interna que deverá persistir nos próximos anos.

Com a vitória, o MDB caminha para ser peça central no projeto político de João Campos. Mas a disputa interna mostra que a legenda seguirá como um terreno de embates estratégicos até a consolidação das candidaturas para 2026.

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Postado por Edmar Lyra às 17:24 pm do dia 24 de maio de 2025

Eduardo da Fonte nega insatisfação com Suape e elogia Armando Bisneto

Foto: Divulgação

O deputado federal Eduardo da Fonte negou que estivesse insatisfeito com a nomeação de Armando Bisneto para a presidência de Suape, muito pelo contrário. Ele elogiou Bisneto e seu pai, o ex-senador Armando Monteiro, e afirmou que em breve fará uma visita ao presidente de Suape, que está fazendo um excelente trabalho.

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Postado por Edmar Lyra às 14:54 pm do dia 24 de maio de 2025

A razão do diálogo de Eduardo da Fonte com João Campos

Foto: Divulgação

Muita gente não entendeu a reaproximação do presidente estadual da União Progressista, Eduardo da Fonte, com o prefeito João Campos. Uma vez que o PP é o principal pilar de sustentação da governadora Raquel Lyra. Mas há uma razão determinante. A governadora decidiu dar Suape ao ex-senador Armando Monteiro, que não agregava nenhum partido a ela. Mesmo tendo outros espaços, Eduardo não gostou da falta de critério da governadora para formar sua equipe.

Então  a governadora está correndo o risco de perder a federação União Progressista para o prefeito João Campos, que ganhou o MDB, tem o Republicanos e deverá consolidar as federações do PT e do PP em seu palanque em 2026.

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Postado por Edmar Lyra às 14:41 pm do dia 24 de maio de 2025

A chapa de João Campos

Foto: Divulgação

Não foi apenas o deputado estadual Jarbas Filho que perdeu a eleição do MDB. Outros atores foram derrotados nesta disputa. Um deles é o senador Humberto Costa, que apesar de integrar o PT, não será determinante para o prefeito João Campos, uma vez que a relação deles não é boa.

Nos bastidores, já se falam numa possível chapa liderada por João Campos tendo Eduardo da Fonte pela federação União Progressista e Silvio Costa Filho como senadores, este que poderá ter o apoio do MDB no avanço da federação com o Republicanos. Ao PT de Humberto Costa, caberia uma vice, que poderia ser Márcia Conrado. A equação está montada.

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Postado por Edmar Lyra às 13:32 pm do dia 24 de maio de 2025

Vitória de Raul Henry no MDB reforça influência de João Campos e amplia articulação para 2026

Foto: Divulgação

A reeleição de Raul Henry à presidência estadual do MDB de Pernambuco, neste sábado (24), representou mais do que a continuidade de uma liderança: consolidou a força política do prefeito do Recife, João Campos (PSB), dentro de uma das siglas mais estratégicas do estado. Com 65 votos contra 49 do adversário Jarbas Vasconcelos Filho, Henry garantiu mais um mandato à frente do partido, ampliando a aliança entre o MDB e o campo político liderado por Campos.

Ligado historicamente ao grupo jarbista, Raul Henry se alinhou nos últimos anos ao projeto político do PSB, especialmente após a ascensão de João Campos à Prefeitura do Recife. A vitória neste sábado, portanto, não foi apenas pessoal — foi também uma vitória política do prefeito, que amplia sua influência em um partido com forte presença institucional, sobretudo na Câmara dos Deputados.

João Campos, que é filiado ao PSB, já articula uma ampla frente de apoio para as eleições de 2026, na qual o MDB é peça fundamental. O prefeito também conta com o apoio do PT e negocia com outros partidos, incluindo a federação União Brasil–Progressistas, buscando construir uma base sólida que lhe permita disputar a eleição do próximo ano com folga.

A eleição interna no MDB foi marcada por um ambiente de disputa acirrada, troca de acusações e forte simbolismo. Jarbas Filho, com o apoio explícito do pai, o ex-senador Jarbas Vasconcelos, tentou reposicionar o partido e se aproximar do grupo da governadora Raquel Lyra (PSD), mas não conseguiu reverter o capital político acumulado por Henry ao longo de seus dez anos à frente da legenda.

A vitória de Raul Henry consolida o MDB como um dos pilares da aliança liderada por João Campos em Pernambuco. Com o comando do partido garantido, o prefeito do Recife fortalece sua posição como principal articulador do campo progressista no estado, mirando a disputa pelo governo de Pernambuco. A eleição deste sábado, longe de ser um evento isolado, foi mais uma peça no tabuleiro da sucessão estadual.

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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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