Blog Edmar Lyra

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Postado por Edmar Lyra às 0:00 am do dia 5 de janeiro de 2026

Coluna desta segunda-feira

Foto: Reprodução

Maduro, a fraude eleitoral e o colapso de um regime sem legitimidade

A captura de Nicolás Maduro pelo governo dos Estados Unidos marca um dos episódios mais controversos da política internacional recente, mas não pode ser analisada de forma isolada ou desconectada da trajetória autoritária que o líder venezuelano construiu ao longo de mais de uma década no poder. O episódio é consequência direta de um regime que se esvaziou politicamente, corroeu suas instituições e perdeu, aos olhos do mundo, qualquer lastro de legitimidade democrática.

Desde que assumiu a Presidência em 2013, Maduro aprofundou um modelo de poder baseado na concentração institucional, na repressão à oposição e no uso do Estado como instrumento de sobrevivência política. Esse processo atingiu seu ponto mais sensível quando o sistema eleitoral venezuelano passou a ser amplamente denunciado como viciado, manipulado e sem garantias mínimas de transparência, tanto por observadores internacionais quanto por setores da própria sociedade civil do país.

Eleições marcadas por exclusão de candidatos, inabilitação arbitrária de lideranças oposicionistas, controle do Judiciário e do Conselho Nacional Eleitoral e uso da máquina pública para favorecer o regime colocaram em xeque não apenas resultados específicos, mas o próprio princípio do voto como instrumento de alternância de poder. Ao insistir em processos eleitorais desacreditados, Maduro selou a ruptura definitiva entre seu governo e qualquer noção de democracia funcional.

A fraude eleitoral não foi um detalhe; foi o elemento central que acelerou o isolamento do regime. Ao se manter no poder por meio de eleições questionadas, Maduro perdeu o reconhecimento político de parte significativa da comunidade internacional e aprofundou a desconfiança interna. A consequência foi uma Venezuela sem canais institucionais legítimos para resolver seus conflitos, empurrando a crise para um impasse permanente.

Somado a isso, o colapso econômico — hiperinflação, escassez de alimentos, colapso dos serviços públicos e uma migração em massa que atingiu milhões de venezuelanos — expôs a falência administrativa do chavismo sob Maduro. Um país rico em petróleo foi transformado em território de emergência humanitária, enquanto o regime se fechava ainda mais, respondendo a críticas com repressão e censura.

Nesse contexto, a captura de Maduro pelos Estados Unidos não pode ser vista apenas como uma ação externa agressiva, mas como o desfecho de um processo em que o próprio líder venezuelano eliminou, deliberadamente, as saídas internas e pacíficas para a crise. Ao viciar eleições, criminalizar adversários e governar sem legitimidade, Maduro esgotou as alternativas institucionais que poderiam ter evitado uma ruptura dessa magnitude.

Isso não isenta os Estados Unidos de questionamentos sobre legalidade internacional, soberania e precedentes perigosos. Mas é preciso reconhecer que a erosão do Estado venezuelano começou muito antes de qualquer intervenção externa. Foi resultado direto de um projeto de poder que trocou o voto pela fraude, o diálogo pela força e a democracia pela sobrevivência autoritária.

O desafio que se impõe agora é reconstruir a Venezuela a partir de bases legítimas, com eleições livres, instituições independentes e respeito à vontade popular — exatamente o que o regime Maduro se recusou a permitir.

Condições – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (4) que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, “pagará um preço muito alto” caso não tome “as decisões certas”, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou que Washington avaliará a nova liderança venezuelana por suas ações, mantendo instrumentos de pressão — incluindo sanções, uma “quarentena” militar e condicionantes sobre o setor petrolífero — para combater narcotráfico, conter fluxos criminosos e proteger interesses americanos, ao mesmo tempo em que classificou como prematuras as discussões sobre eleições e indicou que o foco imediato é exigir mudanças políticas após a captura de Nicolás Maduro.

Defesa – O deputado federal Coronel Meira (PL), presidente do PL Recife, divulgou nota em que defende a condução do partido em Pernambuco diante de questionamentos sobre a propaganda partidária com Anderson Ferreira, presidente da legenda no estado, afirmando atuar alinhado às diretrizes da direção nacional, destacando a postura de equilíbrio e maturidade política adotada pela sigla, elogiando a liderança de Anderson no fortalecimento das pautas conservadoras e bolsonaristas, a preservação responsável da imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro e reforçando a necessidade de cautela para evitar tensões internas e manter a unidade do PL em Pernambuco.

Apoio em dobro – O prefeito de São José do Egito, Fredson Brito, promoveu um ato político em sua residência reunindo lideranças, aliados e apoiadores para apresentar oficialmente o deputado estadual Gustavo Gouveia, pré-candidato à reeleição, e Marcelo Gouveia, pré-candidato a deputado federal, em um movimento que reforçou o grupo político governista no município e ampliou o arco de apoios ao projeto liderado pelo prefeito, com adesões de vereadores, ex-vereadores, suplentes, ex-gestores e lideranças comunitárias, simbolizando o alinhamento da gestão municipal com as pré-candidaturas e a defesa de uma união política voltada à atração de investimentos e ao fortalecimento de São José do Egito.

Emprego – O município de Serra Talhada encerrou novembro com saldo positivo de 100 novas admissões e a criação de 367 postos de trabalho, alcançando o segundo melhor desempenho para o mês em sua história, segundo dados do Novo Caged, resultado que confirma a tendência de crescimento do emprego ao longo de 2025 e reflete, segundo a prefeita Márcia Conrado, os investimentos em qualificação profissional, como o programa Qualifica Serra, além de políticas de estímulo ao desenvolvimento econômico, que já levaram o município a acumular 4.438 admissões no ano, um recorde histórico.

Inocente quer saber – Quais serão os próximos passos para restabelecer a democracia na Venezuela?

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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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