Música do dia – A morte do vaqueiro

“A Morte do Vaqueiro” é uma música popular brasileira composta por Luiz Gonzaga e Nelson Barbalho. Lançada em 1963, a canção narra a história trágica de um vaqueiro que, após perder o seu amor, decide tirar a própria vida.

A música retrata a melancolia e a solidão do vaqueiro, que se sente desamparado após o fim de seu relacionamento. Ele se encontra em um estado de profunda tristeza e desespero, não vendo sentido em continuar vivendo. A narrativa poética e emotiva de “A Morte do Vaqueiro” expressa os sentimentos de abandono e angústia vivenciados pelo protagonista.

A melodia da música, assim como a interpretação única de Luiz Gonzaga, contribuem para transmitir a intensidade emocional da história. “A Morte do Vaqueiro” é uma das composições mais conhecidas e emocionantes do repertório de Luiz Gonzaga, destacando-se pela sua capacidade de evocar os sentimentos mais profundos do ouvinte. A música também é uma homenagem ao  vaqueiro Raimundo Jacó, primo de Luiz Gonzaga, brutalmente assassinado naquele ano, e que daria início a uma das tradições culturais e religiosas mais importantes de Pernambuco, que é a Missa do Vaqueiro em Serrita.

A música tornou-se um clássico da música nordestina e influenciou gerações de artistas. Ela aborda temas universais como o amor perdido, a solidão e a dor emocional, tocando o coração de quem a escuta. “A Morte do Vaqueiro” é um exemplo da rica e diversa trajetória musical de Luiz Gonzaga e do seu legado na cultura brasileira.

Confira a letra da música:

Ei, gado, oiEi
Numa tarde bem tristonhaGado muge sem pararLamentando seu vaqueiroQue não vem mais aboiarNão vem mais aboiarTão dolente a cantar
Tengo, lengo, tengo, lengoTengo, lengo, tengoTengo, lengo, tengo, lengoTengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
Bom vaqueiro nordestinoMorre sem deixar tostãoO seu nome é esquecidoNas quebradas do sertãoNunca mais ouvirãoSeu cantar, meu irmão
Tengo, lengo, tengo, lengoTengo, lengo, tengoTengo, lengo, tengo, lengoTengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
Sacudido numa covaDesprezado do senhorSó lembrado do cachorroQue inda chora a sua dorÉ demais tanta dorA chorar com amor
Tengo, lengo, tengo, lengoTengo, lengo, tengoTengo, lengo, tengo, lengoTengo, lengo, tengo
Ei, gado, oiEi

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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