
O deputado Celso Sabino, cotado para substituir a ministra do Turismo, Daniela Carneiro, criticou a nomeação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil em 2016. Na ocasião, ele afirmou que a indicação era uma estratégia do Partido dos Trabalhadores para garantir foro privilegiado a Lula, que já era investigado pela Operação Lava Jato. O deputado apagou a publicação após a divulgação da informação pelo Estadão.
Com a nomeação de Lula como ministro, ele passaria a ter foro privilegiado e seria julgado pelo Supremo Tribunal Federal, escapando da investigação da Lava Jato na primeira instância. No entanto, essa situação durou pouco, pois a decisão foi suspensa pelo ministro do STF, Gilmar Mendes, e o processo contra Lula foi devolvido à Vara Federal de Curitiba.
A possível indicação de Sabino para o ministério do Turismo não seria a primeira nomeação de críticos do passado ao governo atual. No entanto, declarações menos duras já levaram ao veto de indicados a cargos na gestão atual.
Celso Sabino é deputado federal pelo Pará, filiado ao União Brasil, e já apoiou diversos candidatos em eleições passadas, incluindo Lula, Dilma, Aécio Neves, Geraldo Alckmin e Soraya Thonicke. Ele se elegeu pela primeira vez em 2011 como suplente de deputado estadual, passou pelo PSDB e migrou para o União Brasil após conflitos internos no partido. Em 2022, foi reeleito para a Câmara dos Deputados.
A nomeação para o Ministério do Turismo está sendo alvo de pressão por parte do Centrão e do União Brasil. A reportagem entrou em contato com a Presidência da República para obter posicionamento sobre a nomeação e os posicionamentos do deputado, mas ainda não obteve resposta.



