
A estratégia mais combativa do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, vem reposicionando seu nome no debate nacional e ampliando sua presença para além do eixo Sul-Sudeste. Com discurso firme contra decisões do Supremo Tribunal Federal, aliado à defesa de privatizações, eficiência do Estado e ao histórico de gestão apresentado durante seus dois mandatos em Minas Gerais, Zema começa a romper a bolha política tradicional e se consolidar como uma alternativa competitiva no campo da direita.
Os números ajudam a explicar esse movimento. Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país, com cerca de 16,4 milhões de eleitores, mais de 10% do eleitorado nacional. Já Pernambuco aparece como o sétimo maior colégio eleitoral, com aproximadamente 7 milhões de eleitores, representando cerca de 4,5% do total do Brasil o que reforça o papel estratégico do estado na disputa presidencial. Nesse contexto, há uma tendência de sinergia: o crescimento de Zema fortalece o projeto local e, ao mesmo tempo, um desempenho competitivo em Pernambuco pode ampliar sua projeção nacional.
No estado, o Partido Novo vem sendo estruturado e fortalecido de forma consistente sob a liderança de Teles, que integra o partido desde 2019 e, há muito tempo, levanta suas bandeiras do liberalismo de forma consciente, ainda quando a legenda não tinha tanta expressão. Nesse período, Teles tem sido peça central na organização e expansão do partido em Pernambuco.
A estratégia é clara: organização interna, chapas completas e fortalecimento de lideranças locais. Destacam-se nomes como Eduardo Moura, puxador da chapa federal; Felipe Alecrim, pré-candidato a deputado federal; Renato Antunes, que deixou o PL e disputará a reeleição pelo Novo; e Carlos Sant’Anna, apresentado ao Senado além de outros nomes competitivos que já se apresentaram candidatos pelo Novo, compondo um projeto que amplia a presença do partido e dá palanque ao nome de Zema no estado.
Nesse cenário, o nome de Teles foi apresentado de forma natural como pré-candidato a deputado estadual, considerando que disputou a Prefeitura do Recife nas últimas eleições e liderou uma chapa que elegeu dois vereadores, reforçando sua capacidade de articulação política. Consolidando-se como elo entre o crescimento nacional de Zema e a expansão do Novo em Pernambuco, Teles representa, no estado, a tradução local desse projeto.
Com chapas estruturadas, presença em diversas cidades e um trabalho de base construído ao longo dos últimos anos, o Novo chega a 2026 com expectativa de crescimento consistente em Pernambuco. Internamente, projeta-se não apenas o atingimento da cláusula de barreira em nível nacional, mas também a ampliação da representação no estado, com potencial para eleger mais de um deputado federal e mais de dois deputados estaduais.
O Partido Novo conta hoje com cinco deputados federais, um senador, dezenas de prefeitos e centenas de vereadores em todo o país. Nesse contexto, independentemente do avanço nas pesquisas seja com Romeu Zema levando sua pré-candidatura à Presidência até o fim ou compondo como vice de Flávio Bolsonaro em uma eventual aliança nacional o projeto tende a fortalecer o partido como um todo no Brasil. A expectativa é que o Novo saia mais robusto do processo eleitoral, e Pernambuco terá, sem dúvida, um papel relevante nesse cenário.


