O erro do voto nulo

A oposição, composta pelos ex-candidatos Mendonça Filho, Alberto Feitosa, Priscila Krause e Patrícia Domingos, sofreu uma dupla derrota neste domingo porque a tese defendida por eles de abstenção, anular ou votar em branco não foi aceita pelo seu eleitorado.

A tese era uma aberração, pois pregar abstenção é uma das maiores covardias da política. Não dá para defender que o eleitor se abstenha do voto e depois cobrar do eleito qualquer coisa, pior, os quatro muito provavelmente serão candidatos a deputado em 2022, e a dúvida agora é se eles novamente irão pregar voto nulo daqui a dois anos, ou se irão mudar de ideia porque estarão concorrendo no pleito.

Era preciso respeitar a maioria, e a maioria preferiu João Campos e Marília Arraes no segundo turno. A oposição não foi ao segundo turno porque se fragmentou em diversas candidaturas, criando confusão na cabeça do eleitor, e por culpa exclusiva da própria oposição, o segundo turno foi entre PT e PSB. Por isso, os quatro foram duplamente derrotados neste domingo.

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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