Madalena Britto: a prefeita e o ser humano

Madalena Britto, prefeita de Arcoverde, que já finaliza seu segundo mandato neste ano, sempre foi vista como um ser humano muito equilibrado e de um bom coração, mas, por traz de tudo isso, existe também uma gestora sábia e acertiva. E assim tem sido as ações da prefeita Madalena em seu último ano de mandato.

A pandemia do novo Coronavírus não chegou sozinha a Arcoverde, junto a ela vieram as águas de março em volumes estravagantes para a época e para a antiga estrutura hídrica da cidade, que entrou em estado de calamidade pública.

Ruas destruídas, galerias de esgoto entupidas, desmoronamentos de residências e ameaça de rompimentos de barragens na zona rural, além da quantidade de água e lama que invadiram boa parte do comércio no centro da cidade.

Com esse tanto de problemas, Madalena tomou algumas decisões árduas, porém muito inteligentes.

A primeira delas foi não anunciar seu candidato a sucessão enquanto a pandemia não estiver sob controle. A oposição fez disso uma farra e espalhou ironias nas redes sociais, interpretando a atitude como uma fraqueza política, porém, Madalena justifica: “não é justo fazer pré-campanha em uma época como essa, onde muitas vidas estão em risco. Se eu tivesse anunciado um candidato, toda e qualquer ação da prefeitura nesse momento seria julgada por essa mesma oposição como tendenciosa, e é uma exigência minha que as atenções continuem como sempre foram: igualitárias para todos os arcoverdenses”.

Outra atitude de grandeza da prefeita foi não se afastar do cargo por conta da pandemia, alegando que a sua idade lhe coloca no grupo de risco, e transferir essa responsabilidade para o seu vice Welinton Araújo. Mas ela não fez assim e enfatizou que “desde criança tem um alto senso de responsabilidade. O coronavírus é algo novo, não sabemos que tipo de impacto terá em nosso município. Eu confio muito em Welinton Araújo e estamos trabalhando na linha de frente, juntos com a nossa equipe. Quero gerir de perto o atendimento às famílias desabrigadas pelas chuvas, a distribuição de cestas básicas, a reposição dos calçamentos e desobstrução de galerias, e, especialmente, as ações da saúde, como a formação do Comitê Gestor da Crise, até a transformação da UPA Dia em um Hospital de Campanha.”

Sobre o grupo de risco, tenho tomado os cuidados básicos, mas não deixarei de trabalhar porque, na minha cabeça, tenho um só pensamento: “se eu tiver que arriscar a minha vida para proteger a maioria dos arcoverdenses, assim eu farei”.

Diante do cenário que vimos nos últimos meses, podemos avaliar a diferença entre políticos profissionais e seres humanos a serviço da política. A Prefeita resume seu posicionamento nesta fala: “em Arcoverde existem pessoas que dizem querer fazer Arcoverde voltar a sorrir, mas, na hora em que as pessoas estão chorando, elas desaparecem. Eu quero estar junto das pessoas, no riso ou na dor”.

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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