A nova pesquisa DataTrends para o Governo da Bahia mostra uma disputa bastante equilibrada entre ACM Neto e o governador Jerônimo Rodrigues, com diferenças que variam de acordo com o formato da pergunta. No cenário espontâneo, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, ACM Neto aparece com 20% das intenções de voto, enquanto Jerônimo Rodrigues registra 18%. O dado também evidencia um elevado grau de indefinição do eleitorado: 61% não souberam ou não responderam.
No cenário estimulado, com os nomes dos candidatos apresentados, ACM Neto alcança 43%, contra 41% de Jerônimo Rodrigues. Os demais nomes testados ficam em patamares residuais, enquanto 8% não souberam ou não responderam e 5% declararam voto em branco, nulo ou nenhum candidato. O resultado, portanto, apresenta uma diferença de apenas dois pontos percentuais entre os dois principais concorrentes, dentro de uma pesquisa cuja margem máxima de referência é de 2,83 pontos percentuais.
No eventual segundo turno entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, o cenário também aparece apertado. Jerônimo registra 46% das intenções de voto, enquanto ACM Neto chega a 43%. Outros 7% afirmam voto em branco, nulo ou nenhum candidato, e 4% não souberam ou não responderam. O levantamento, portanto, aponta um segundo turno sem uma vantagem ampla para nenhum dos dois nomes testados.
O potencial de voto acrescenta outra dimensão à fotografia eleitoral. ACM Neto aparece com 29% de eleitores que afirmam que votariam nele com certeza, 21% que poderiam votar e 43% que dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Jerônimo, por sua vez, tem 21% de voto certo, 27% de eleitores que poderiam votar nele e 46% que rejeitam seu nome. Os números mostram, assim, que os dois candidatos possuem parcelas relevantes de eleitores dispostos a considerá-los, ao mesmo tempo em que também enfrentam níveis expressivos de rejeição.
Na avaliação do governo estadual, Jerônimo Rodrigues registra 54% de aprovação contra 45% de desaprovação, com 1% de entrevistados que não souberam ou não responderam. O resultado coloca a avaliação positiva da gestão acima da negativa, embora a diferença seja relativamente estreita.
A pesquisa foi realizada entre 15 e 17 de agosto, com 1.200 entrevistas e margem máxima de referência de 2,83 pontos percentuais, considerando nível de confiança de 95%.


