
A transição tributária brasileira trará uma mudança drástica na tesouraria do setor produtivo e nas relações com o setor público: a limitação do fluxo de caixa. Hoje, a janela entre o faturamento e o pagamento das guias de impostos garante às empresas um fôlego de 15 a 45 dias com os valores retidos em conta. Com o início operacional previsto do split payment no ano de 2027, essa liquidez cai a zero no segundo exato de cada transação. Para debater essa e outras transformações, o escritório Santiago & Carrilho Advogados realiza, em parceria com a Moura Dubeux, um almoço executivo no próximo dia 20 de agosto de 2026, no restaurante Solar do Douro (JCPM Trade Center).
O evento reunirá um grupo seleto de 25 lideranças empresariais para discutir o funcionamento do split payment, a gestão estratégica de créditos de IBS e CBS e os reflexos econômicos do provável fim da escala 6×1. O novo mecanismo promete revolucionar a gestão de liquidez a partir de 2027, momento em que a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) entra em vigor de forma plena.
A adequação exige ações imediatas já no ano de 2026, período reservado para homologações com alíquotas simbólicas de 0,9% para a CBS e 0,1% para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). As empresas e entidades do setor público precisarão promover a integração tecnológica de seus sistemas de gestão (ERPs), pontos de venda e plataformas de compras governamentais. Além disso, pela lógica da não cumulatividade plena do novo IVA Dual, a liberação dos créditos fiscais para a compradora estará diretamente condicionada ao recolhimento do tributo na ponta anterior, transformando a conformidade fiscal dos fornecedores em variável crítica de risco operacional.
Para o sócio do escritório, Fábio Santiago, o momento exige planejamento antecipado do empresariado para evitar problemas de caixa na transição. “O split payment representa um grande impacto na gestão financeira corporativa no Brasil. A empresa não poderá mais contar com o saldo bruto das vendas para arcar com despesas imediatas do mês. Quem deixar a reestruturação da tesouraria e a atualização dos sistemas para o final de 2026 enfrentará severas restrições de liquidez assim que a nova sistemática for implementada em 2027”, avalia o tributarista.
A discussão ganha ainda mais relevância quando combinada com a reestruturação das relações trabalhistas em pauta no Congresso Nacional. Segundo o sócio Breno Carrilho, a somatória das pautas exige uma visão global de gestão por parte dos executivos. “Diante da pressão dupla causada pelas mudanças na jornada de trabalho e pela virada do sistema arrecadatório, o empresário precisa encontrar caminhos para preservar sua margem de contribuição. O foco do nosso encontro, em parceria com a Moura Dubeux, é demonstrar como estruturar os novos créditos de IBS e CBS como ativos reais no balanço das companhias, compensando o aumento inevitável dos custos operacionais”, destaca Carrilho.
Com atuação consolidada desde 2018 na assessoria jurídica e tributária voltada a empresas e órgãos públicos, a banca Santiago & Carrilho Advogados atua na antecipação de soluções estratégicas para o mercado regional. Os sócios e porta-vozes do escritório, Fábio Santiago e Breno Carrilho, estão à disposição da imprensa para entrevistas e análises sobre os impactos da Reforma Tributária e do Direito do Trabalho no ecossistema de negócios.
Atendimento à Imprensa / Agendamento de Entrevistas: Assessoria de Comunicação Ana Luiza Melo (81) 99626-69854



