Coluna desta segunda-feira

Foto: Divulgação

O rolo compressor da União Progressista e a encruzilhada de 2026

A federação União Progressista — formada pelo PP e União Brasil — tem se consolidado como uma das forças mais relevantes da política pernambucana. Liderada pelo deputado federal Eduardo da Fonte, a sigla avança com robustez sobre o tabuleiro estadual, fortalecendo suas bases e atraindo lideranças com mandato, estrutura e densidade eleitoral. O resultado é um movimento que já pode ser classificado como um verdadeiro rolo compressor político.

A vitória de Marcílio em Goiana, um dos mais importantes colégios eleitorais da Zona da Mata Norte, é prova concreta desse avanço. O resultado fortalece ainda mais a federação no estado e consolida sua presença em regiões estratégicas. Com isso, a União Progressista agora reúne 37 prefeitos em Pernambuco — sendo 26 do PP e 11 do União Brasil — um número que reforça seu peso institucional e sua capacidade de mobilização para as eleições de 2026.

Com um quadro expressivo de deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores, a federação já ocupa boa parte dos espaços disponíveis para as disputas futuras. Ainda que haja possibilidade de filiações pontuais, o núcleo duro da aliança está praticamente consolidado — o que torna o grupo ainda mais estratégico nas articulações. O prestígio eleitoral acumulado na eleição municipal mais recente só reforça a musculatura dessa coalizão.

No entanto, à medida que cresce, a União Progressista se aproxima de uma bifurcação política inevitável. Com esse rolo compressor liderado por Eduardo da Fonte, a grande pergunta que ecoa nos bastidores é: em 2026, a federação marchará ao lado da governadora Raquel Lyra, que buscará a reeleição, ou se alinhará ao prefeito do Recife, João Campos, que desponta como nome competitivo da oposição ao governo estadual?

A resposta a essa dúvida não será apenas estratégica, mas definirá os rumos da eleição em Pernambuco. A força de mobilização, o capital político e a estrutura da União Progressista podem ser determinantes para o desfecho da disputa. Seja qual for a decisão, uma coisa é certa: o grupo não será coadjuvante em 2026 — será protagonista.

Goiana – A eleição suplementar de Goiana trouxe a vitória de Marcílio Régio (PP) com 54,10% dos votos válidos, denotando a força do ex-prefeito Eduardo Honório (União Brasil), que transferiu parte significativa dos seus votos obtidos em 2024.

Federal – A capacidade de transferência de votos de Eduardo Honório em Goiana faz dele uma das maiores lideranças da Mata Norte. A expectativa é que ele possa ser candidato a deputado federal pela União Progressista em 2026.

João Campos – O resultado mostrou também que o prefeito do Recife, João Campos, é pé quente. Sua ida à Goiana foi determinante para a consolidação da vitória de Marcílio. Apesar de ser gestor da capital, sua influência tem irradiado para outras cidades do estado.

Parabenizou – Com dois candidatos de partidos da sua base, a governadora Raquel Lyra não interferiu no processo eleitoral de Goiana. Diante do resultado favorável a Marcílio Régio, a governadora colocou um post em suas redes sociais parabenizando o prefeito eleito, que assumirá o cargo em 1 de julho deste ano.

Inocente quer saber – A força da União Progressista será suficiente para colocar Eduardo da Fonte e Miguel Coelho na disputa majoritária de 2026?

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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