Coluna desta quinta-feira

Foto: Divulgação

Anderson Ferreira e Gilson Machado travam batalha no PL 

A disputa pelo Senado em 2026 já se tornou um campo de batalha dentro do PL de Pernambuco. Apesar de o estado ter duas vagas em jogo, Anderson Ferreira e Gilson Machado não estão dispostos a dividir o protagonismo: cada um quer ser o único candidato da legenda, o que tem acirrado ainda mais a rivalidade.

Anderson Ferreira, ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e presidente estadual do PL, conta com o apoio irrestrito de Valdemar Costa Neto, que não esconde sua antipatia por Gilson Machado e vê em Anderson o nome ideal para liderar o projeto majoritário do partido no estado. Com essa vantagem, Anderson usa o comando da legenda para consolidar seu espaço, articulando alianças e garantindo que sua candidatura seja a prioridade do partido em Pernambuco.

Gilson Machado, por outro lado, aposta na força de sua amizade com Jair Bolsonaro para se viabilizar. Sem o apoio da cúpula partidária, ele tenta convencer Bolsonaro de que deve ser o candidato oficial do bolsonarismo no estado, desafiando a preferência de Valdemar por Anderson. Para isso, Gilson tem reforçado sua presença em eventos políticos e mantido um discurso alinhado ao ex-presidente, buscando apoio direto da base bolsonarista.

O maior entrave é que nenhum dos dois aceita compor uma chapa conjunta para as duas vagas ao Senado. Anderson quer ser o nome único do PL, sem dividir espaço com Gilson. Da mesma forma, Gilson não abre mão de sua candidatura e não está disposto a disputar com Anderson dentro da legenda. Esse impasse pode levar a um racha irreversível, e se um dos dois não ceder, há o risco de que um deles abandone o PL e tente a candidatura por outro partido.

A disputa se tornou um problema para Bolsonaro e Valdemar Costa Neto. O ex-presidente ainda não deu sinais de que pretende intervir diretamente, mas sua decisão será crucial para definir o futuro da chapa do PL em Pernambuco. Enquanto isso, Anderson segue fortalecendo sua posição através do controle do partido, enquanto Gilson aposta na relação pessoal com Bolsonaro para reverter o cenário. O embate está lançado, e o desfecho dessa disputa será determinante para o futuro do bolsonarismo no estado.

HomenagemO Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) realizou, na última segunda-feira (24), uma solenidade em homenagem ao desembargador Márcio Fernando de Aguiar, que se aposenta após quatro décadas de dedicação à magistratura. O evento, conduzido pelo presidente da corte, desembargador Ricardo Paes Barreto, destacou a trajetória exemplar de Aguiar, sua integridade e compromisso com a Justiça. Ao agradecer a homenagem, o magistrado ressaltou que a aposentadoria marca o início de uma nova fase e reafirmou seu apreço pelo TJPE, instituição à qual dedicou sua carreira.

EspectadorO presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (PSDB), afirmou que, por enquanto, mantém-se como mero espectador da cena política e que, caso necessário, se pronunciará no momento oportuno sobre a saída da governadora Raquel Lyra do PSDB, sua filiação ao PSD e as especulações sobre o comando estadual da sigla tucana.

DenunciadosO ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tornou-se o sétimo ex-mandatário brasileiro desde a redemocratização a ser denunciado à Justiça, agora sob acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado para se manter no poder em 2022. Ele foi denunciado pela PGR por crimes como organização criminosa armada e abolição violenta do Estado democrático de Direito. Antes dele, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer também enfrentaram acusações criminais, a maioria ligada à Operação Lava Jato, embora muitos dos processos já tenham sido arquivados ou anulados.

ReprovaçãoLevantamento da Quaest, divulgado ontem, apontou alta na desaprovação do governo Lula (PT) em oito estados pesquisados, com índices superiores a 60% em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Pela primeira vez, a desaprovação superou numericamente a aprovação na Bahia e em Pernambuco, estados onde Lula venceu em 2022. Em Pernambuco, a desaprovação subiu 17 pontos desde dezembro, chegando a 50%, enquanto a aprovação caiu para 49%. Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, a percepção negativa se deve, principalmente, ao não cumprimento de promessas de campanha e à condução da economia.

Inocente quer saber – Lula conseguirá terminar o mandato?

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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