Coluna da Folha desta quarta-feira

A briga pelo protagonismo da oposição no Recife 

Pela terceira vez, Mendonça Filho e Daniel Coelho mediram forças para ver quem tinha mais representatividade na capital pernambucana. Em 2012 ambos foram candidatos a prefeito, naquela ocasião, Daniel auferiu 27,65% dos votos válidos contra apenas 2,24% de Mendonça Filho. Na eleição de 2016, investido na condição de ministro da Educação, Mendonça fez a opção de lançar a candidatura de Priscila Krause contra a postulação de Daniel, com a abertura das urnas, Daniel novamente levou a melhor, ficou com 18,59% dos votos válidos, contra apenas 5,43% de Priscila Krause. Somados, tiveram 25,02% dos votos, mais do que os 23,76% de João Paulo que foi ao segundo turno.

Nesta eleição, novamente Daniel Coelho e Mendonça Filho buscaram o protagonismo da oposição na disputa, ensaiaram um entendimento que jamais se concretizaria. Mendonça manteve sua candidatura a todo custo, enquanto Daniel que não teve o apoio esperado do PSL, retirou seu nome em prol da Delegada Patrícia, do Podemos, que manteve sua postulação.

Faltando apenas 26 dias para o primeiro turno, Daniel Coelho e Mendonça Filho travam uma nova disputa pelo protagonismo no Recife, para ver quem demonstra mais força. Se a Delegada Patrícia Domingos tiver mais votos que Mendonça, ainda que não consiga chegar ao segundo turno, estará sepultando a carreira majoritária do democrata, e podendo até prejudicar uma volta à Câmara dos Deputados em 2022. Se porventura Mendonça for o mais votado da oposição, certamente comprometerá a votação de Daniel no Recife em 2022 para deputado federal.

A disputa de vida ou morte para Mendonça e Patrícia, que permaneceram no jogo de prefeito, está se tornando bastante fratricida para os últimos dias do primeiro turno, com troca de farpas nos bastidores e também nas redes sociais, onde aliados de Mendonça tentam desconstruir Patrícia e os de Patrícia não deixam barato. Quem tiver mais votos poderá comprometer o futuro político do outro.

Educação – Rogério Morais assume a Diretoria Executiva do PIPA (Primeira Infância Plantar Amor), nova Edtech do estado, focada na Primeira Infância. Ex-Secretário Executivo de Educação da Prefeitura do Recife, consolida-se como nova liderança da área.

Bloqueio – O Tribunal de Justiça de São Paulo  determinou o bloqueio de R$ 29 milhões em bens do governador de São Paulo, João Dória (PSDB). A decisão foi da 14ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo. Quando era prefeito, o tucano foi acusado de usar verba pública para publicidade do programa “Asfalto Novo” em suposta promoção pessoal.

Prisão – O Supremo Tribunal Federal negou a progressão do regime fechado de prisão para o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB). O político baiano foi preso após a descoberta de um apartamento com mais de R$ 50 milhões, que supostamente funcionaria como “bunker” de dinheiro. Para negar o semiaberto, o STF entendeu que faltou pagar uma multa de R$ 1,6 milhão.

Batalhão – A Justiça Eleitoral contará com 15 mil servidores e colaboradores, 2.645 juízes eleitorais, bem como com um “batalhão” de aproximadamente dois milhões de mesários para a eleição de 15 de novembro. Serão 556 mil urnas eletrônicas, mais de 480 mil seções eleitorais e 95 mil locais de votação.

Inocente quer saber – Elias Gomes desistiu da candidatura no Cabo por medo de derrota nas urnas?

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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