Bolsonaro diz a aliados que quer preços do combustível e gás de cozinha congelados até a eleição

Bolsonaro
Foto: Adriano Machado/Reuters

Em reuniões internas do governo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem dito a auxiliares que novas altas dos combustíveis o farão “perder a reeleição”. De acordo com o G1 Política, o chefe do Executivo afirmou que não quer novos reajustes no diesel, gasolina e gás de cozinha até a eleição, em outubro.

O governo anunciou, nesta segunda-feira, 23, a troca na presidência da empresa, indicando o atual secretário do Ministério da Economia Caio Paes de Andrade para comandar a petroleira. O atual presidente, José Mauro Coelho, está há pouco mais de um mês no cargo. Coelho, escolhido pelo ex-ministro das Minas e Energia Bento Albuquerque, perdeu a sustentação ao não segurar o novo reajuste do diesel.

Bolsonaro está preocupado com o impacto do preço do diesel entre caminhoneiros, grupo que o apoia desde 2018 e que está insatisfeito. O governo tem ainda pesquisas internas que mostram que a população joga a responsabilidade do preço dos combustíveis no Presidente da República – candidato à reeleição.

Desde que indicou Adolfo Sachsida para o MME, Bolsonaro vem cobrando medidas. Sachsida é próximo do ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem participado de decisões na área. O plano do governo é estender o período em que a Petrobras repassa os valores do petróleo importado para o preço dos combustíveis nas bombas. Para isso, terá primeiro que conseguir aprovar o nome do novo indicado na Assembleia de Acionistas que ainda não foi marcada.

Com informações do G1 Política

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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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