Coluna da Folha desta quarta-feira

O fator juventude como diferencial na política 

Adversários do candidato a prefeito do Recife João Campos estão fazendo críticas à pouca idade do parlamentar para ser prefeito do Recife, uma vez que terá 27 anos caso venha a sair vitorioso. E seus aliados entendem que a sua juventude pode ser um diferencial em caso de João ser eleito prefeito do Recife.

Um aliado de João sublinha que dos quatro principais candidatos a prefeito do Recife, três possuem menos de 40 anos, o que evidencia a sintonia do eleitorado com novas caras na política e que elas estejam antenadas com a nova realidade do mundo.

Este mesmo aliado lembra que seus adversários começaram cedo, Mendonça Filho aos 27 anos já tinha sido deputado estadual, secretário de Agricultura e deputado federal, tendo sido eleito vice-governador de Pernambuco com apenas 32 anos, e isso não atrapalhou a trajetória de Mendonça na vida pública. Marília Arraes aos 27 anos já era vereadora do Recife e assumiu a secretaria de Juventude. João por sua vez, tem a experiência de ter sido auxiliar do governador Paulo Câmara, o deputado federal mais votado de Pernambuco e desempenhar um mandato sintonizado com as causas populares, representando um legado de defesa daqueles que mais precisam, construído por Miguel Arraes e Eduardo Campos.

Ele prossegue com a avaliação de que hoje em dia jovens de 20 anos revolucionam o mundo com startups em tecnologia e que agora é a vez da geração de João Campos na política, vide o exemplo de Miguel Coelho em Petrolina que aos 24 anos era deputado estadual e aos 26 se elegeu prefeito de uma das cidades mais importantes de Pernambuco, com chances de uma reeleição consagradora após o primeiro mandato aprovado por quase 90% dos petrolinenses. “A juventude de João Campos não é defeito, é virtude, ele tem toda condição de oferecer um grande futuro para o Recife com uma gestão moderna, sintonizada com a nova realidade mundial e sobretudo com aqueles que mais precisam”, finalizou o aliado.

Infidelidade – O PSDB foi ao Supremo Tribunal Federal (STF), com pedido de liminar, requerendo que a perda do mandato por infidelidade partidária se aplique também aos detentores de mandato eletivo majoritário (presidente, senadores, governadores, prefeitos e vices) que se desfiliarem, sem justa causa, do partido pela qual foram eleitos. O relator será o ministro Luís Roberto Barroso. Atualmente, apenas deputados e vereadores que trocam de partido podem perder o mandato por infidelidade partidária.

Palmares – Candidato a reeleição, o prefeito Altair Júnior (MDB) compôs uma chapa com a empresária  Karla Dimensão (PSB) e conta com o apoio do deputado estadual Clóvis Paiva (PP). Com dez candidatos a prefeito, o gestor acabou beneficiado pela fragmentação da oposição. Em Palmares não há segundo turno, o mais votado é eleito.

Condenado – O ex-senador Valdir Raupp (MDB-RO) foi condenado, nesta terça (6), pelos supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A decisão foi da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por três votos a dois.

Inocente quer saber – Quando a eleição do Recife vai pegar fogo?

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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