Coluna desta quarta-feira

Foto: Reprodução

Avaliação negativa pressiona Lula e fortalece Flávio Bolsonaro no segundo turno

A nova pesquisa do Real Time Big Data revela um dado que altera o eixo da disputa presidencial: o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é avaliado negativamente por 46% dos brasileiros, enquanto apenas 26% o classificam como positivo. Outros 27% consideram a gestão regular. Quando questionados sobre aprovação, 51% desaprovam o governo e 44% aprovam. O retrato expõe um cenário de desgaste relevante no meio do mandato e ajuda a explicar por que, apesar da liderança no primeiro turno, Lula enfrenta um horizonte mais apertado numa eventual segunda rodada.

No primeiro turno, o presidente mantém vantagem: 39% das intenções de voto contra 32% do senador Flávio Bolsonaro. A fragmentação do campo conservador favorece o petista, já que nomes como Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com índices menores e dispersos. Essa pulverização impede que a oposição concentre forças numa alternativa única capaz de ameaçar a dianteira lulista na largada.

O quadro muda de dimensão quando o levantamento simula o segundo turno. Num confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, há empate técnico: 42% a 41%. A diferença mínima, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, indica que o senador herda com eficiência o eleitorado crítico ao governo. A taxa de desaprovação de 51% funciona como combustível político para a candidatura oposicionista. Flávio consolida o voto ideológico do bolsonarismo e amplia sua competitividade ao atrair segmentos que hoje se distribuem entre outras candidaturas de direita no primeiro turno.

A combinação entre avaliação negativa elevada e empate técnico no segundo turno acende sinal de alerta no Planalto. A liderança inicial de Lula está sustentada por um núcleo fiel e por uma base que ainda o aprova, mas a rejeição alta cria um teto competitivo num embate polarizado. Para a oposição, a mensagem é estratégica: a unificação em torno de um nome com densidade eleitoral pode transformar a eleição num duelo voto a voto. Se os índices de avaliação não reagirem, a vantagem do primeiro turno pode se revelar frágil diante da força agregadora que Flávio demonstra no cenário final.

Interlocutor – O vice-presidente da Alepe, deputado Rodrigo Farias, tem sido um importante articulador na construção do projeto de João Campos ao governo de Pernambuco. Ele tem ajudado muito o prefeito na interlocução com os deputados estaduais e fortalecendo a relação com prefeitos e lideranças.

Encontro – A governadora Raquel Lyra fez questão de visitar o gabinete do senador Fernando Dueire em Brasília. O emedebista tem sido um importante parceiro do governo estadual e tem a simpatia dos prefeitos para tentar a reeleição na chapa da governadora.

Agricultura – Na reforma ministerial prevista para o próximo mês, André de Paula será remanejado para a Agricultura. A indicação é do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que tem em André um dos homens de sua maior confiança.

Cobiçada – A pré-candidata a deputada federal Eliane Soares tem sido disputada por diversos partidos. Apesar de ter uma expectativa do PSB de tê-la em seus quadros, outras legendas ainda sonham com a possibilidade de que ela venha a disputar o mandato por elas.

Inocente quer saber – A quem interessa a colocação de Marília Arraes como pré-candidata ao Senado pelo PDT?

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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