Coluna desta quinta-feira

Foto: Casa Branca

A vitória de Trump e a reversão da inelegibilidade de Bolsonaro 

A vitória de Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos gerou uma forte expectativa sobre a reversão da inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas esse não é o único fator que pesa a seu favor. A fragilidade do governo Lula também contribui significativamente para esse cenário. Com um ambiente global desfavorável à esquerda e um desempenho pífio do PT e de seus aliados nas eleições municipais, a oposição de centro-direita se torna cada vez mais competitiva para as eleições de 2026. Esse panorama sugere que o cenário político brasileiro pode estar prestes a viver uma nova polarização, agora com Bolsonaro potencialmente apto a disputar novamente a presidência.

A análise dos acontecimentos recentes aponta para um caminho claro: as chances de o PT vencer novamente nas urnas passam por um novo enfrentamento com o bolsonarismo, apostando em um duelo de rejeições semelhante ao que ocorreu em 2022. Naquela ocasião, Lula conseguiu capitalizar o sentimento de rejeição ao governo Bolsonaro e voltou ao poder. No entanto, a situação atual é diferente. O desgaste do governo Lula e a insatisfação popular com a administração petista tornam o cenário mais incerto para 2026. O desempenho fraco do PT nas eleições municipais é um indicativo de que o partido pode enfrentar dificuldades para reconquistar a confiança do eleitorado.

Em Brasília, a voz corrente é de que a reversão da inelegibilidade de Bolsonaro é uma questão de tempo. Analistas políticos e parlamentares avaliam que, até o primeiro trimestre de 2026, Bolsonaro poderá estar legalmente apto a concorrer à presidência. Esse movimento é visto como uma resposta natural à crescente insatisfação com o governo Lula e ao desejo de muitos eleitores de centro-direita de ter uma opção viável nas eleições. A capital federal está atenta a cada passo desse processo, que pode mudar radicalmente a dinâmica política do país nos próximos anos.

Os movimentos políticos para viabilizar a candidatura de Bolsonaro estão em pleno andamento. A possibilidade de sua participação na eleição presidencial cresce a cada dia, indicando que a corrida eleitoral de 2026 poderá trazer novamente um embate polarizado. Se Bolsonaro conseguir reverter sua inelegibilidade, o cenário político brasileiro estará pronto para uma disputa intensa e acirrada. A polarização entre Lula e Bolsonaro, que já marcou as eleições anteriores, promete se repetir, desta vez com ambos os candidatos potencialmente mais fortes e preparados para uma batalha eleitoral decisiva. As implicações dessa possível reviravolta são profundas e podem determinar o rumo do Brasil nas próximas décadas.

Defesa – O deputado federal Mendonça Filho (União Brasil) fez uma importante defesa da governadora Raquel Lyra (PSDB). A tucana tem realizado um governo exitoso, mas poucos políticos têm feito uma defesa enfática como a de Mendonça. O gesto de Mendonça deverá ser repetido por outros parlamentares.

Teresa Leitão – Caso o PT precise ter candidato ao governo de Pernambuco em 2026, o nome da senadora Teresa Leitão tem surgido como uma possibilidade. O partido está formalmente aliado de João Campos no Recife e faz constantes acenos à governadora Raquel Lyra. Mas não se descarta a terceira opção, que seria uma candidatura própria encabeçada pela senadora.

Federação – A escolha de Hugo Motta para suceder Arthur Lira na presidência da Câmara dos Deputados reacendeu as especulações de que o PP e o Republicanos possam formar uma federação. Não se descarta a entrada do União Brasil, o que possibilitaria ao bloco cerca de 150 deputados federais e facilitaria a reeleição de parlamentares das três legendas em 2026.

Inocente quer saber – Jair Bolsonaro terá seus direitos políticos restabelecidos?

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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