Coluna desta quarta-feira

Foto: Divulgação

Raquel emite forte sinal na Alepe 

A decisão da governadora Raquel Lyra de contemplar 31 deputados estaduais com a liberação de emendas parlamentares através de R$ 32 milhões gerou discussões políticas de que a governadora estaria discriminando alguns parlamentares, porém a verdade é que em um ano e meio de governo, enfim o Palácio do Campo das Princesas começa a dar sinais de que está disposto a construir uma base parlamentar.

A partir do momento em que prestigia alguns parlamentares em detrimento dos que lhe fazem oposição, a governadora adota a máxima da política de que é preciso solidificar o apoio. O efeito psicológico na classe política é o melhor possível, pois quem recebeu as emendas se sente prestigiado por ter votado com o governo, enquanto aqueles que não receberam por não terem votado a favor do governo começam a reavaliar a posição, uma vez que as emendas são um forte instrumento de se fazer presente nas bases.

Faltando dois anos e meio de governo, Raquel Lyra poderá ter um ambiente mais favorável a partir de agora, prova disso foi a decisão do PL de modificar o líder do partido para um parlamentar mais alinhado com o governo, o que garante à governadora uma maior harmonia na terceira maior bancada da Casa de Joaquim Nabuco. Parlamentares comemoraram a decisão da governadora e esperam que enfim o governo tenha uma nova dinâmica para aprovar as pautas de seus interesses no legislativo estadual.

Reforma Tributária – O deputado Pedro Campos (PSB-PE) presidiu, ontem (18/06), audiência pública na Câmara. O encontro contou com a participação dos fiscos dos entes federativos, com a presença de diversas secretarias estaduais e municipais da fazenda e de finanças, além de representação de auditores fiscais. O parlamentar integra o grupo de trabalho que irá tratar sobre a organização do Comitê Gestor e a distribuição do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Fragilidade – A cada nova pesquisa que é divulgada, fica cada vez mais latente a fragilidade do governo Lula, que atingiu 47% de desaprovação perante o eleitorado brasileiro, cuja segurança ainda é o Nordeste, pois no Sul e Centro-Oeste a desaprovação atinge números estratosféricos. O governo Lula se comunica mal e não traz efeitos positivos para a população, pois nenhuma medida mudou drasticamente a vida das pessoas para melhor.

Analógico – O presidente Lula e o PT se acostumaram com uma oposição frágil do PSDB, mas agora tem um PL cada vez mais agressivo e crítico, fora que há um adversário de forte capital político. Enquanto o PT e Lula têm uma postura analógica, Jair Bolsonaro e o PL sabem usar como ninguém as redes sociais e deixar o governo nas cordas.

Inocente quer saber – Lula será candidato à reeleição em 2026 após admitir não tentar mais um mandato?

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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