Coluna da Folha desta segunda-feira

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o ex-ministro e senador eleito, Rogério Marinho (PL-RN) Cristiano Mariz/O Globo e Isac Nóbrega/PR

Senado terá embate entre Pacheco e Marinho

A disputa pela presidência do Senado chega na sua última semana sob forte expectativa de quem irá conquistar a maioria dos votos. O atual presidente Rodrigo Pacheco (PSD/MG) tenta a reeleição, e tem como principal adversário o futuro senador Rogério Marinho (PL/RN), correndo por fora está o senador Eduardo Girão (Podemos/CE), que divide os votos de oposição a Pacheco e atrapalha mais a candidatura de Marinho.

Rodrigo Pacheco conta com a simpatia do Palácio do Planalto, uma vez que ele é forte aliado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que por sua vez é um dos principais pilares de sustentação do governo Lula. A expectativa do governo é que a vitória de Pacheco possa contrabalançar a provável vitória de Arthur Lira na Câmara dos Deputados, que apesar de não ter a hostilidade do Planalto, esteve mais alinhado com o ex-presidente Jair Bolsonaro do que o atual presidente do Senado, que elegeu-se com o apoio do ex-presidente mas depois distanciou-se do bolsonarismo quase que imediatamente após sua vitória.

O Senado sempre foi um problema para os governos de Lula, vide 2007 quando uma bancada composta por muitos adversários do presidente à época derrotou a manutenção da CPMF, o governo Dilma Rousseff também não teve muita facilidade no Senado, e isso se dá pela forte independência que um mandato de senador confere ao seu ocupante. Por isso, torna-se estratégico para o Palácio do Planalto que Rodrigo Pacheco seja reeleito, não só para ter um aliado de primeira hora, como também para evitar um político ligado ao ex-presidente no comando do Senado.

Sem preferência – Na disputa pela primeira-secretaria, quando questionado sobre quem seria seu preferido, Alvaro sinaliza não ter preferência, mas em caso de vitória para a presidência diz que vai buscar ter uma relação de cooperação com o primeiro-secretário que é o segundo cargo mais importante da Casa. No páreo estão os deputados Aglailson Victor e Rodrigo Novaes, do PSB, e Gustavo Gouveia, do Solidariedade. Todos apoiam Alvaro para a presidência.

Milton Coelho – A ida do deputado federal Milton Coelho para a secretaria de Micro e Pequenas Empresas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, foi bem recebida pelo meio político. O parlamentar já foi vice-prefeito do Recife, secretário de Administração de Paulo Câmara e de Governo de Eduardo Campos. Milton também é auditor do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco. Com uma vasta experiência no serviço público, Milton tem todas as condições de contribuir efetivamente com o sucesso do governo Lula.

Sintonizados – Um dos deputados estaduais mais sintonizados com a candidatura de Alvaro Porto à presidência da Alepe é João de Nadegi (PV). Eles têm mantido contato permanente e João tem ajudado Alvaro na prospecção de votos junto aos novos parlamentares que representam quase metade da futura composição da Alepe.

Ipojuca – A prefeita Célia Sales, que garantiu uma expressiva votação a Romero Sales Filho, está bastante fortalecida para a sua sucessão em 2024. O apoio da prefeita será determinante para dar competitividade a algum candidato que pretenda governar a cidade.

Inocente quer saber – Uma eventual vitória de Rogério Marinho no Senado seria um problema para Lula?

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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