Pedro Campos defende novo Ciência Sem Fronteiras, aumento de bolsas e Ganhe o Mundo para o Brasil

Foto: Lula Carneiro

Nesta quinta-feira (11/08), o candidato a deputado federal, Pedro Campos, firmou um dos seus primeiros compromissos para levar como proposta às eleições deste ano. Hoje, no Dia do Estudante, ele defendeu a universalização do Ganhe o Mundo, programa de intercâmbio reconhecidamente exitoso, lançado ainda pelo ex-governador Eduardo Campos.

Pedro pretende ser uma voz em defesa do PGM na Câmara dos Deputados – a ideia é que seja replicado em todo o cenário nacional. “Hoje, no Dia do Estudante, falamos de educação com dois jovens que ganharam o mundo. Discutimos propostas que podem promover a melhoria na qualidade de vida das pessoas e que dão a possibilidade para que os estudantes sonhem em ser o que quiserem ser”, afirmou Pedro Campos.

Ele falou sobre o tema com Roberto de Assis e Amanda Letícia, dois ex-intercambistas do programa. Atualmente, Roberto é mentor e professor no Método 365 Inglês. Aos 20 anos, Amanda, que aprendeu a falar alemão, já trabalha com vendas e marketing, mas também se prepara para tentar cursar Medicina.

“O Ganhe o Mundo foi um marco na minha vida. Hoje, sou o que sou porque participei do programa. Fui um dos primeiros beneficiados, fiz o meu intercâmbio em 2013, mas percebo que as novas gerações já entram na escola sonhando com o Ganhe o Mundo tamanha é a transformação que o programa pode fazer na vida dos estudantes. Esse é um investimento em nosso jovem, na nossa educação e cultura”, disse Roberto.

Por sua vez, Amanda explicou que sempre teve o sonho de viajar para o exterior. “Mas eu nunca pensei que um dia eu teria o meu intercâmbio pago pelo meu desempenho na escola pública estadual. Ter aprendido o alemão, uma língua tão difícil para nós por ser totalmente diferente do português, ajudou muito porque me ensinou a ter a prática de estudar e a acreditar que posso superar desafios”, ressaltou.

Além da universalização do Ganhe o Mundo, Pedro vai atuar pelo fortalecimento do ensino técnico e profissionalizante, o reajuste nas bolsas de pesquisa CAPES e CNPq e o retorno do programa Ciência Sem Fronteiras.

*SAIBA MAIS SOBRE OS 4 COMPROMISSOS PARA A EDUCAÇÃO*

_Ganhe o Mundo_ – O programa foi criado em 2011. O primeiro embarque do intercâmbio aconteceu em julho de 2012. Desde o início, o Ganhe o Mundo enviou mais de oito mil alunos do ensino médio da rede estadual para fazerem intercâmbio de seis meses fora do Brasil. Estados Unidos, Canadá, Austrália, Espanha e Argentina foram alguns dos destinos. Interrompido há dois anos em razão da pandemia, está prestes a ser retomado, como anunciou recentemente o candidato ao governo de Pernambuco, Danilo Cabral. Sendo eleito, Pedro pretende reapresentar o Projeto de Lei 4.256/20, de autoria do então deputado federal João Campos e de Danilo Cabral – que cria o PGM em âmbito nacional para oferecer capacitação em línguas estrangeiras e intercâmbio internacional aos alunos do ensino médio das redes públicas de ensino.

_Fortalecimento do ensino técnico e profissionalizante_ – Uma das prioridades do mandato será o ensino técnico e profissionalizante. Enquanto em países da Europa o percentual de matrículas em cursos de ensino médio técnico chega a 50% na Alemanha e quase 70% na Finlândia, apenas 8% dos estudantes cursam essa modalidade no Brasil. Essa situação irá mudar significativamente com a aprovação e implementação do PL 6.494/2019, que foi aprovado definitivamente na Câmara dos Deputados agora em neste mês de agosto e que segue para o Senado. Sendo eleito, Pedro Campos irá articular com os representantes de Pernambuco no Senado para garantir uma aprovação rápida do PL, que depois disso seguirá para a sanção do futuro Presidente da República. Ademais, o candidato se compromete a lutar pela implementação efetiva da nova lei, por meio da fiscalização que deve exercer na Comissão Externa de acompanhamento do MEC.

_Defesa do aumento para Bolsas Caps e CNPQ_ – Em 2022, as bolsas federais de pesquisa para mestrandos e doutorandos completam nove anos sem reajustes no Brasil. Na prática, isso quer dizer que os valores pagos aos pesquisadores tiveram uma redução acima de 60%, por conta da inflação no período. Os bolsistas recebem R$ 1.500 no mestrado e R$ 2.200 no doutorado das duas principais agências federais de pesquisa, a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Outro problema enfrentado é a redução da oferta de bolsas de pesquisa no país. Bolsonaro reduziu em 20% o número total de bolsas, cortando aproximadamente 20 mil do número total antes ofertado – que era de 91 mil e hoje está em 73 mil. Sendo eleito, Pedro planeja apresentar um projeto de lei que vai criar um mecanismo de reajuste anual das bolsas federais de pesquisa e extensão, repondo perdas inflacionárias e garantindo aumento real dos valores na medida do crescimento da economia, formato inspirado na bem-sucedida política de valorização do salário mínimo, criada no Governo Lula.

_Retorno do Ciência Sem Fronteiras_ – O programa foi criado com o objetivo de promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio. Com a concessão de 92 mil bolsas, foram investidos cerca de R$ 12 bilhões na formação de cientistas brasileiros. O Ciência Sem Fronteiras foi encerrado durante o governo do ex-presidente Michel Temer e o pleito pelo seu retorno – inclusive, com aperfeiçoamentos – será uma bandeira de luta de Pedro Campos.

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Quem sou eu
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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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