
A mais recente pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto DataTrends, divulgada nesta sexta-feira (11), acabou por entregar à governadora Raquel Lyra (PSD) um ativo político de peso: um índice de 68% de aprovação da gestão. Mais do que um número expressivo, tendo em vista que apenas 29% do total de 1.200 entrevistados disse desaprovar a condução da máquina pública estadual pela pessedista, o índice aponta para uma administração que tem conseguido dialogar com diferentes segmentos da população.
Por exemplo, entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, a aprovação da governadora chega a 86%, e se mantém em patamar elevado mesmo entre os que ganham até dois salários mínimos, com 65%. Já entre homens e mulheres, os índices também são consistentes – 71% e 65%, respectivamente. Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE−08122/2026, a pesquisa foi a campo entre os dias 7 e 9 de setembro, e apresenta margem de erro de 2,83 pontos percentuais.
Em relação às regiões do estado, é no interior que os números revelam alguns dos melhores desempenhos da gestão Raquel Lyra, a exemplo de Limoeiro e Garanhuns, no Agreste, onde a governadora registra aprovação de 89% e 88%, respectivamente. A alta aceitação é vista, ainda, em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, com 84%; e Carpina e Palmares, na Zona da Mata, com 79%. Contudo, há bolsões onde a avaliação é menos confortável, como na cidade de Serra Talhada (58%), no Sertão; e Barreiros–Sirinhaém (56%), ambas Litoral Sul.
Ainda sob a perspectiva regional, é importante mecionar os recortes sobre o Recife, principal colégio eleitoral de Pernambuco; e o município de Caruaru, berço político da governadora Raquel Lyra. Na capital, a atual gestão estadual apresentou índice de 67% de aprovação e 33% de desaprovação, enquanto na Princesa do Agreste o percentual foi de 64% a 36%.
O contraste entre os números sugere, portanto, que o desempenho da governadora não se limita à capital e nem se distribui de maneira uniforme pelo estado, o que aponta que Raquel chega à disputa pela reeleição diante de uma avaliação administrativa majoritariamente positiva, mas ainda com a tarefa de transformar aprovação em voto consolidado.



